Pergunta:
Gostaria de saber o que são indulgências. Quantas indulgências são obtidas rezando a rosario? Especialmente neste ano, podem sempre ser recebidas indulgências? Como é adquirido e o que deve ser feito para obtê-lo? Obrigado
Resposta:
Do livro: Javier Palacios, Cristo, ayer, hoy y siempre, Ed. Verbo Encarnado
A indulgência é um dos elementos constituintes de Jubileu. ‘Neles se manifesta a plenitude da misericórdia da Pai, que sai ao encontro de todos com o seu amor, manifestado antes de tudo, com o perdão das culpas’(20).
Para a doutrina das indulgências, referimo-nos ao ensinamento de Catecismo da Igreja Católica.
1.- O que são indulgências?
‘Indulgência é a remissão diante de Deus da pena temporal pelos pecados, já perdoados quanto à culpa, que um crente disposto e cumprindo certas condições obtém através da mediação de Igreja, que, como administrador da redenção, distribui e aplica com autoridade o tesouro das satisfações de Cristo e dos santos.’
2.- Quantos tipos de indulgências existem?
‘A indulgência é parcial ou plenária conforme liberta parcial ou totalmente da pena temporal devida pelos pecados.’
3.- A quem elas beneficiam?
‘Cada fiel pode lucrar para si ou solicitar ao falecido, a título de sufrágio, indulgências parciais e plenárias’ (CIC, can 992-994) (21).
4.- Qual é a consequência do pecado?
‘Para compreender esta doutrina e esta prática de Igreja é necessário lembrar que o pecado tem uma dupla consequência. O pecado grave nos priva da comunhão com Deus e, portanto, nos torna incapazes da vida eterna, cuja privação é chamada de ‘pena eterna’ do pecado. Por outro lado, todo pecado, mesmo venial, acarreta apego desordenado a criaturas que necessitam de purificação, seja aqui embaixo ou após a morte, no estado denominado Purgatório. Esta purificação liberta o que é chamado de “penalidade temporal” do pecado. Estas duas punições não devem ser concebidas como uma espécie de vingança, infligida por Deus de fora, mas como algo que brota da própria natureza do pecado. Uma conversão que vem da caridade fervorosa pode alcançar a purificação total do pecado, para que nenhum castigo permaneça (cf. Concílio de Trento: DS 1712-1713; 1820)'(22).
5.- E se Deus já me perdoou, por que devo obter indulgências?
‘O perdão dos pecados e a restauração da comunhão com Deus implicam a remissão das penas eternas do pecado. Mas as penas temporais do pecado permanecem. O cristão deve esforçar-se, suportando pacientemente sofrimentos e provações de todos os tipos e, quando chegar o dia, enfrentando calmamente a morte, para aceitar como uma graça estas penas temporais do pecado; “deve aplicar-se, tanto através de obras de misericórdia e de caridade, como através da oração e de diferentes práticas de penitência, para despojar-se completamente do ‘velho homem’e revestir-se do ‘novo homem’.” (cf. Efe 4,24) (23).
6.- Como é possível a remissão das penas devidas aos pecados?
‘O cristão que quer purificar-se do seu pecado e santificar-se com a ajuda da graça de Deus não está sozinho. ‘A vida de cada um dos filhos de Deus está ligada de forma admirável, em Cristo e por Cristo, com a vida de todos os outros irmãos cristãos, na unidade sobrenatural do Corpo místico de Cristo, como numa pessoa mística'(24)'(25).
‘Na comunhão dos santos, portanto, ‘existe entre os fiéis – tanto entre aqueles que já são bem-aventurados como entre aqueles que expiam na purgatórioou aqueles que ainda são peregrinos na terra – um vínculo constante de amor, uma troca abundante de todos os bens’ (26) nesta troca admirável, a santidade de um beneficia os outros, além do dano que o próprio pecado poderia ter causado aos outros. Assim, o recurso à comunhão dos santos permite ao pecador contrito ser purificado mais cedo e mais eficazmente das penas do pecado» (27).
7.- A quem devemos esta remissão?
‘A estes bens espirituais da comunhão dos santos chamamos também tesouro da Igreja, ‘que não é a soma dos bens, como o são as riquezas materiais acumuladas ao longo dos séculos, mas sim é o valor infinito e inesgotável que têm diante de Deus as expiações e méritos de Cristo, nosso Senhor, oferecidos para que a humanidade se libertasse do pecado e alcançasse a comunhão com o Pai. Somente em Cristo, nosso Redentor, estão as satisfações e méritos de sua redenção (cf. hebreu 7,23-25; 9,11-28)'(28)'(29).
‘ Igualmente pertencente a este tesouro é o preço verdadeiramente imenso, imensurável e sempre novo que Deus tem diante das orações e boas obras do Bem-aventurada Virgem Maria e de todos os santos, que foram santificados pela graça de Cristo, seguindo seus passos, e fizeram uma obra agradável a Pai, para que, trabalhando para sua própria salvação, cooperassem também na salvação de seus irmãos na unidade do Corpo Místico'(30).
8- Quem distribui as indulgências?
‘As indulgências são obtidas por Igreja que, em virtude do poder de ligar e desligar que lhe foi concedido por Cristo Jesus, intervém em favor de um cristão e abre-lhe o tesouro dos méritos de Cristo e dos santos para obter do Pai de misericórdia a remissão das penas temporais devidas pelos seus pecados. É por isso que Igreja não só quer ajudar este cristão, mas também encorajá-lo a realizar obras de piedade, penitência e caridade'(31).
9.- O que posso fazer por um fiel defunto?
«Visto que os fiéis falecidos em processo de purificação são também membros da mesma comunhão dos santos, podemos ajudá-los, entre outras maneiras, obtendo-lhes indulgências, para que sejam libertos das penas temporais devidas pelos seus pecados» (32).
Condições para obter a indulgência
Para usufruir das indulgências é necessário estar batizado, não excomungado e estar em estado de graça pelo menos ao final das obras prescritas para ganhar a indulgência.
Para que o sujeito que reúna essas condições possa se beneficiar, deve ter a intenção, ainda que geral, de conquistá-las e de concluir as obras prescritas no prazo estabelecido e na forma adequada.
Indulgência plenária
As seguintes orações e ações, entre outras, têm indulgência plenária, desde que atendidas as condições exigidas:
• ‘Para você, ah Deus, nós te louvamos…’ (Te Deum): 1º de janeiro e na Solenidade de Pentecostes.
• ‘Adoração prostrada…’ (Tantum ergo): Quinta-feira Santa depois da Missa Em Coena Dominie na ação litúrgica de Corpus Cristo i.
• ‘Jesus tão fofo…'(Ato de reparação): rezado publicamente no dia do Sagrado Coração.
• ‘olhe para mim, oh meu amado e bom Jesus…’: Sextas-feiras da Quaresma.
• ‘Venha, Espírito Criador…’ (Veni Criador): rezou publicamente no dia 1º de janeiro e na Solenidade de Pentecostes.
• Ore o Via-Sacra: antes das estações, passando de uma a outra pelo menos por quem a dirige, meditando nas cenas se desejar, com alguma oração vocal.
• Oração de santo Rosário: rezar em igreja, em oratório, em família ou em comunidade. Basta rezar apenas cinco dos quinze mistérios, com meditação nos mistérios que se rezam.
• Adore Santíssimo por pelo menos meia hora.
• Adoração da Cruz: na ação litúrgica da Sexta-Feira Santa.
• Realizar Exercícios Espirituais ou retiros similares, com duração mínima de três dias.
• Receba a Bênção Papal Urbi e Orbi; Também é válido no rádio ou na televisão.
• Assistir ao rito de encerramento de um Congresso Eucarístico.
• Ao sacerdote que celebra 25, 50 ou 60 anos de ordenação, estende-se a quem o acompanha na Santa Missa.
• Leitura da Sagrada Escritura: pelo menos meia hora.
• Visita à paróquia igreja paroquial na festa titular e no dia 2 de agosto (indulgência da Porciúncula). O mesmo se aplica à catedral ou igreja co-catedral ou às igrejas quase paroquiais.
• Receber a bênção apostólica em perigo de morte iminente. No caso de não haver sacerdote, a Igreja concede esta mesma indulgência desde que algumas orações tenham sido feitas regularmente (estão reunidas as três condições habituais para obter a indulgência plenária).
• Assistir à pregação de alguns sermões, participando do encerramento de uma Santa Missão.
• Visitar uma igreja ou oratório no dia do seu santo Fundador, rezando um Pai-Nosso e um Credo.
• Visitar as Basílicas Patriarcais ou Maiores de Roma no dia da festa titular, em qualquer dia de guarda ou em qualquer dia do ano escolhido pelos próprios fiéis: devem ser rezados o Pai-Nosso e o Credo.
• Visitar um igreja ou oratório no Dia de Finados (ou com o consentimento de bispo, no domingo anterior ou posterior). Esta indulgência só é aplicável às almas de purgatório.
• Visitar uma igreja ou altar no dia da sua dedicação, rezando um Pai-Nosso e um Credo.
• Usar no dia de São Pedro e São Paulo (29 de junho) algum objeto piedoso abençoado pela Papaou por uma bispo, rezando um Credo.
• Ao novo sacerdote na sua Primeira Missa Solene e a todos os que a assistem.
• Renovação das promessas do batismo: na Vigília Pascal ou no aniversário do batismo.
• Visite a igreja onde se celebra o Sínodo diocesano enquanto dura, rezando o Pai-Nosso e o Credo.
• Visitar igrejas sazonais nos seus próprios dias, participando dos cultos da manhã ou da tarde.
• Aos fiéis que fazem a Primeira Comunhão e aos que os acompanham.
• Visita ao cemitério nos primeiros oito dias do mês de novembro, rezando (apenas mentalmente) pelos fiéis falecidos.
• Na visita pastoral, podem beneficiar-se da indulgência uma única vez, desde que participem de uma função sagrada presidida pelo visitador.
Condições para a indulgência plenária
Para obter a indulgência plenária, além de querer evitar qualquer pecado mortal ou venial, é necessário rezar ou fazer o trabalho que incorpora a indulgência, cumprindo três condições:
confissão sacramental
Comunhão eucarística
Oração pelas intenções de Papa
Com uma única confissão sacramental você pode ganhar várias indulgências plenárias; Por outro lado, com uma única comunhão eucarística e uma única oração pelas intenções de Papasó se ganha uma indulgência plenária. As três condições podem ser cumpridas alguns dias antes ou depois de rezar ou fazer o trabalho que incorpora a indulgência, mas é conveniente que a comunhão e a oração pelas intenções de Papasejam realizadas no mesmo dia.
A condição de rezar pelas intenções de Papaé cumprida se for rezado um único Pai-Nosso e uma Ave-Maria à sua intenção; Mas a cada fiel é concedido o poder de rezar com qualquer fórmula, de acordo com a sua piedade e devoção.
A indulgência plenária só pode ser conquistada uma vez por dia, mas o cristão fiel pode conseguir a indulgência plenária em artigo mortis, embora no mesmo dia tenha ganhado outra indulgência plenária.
A indulgência parcial pode ser obtida várias vezes ao dia, salvo indicação expressa em contrário.
O trabalho indicado para obter a indulgência plenária anexada a uma igreja ou oratório consiste na visita piedosa deste local, rezando o Pai-Nosso e o Credo, salvo em algum caso especial que outras condições sejam estabelecidas.
Indulgência parcial
As seguintes orações e ações possuem indulgência parcial, todas aquelas marcadas com (*) podem alcançar a indulgência plenária se seus requisitos forem atendidos:
• ‘Para você, abençoado José…’.
• ‘Para você, ah Deus, nós te louvamos…’ (Te Deum)*.
• ‘Lembrar, oh muito piedoso Virgem Maria…’.
• ‘Anjo por Deus, você que é meu guardião…’.
• ‘aqui estamos nós, Senhor, Espírito Santo…’.
• ‘Santos Apóstolos Pedro e Paulo…’.
• ‘Misericórdia, Deus minha…’ (Salmo 50).
• ‘Maria, Mãe da graça e da misericórdia…’.
• ‘Adoração prostrada…'(Tantum ergo)*.
• ‘Oh, banquete sagrado‘.
• ‘olhe para mim, oh meu amado e bom Jesus…’*.
• ‘Senhor, a todos aqueles que por amor…’ (Oração pelos nossos benfeitores).
• ‘Senhor, Deus Todo-Poderoso, que nos trouxe ao início deste dia…’.
• ‘sob sua proteção…’ (Sub tuum praesidium).
• ‘Senhor, dê-lhes o descanso eterno…’ Esta indulgência aplica-se apenas ao falecido.
• ‘Adore-se com devoção…’ (eu te amo devoto).
• ‘Alma de Cristo…’.
• ‘Proclame minha alma…’ (Magnificat).
• ‘Rezemos pelo nosso Pontífice…’.
• ‘Jesus tão fofo, cuja caridade…’.
• ‘Das profundezas…’.
• ‘Vir, Espírito Criativo…’ (Veni Criador).
• ‘Vir, Espírito Santo…’ (Vir, Spiritus Sanctus).
• ‘Jesus tão fofo, Redentor da raça humana…’ (Consagração ao Cristo Rei).
• ‘nós te agradecemos…’
• ‘Senhor… dignou-se a enviar seu santo anjo…’.
• ‘Senhor, que sua graça inspire…’.
• ‘Visita, Senhor, este quarto…’.
• Rezar o Salve.
• Reze o santo Rosário.
• Ore o Ângelus durante o horário normal.
• Rezar o Credo, seja o Apostólico ou o Niceno-Constantinopolitano*.
• Ore o Regina Coeli durante a época da Páscoa.
• Rezar Laudes ou Vésperas pelo Ofício dos Defuntos.
• Oração de qualquer uma das Ladainhas aprovadas pela Igreja, entre outras: do Santíssimo Nome de Jesus, do Sagrado Coração de Jesus, do Preciosíssimo Sangue de Nosso Senhor Jesus Cristo, da Santíssima Virgem Maria, de São José e dos Santos.
• Faça orações para pedir vocações.
• Ore pela unidade cristã.
• Oração de qualquer um dos ofícios parvo.
• Faça uma oração em homenagem a um santo no dia da sua celebração litúrgica.
• Adoração de Santíssimo Sacramento(Visita a Santíssimo)*.
• Faça um ato de contrição.
• Leia Sagrada Escrituracomo uma leitura espiritual*.
• Comunhão espiritual.
• Participar das Novenas por ocasião do Natal, Pentecostes ou da Imaculada Conceição.
• Qualquer ato de fé, esperança ou caridade.
• Faça um momento de oração mental.
• Renovar as promessas do batismo*.
• Ensine ou aprenda a doutrina cristã.
• Faça o Sinal da Cruz, pronunciando as palavras habituais.
• Visite as catacumbas.
• Participe da pregação da palavra de Deus*.
• Visitar uma igreja ou oratório nos dias em que acontece a visita pastoral*.
• Use objetos piedosos com a devida bênção*.
• Visite igrejas sazonais nos seus próprios dias.
Condições gerais para a indulgência parcial
A indulgência parcial é concedida aos fiéis cristãos que, no cumprimento das suas obrigações e no sofrimento das dificuldades da vida, elevam a sua alma à Deus com humilde confiança, acrescentando, ainda que apenas mentalmente, alguma invocação piedosa.
A indulgência parcial é concedida ao fiel cristão que, movido pelo Espírito da fé, se entrega a si mesmo ou aos seus bens, com sentimentos de misericórdia, ao serviço dos irmãos necessitados.
A indulgência parcial é concedida ao cristão fiel que, em espírito de penitência, se priva voluntariamente de algo lícito e agradável.
Disposições para obter a indulgência jubilar
Decreto do Penitenciaria Apostólica
Com este decreto, que cumpre a vontade do Santo Pai expressa na Bula para a convocação dos Grande Jubileu do ano 2000, o Penitenciaria Apostólica, em virtude das faculdades concedidas pelo próprio Sumo Pontífice, determina a disciplina que deve ser observada para obter a indulgência jubilar.
Todos os fiéis devidamente preparados podem beneficiar-se copiosamente do dom da indulgência ao longo de Jubileu, de acordo com as disposições abaixo especificadas.
Tendo em mente que as indulgências já concedidas, seja de forma geral ou por rescrito especial, permanecem em vigor durante Grande Jubileu, lembra-se que a indulgência jubilar pode ser aplicada como sufrágio pelas almas dos defuntos. Com esta prática realiza-se um ato de caridade sobrenatural, devido ao vínculo através do qual, no Corpo místico de Cristo, os fiéis ainda peregrinos neste mundo se unem àqueles que já terminaram a sua existência terrena. Durante o ano jubilar, permanece em vigor a regra segundo a qual a indulgência plenária só pode ser obtida uma vez por dia (33).
O ápice de Jubileu é o encontro com Deus Pai por meio de Cristo Salvador, presente em seu Igreja, especialmente em seus Sacramentos. Por isso, todo o caminho jubilar, preparado pela peregrinação, tem como ponto de partida e de chegada a celebração do sacramento da Penitência e da Eucaristia, mistério pascal da Cristo, da nossa paz e da nossa reconciliação: este é o encontro transformador que se abre ao dom da indulgência para si e para os outros.
Depois de ter celebrado dignamente a confissão sacramental, que de modo ordinário, segundo a can. 960 del CIC y el can. 720 del CCEO, debe ser en su forma individual e completa, o fiel, cumpridos os requisitos exigidos, pode receber ou solicitar, por um período prudente de tempo, o dom da indulgência plenária, mesmo diariamente, sem ter que repetir a confissão.
É oportuno, porém, que os fiéis recebam frequentemente a graça do sacramento da Penitência, para aprofundar a sua conversão e pureza de coração (34). A participação na Eucaristia – necessária para cada indulgência – deve ocorrer no mesmo dia em que são realizadas as obras prescritas (35).
Estes dois momentos culminantes devem ser acompanhados, sobretudo, pelo testemunho de comunhão com a Igreja, manifestado com a oração pelas intenções do Romano Pontífice, bem como pelas obras de caridade e de penitência, segundo as indicações abaixo indicadas. Estas obras querem expressar a verdadeira conversão do coração a que conduz a comunhão com Cristo nos Sacramentos. Na verdade, Cristo é indulgência e propiciação pelos nossos pecados (1 J. 2, 2). Ele, infundindo nos corações dos fiéis o Espírito Santo, que é “o perdão de todos os pecados” (36), impulsiona cada um ao encontro filial e confiante com a Pai da misericórdia. Deste encontro surgem os compromissos de conversão e renovação, de comunhão eclesial e de caridade para com os irmãos.
Para o próximo Jubileu confirma-se também a regra segundo a qual os confessores podem deslocar-se, a favor dos legitimamente impedidos, tanto o trabalho prescrito como as condições exigidas (37). Os religiosos e religiosas de clausura, os doentes e todos aqueles que não possam sair de casa, poderão fazer, em vez de visitar uma igreja determinada, uma visita à capela da sua própria casa; Se nem isso for possível, poderão obter a indulgência unindo-se espiritualmente com aqueles que realizam o trabalho prescrito de maneira ordinária, oferecendo Deus suas orações, sofrimentos e transtornos.
Quanto aos requisitos necessários, os fiéis podem obter a indulgência jubilar:
1) Em Roma, peregrinando a uma das Basílicas Patriarcais, nomeadamente, a Basílica de São Pedro no Vaticano, a Arquibasílica do Santíssimo Salvador de Latrão, a Basílica de Santa Maria Maior ou a de São Paulo Fora dos Muros na Via Ostiense, e aí participando com devoção na Santa Missa ou noutra celebração litúrgica como Laudes ou Vésperas, ou num exercício de piedade (por ex. Via-Sacra, o Rosário mariano, a recitação do hino Akathistos em homenagem à Mãe de Deus); visitando também, em grupo ou individualmente, uma das quatro Basílicas Patriarcais e ali permanecendo por certo tempo em adoração eucarística ou em meditação espiritual, concluindo com a ‘Pai-Nosso’, com a profissão de fé em qualquer uma de suas formas legítimas e com a invocação ao Bem-aventurada Virgem Maria. Nesta ocasião especial de Grande Jubileu, os seguintes locais são acrescentados às quatro Basílicas Patriarcais e com as mesmas condições: a Basílica da Santa Cruz em Jerusalém, a Basílica de São Lourenço junto ao cemitério de Verano, o Santuário da Virgem do Amor Divino e as Catacumbas Cristãs (38).
2) Na Terra Santa, observando as mesmas condições e visitando a Basílica do Santo Sepulcro em Jerusalém, a Basílica da Natividade em Belém ou a Basílica da Anunciação em Nazaré.
3) Nos outros circunscrições eclesiásticas, peregrinando à igreja catedral ou a outras igrejas ou locais designados pelo Ordinário e ali frequentando com devoção uma celebração litúrgica ou outro tipo de exercício, como os acima indicados para a cidade de Roma; visitando também, em grupo ou individualmente, a igreja catedralou um Santuário designado pelo Ordinário, permanecendo ali durante certo tempo em meditação espiritual, concluindo com a ‘Pai-Nosso’, com a profissão de fé em qualquer uma das suas formas legítimas e com a invocação ao Bem-aventurada Virgem Maria.
4) Em todo lugar, indo visitar em um horário conveniente os irmãos necessitados ou com dificuldades (doentes, presos, idosos sozinhos, deficientes, etc.), como se fizessem uma peregrinação rumo a Cristo neles presente (cf. Monte. 25, 34-36) e cumprindo os habituais requisitos espirituais, sacramentais e orantes. Os fiéis certamente desejarão repetir estas visitas durante o Ano Santo, podendo obter a indulgência plenária em cada uma delas, obviamente apenas uma vez por dia.
A indulgência plenária jubilar também pode ser obtida através de iniciativas que favoreçam concreta e generosamente o espírito penitencial, que é como a alma de Jubileu. A saber: abster-se durante pelo menos um dia de coisas supérfluas (por exemplo, tabaco, bebidas alcoólicas, jejuar ou praticar a abstinência segundo as normas gerais da Igreja e dos Episcopados) e dar uma soma proporcional de dinheiro aos pobres; apoiar obras de carácter religioso ou social com um contributo significativo (especialmente a favor de crianças abandonadas, jovens com dificuldades, idosos carenciados e estrangeiros nos vários países onde procuram melhores condições de vida); dedicar uma parte conveniente do tempo livre a atividades de interesse comunitário ou outras formas semelhantes de sacrifício pessoal.
Roma, em Penitenciaria Apostólica, 29 de novembro de 1998, 1º Domingo do Advento.
Cartão WILLIAM WAKFFIELD. BAUM
Penitenciária Maior
LUIGI DE MAGISTRIS
Regente
Autor: Pbro. Miguel Ángel Fuentes, I.V.E.
(20) João Paulo II, Incarnationis Mysterium, Bula de convocação do Grande Jubileu do Ano 2000, 9.
(21) Catecismo da Igreja Católica,1471.
(22) ibid.., 1472.
(23) ibid.., 1473.
(24) Paulo VI, Constituição Apostólica Doutrina do Indulgentiário, 5.
(25) Catecismo da Igreja Católica, 1474.
(26) Paulo VI, Doutrina do Indulgentiário, 5.
(27) Catecismo da Igreja Católica, 1475.
(28) Paulo VI, Indulgentiarum Doctrina, ibid.
(29) Catecismo da Igreja Católica, 1476.
(30) Paulo VI, ibid.., 1477.
(31) Cf. Pablo VI, ibid.., 8, Concílio de Trento; DS 1835, ibid.., 1478.
(32) ibid.., 1479.
(33) Cf. Enchiridion indulgentiarum, Norma LEV 1986. 21, 1.
(34) ibid..,norma. 23, 1-2.
(35) ibid..,norma. 23, 3.
(36) «Quia ipse remissio omnium peccatorum»: Missale Romanum,Super oblato, sábado pós Dominicam VII Paschae.
(37) Cf. Encaixar. indulgência., norma. 27.
(38) ibid..,conces,14.