A Agência Nacional italiana para as Novas Tecnologias, a Energia e o Desenvolvimento Econômico Sustentável (ENEA) realizou um estudo durante os últimos cinco anos para tentar reproduzir o Santo Sudário, que se encontra custodiado em Turim. Em sua tentativa de fazer uma cópia, os cientistas corroboraram que não se trata de uma falsificação, como afirmam alguns, mas sim que o sudário é real.

(El Confidencial/InfoCatólica) Os investigadores só conseguiram imitar o efeito do tecido aplicando no linho lasers ultravioleta de alta intensidade e queimando o material. Comprovaram que apresenta características físicas e químicas tão peculiares que atualmente tornam impossível obter no laboratório uma coloração idêntica em todos os seus componentes. Portanto, descarta-se a teoria de que um falsificador medieval tenha sido o autor da relíquia.

Os resultados do relatório da ENEA indicam que “esta incapacidade de repetir (e, portanto, de falsificar) a imagem do Santo Sudário impede formular uma hipótese fidedigna a respeito do mecanismo de formação da impressão. De fato, até hoje a ciência ainda não está em condições de explicar de que modo se formou a imagem corpórea no Santo Sudário. Os cientistas lamentam a impossibilidade de realizar medições diretas no tecido do Santo Sudário, e em parte poderia ser uma justificativa. De fato, a última análise experimental in situ das propriedades físicas e químicas da imagem corpórea do Sudário foi efetuada em 1978 por um grupo de 31 cientistas em nome do Shroud of Turin Research Project, Inc. (STURP).”

“Os cientistas usaram instrumentos de vanguarda, postos à sua disposição por diversas casas produtoras, cujo valor comercial alcança os dois milhões e meio de dólares.Efetuaram numerosas medições não destrutivas de espectroscopia infravermelha, visível e ultravioleta, de fluorescência de raios X, de termografia e pirólise, de espectrometria de massa, de análise micro-Raman, fotografia em transmissão, microscopia, extração de fibrilas e testes microquímicos”, continuam as conclusões do estudo.

Os resultados do relatório da ENEA indicam, além disso, que “o Sudário remonta ao século I, ou seja, não é medieval. Também comprovamos a total ausência de pigmento, isto é, é possível dizer que não foi feito pela mão do homem. Todos os fragmentos que encontramos são de origem orgânica”, diz o documento, que inclusive fala de “sangue”.

“As implicações são… que a imagem se formou por uma explosão de energia ultravioleta tão intensa que só pode ser sobrenatural. Não creio que se tenha feito algo igual”, assegura ao The Independent Luigi Garlaschelli, professor de química na Universidade de Pavia.

Para Paolo di Lazzaro, que dirigiu o estudo, “quando alguém fala de um clarão de luz capaz de dar cor a uma peça de linho da mesma forma que o sudário, a discussão inevitavelmente cai no terreno dos milagres”.

O Dr. Di Lazzaro assegura que “se seus resultados vão suscitar algum tipo de debate filosófico ou teológico, é questão dos especialistas e da consciência de cada pessoa”.

31/12/11 8:26 AM

Fonte: Infocatolica