SEJAS TU CATÓLICO OU NÃO, talvez te faças perguntas a respeito da fé católica. Talvez tenhas ouvido desafios à afirmação da Igreja Católica de que ela é a intérprete e guardiã dos ensinamentos de Jesus Cristo.

Tais desafios vêm de missionários que vão de porta em porta e perguntam a alguém: “Estás salvo?”, da pressão de grupo que exercem sobre ti (amigos, colegas de trabalho e de escola, e até membros da família), que te empurram a moldar-te à moral mutável do mundo, e de uma cultura secular que constantemente insinua que Deus não existe.

Tu não podes responder a esses desafios a menos que conheças com certeza os fundamentos básicos da fé católica. Este folheto te apresenta esses fundamentos.

Na fé católica encontrarás respostas às perguntas mais inquietantes sobre a vida: Por que estou aqui? Quem foi meu Criador? Em que devo crer? Como devo comportar-me? Todas essas perguntas podem ser respondidas para tua satisfação, se te consagrares à graça de Deus, voltares à Igreja que Ele estabeleceu e seguires o plano que Ele tem para ti. (Jo 7:17 ).

UMA HISTÓRIA ININTERRUPTA

Jesus disse que sua Igreja seria “a luz do mundo”. Ele observou que “uma cidade situada sobre um monte não se pode esconder” (Mt 5:14). Isso significa que sua Igreja é uma organização visível. Deve ter características que a identifiquem claramente e a distingam de outras igrejas. Jesus prometeu: “… sobre esta pedra edificarei a minha Igreja; e as portas do inferno não prevalecerão contra ela” (Mt 16:18). Isso quer dizer que a Igreja nunca será destruída e nunca se separará dEle. Sua Igreja sobreviverá até que Ele volte.

A Igreja Católica é a única Igreja cristã e universal que existe desde a época de Jesus. Todas as demais igrejas cristãs derivam da Igreja Católica. As Igrejas Ortodoxas Orientais romperam a unidade com o papa no ano de 1054. As comunidades protestantes foram estabelecidas durante a Reforma, que começou em 1517. (A maioria das comunidades protestantes de hoje, na realidade, deriva das derivações protestantes originais).

Só a Igreja Católica existia no século X, no século V e no século primeiro (I), ensinando fielmente as doutrinas que Cristo entregou aos apóstolos, sem omitir nada. Os Papas podem ser rastreados, em sucessão ininterrupta, até o próprio São Pedro. Este é um fato sem igual por nenhuma instituição em toda a história.

Até o governo mais antigo fica parecendo novo em comparação com o pontificado, e as igrejas que enviam missionários de porta em porta são jovens em comparação com a Igreja Católica. Muitas dessas igrejas foram fundadas tão recentemente como nos séculos XIX e XX. Algumas delas começaram durante o curso de tua vida. Nenhuma delas pode pretender ser a Igreja que Jesus fundou.

A Igreja Católica existe há quase dois mil anos, apesar da oposição constante do mundo. Isso serve de testemunho da origem divina da Igreja. Ela deve ser mais que uma organização meramente humana, em particular quando se considera que seus membros humanos – e inclusive alguns de seus líderes – foram imprudentes, corruptos ou propensos à heresia.
Qualquer organização meramente humana com esse tipo de membro logo teria fracassado. A Igreja Católica hoje é a igreja mais vigorosa do mundo (e a maior, com um bilhão de membros, uma sexta parte da humanidade), e isso dá testemunho não da engenhosidade dos líderes da Igreja, mas da proteção do Espírito Santo.

AS QUATRO CARACTERÍSTICAS DA IGREJA VERDADEIRA

Se desejamos encontrar a Igreja fundada por Jesus, devemos identificar aquela que possui as quatro marcas ou qualidades principais de sua Igreja. A Igreja que buscamos deve ser una, santa, católica e apostólica.

A Igreja é una

(Rm 12:15, 1 Cor 10:17, 12:13, CIC* 813-822) *Catecismo da Igreja Católica.
Jesus estabeleceu uma só Igreja, não uma coleção de igrejas que diferem entre si (Luterana, Batista, Anglicana, etc.). A Bíblia afirma que a Igreja é a esposa de Cristo (Ef 5:23-32). Jesus não pode ter mais de uma esposa, e sua esposa é a Igreja Católica.

Sua Igreja ensina, além disso, um só conjunto de doutrinas, as quais devem ser as mesmas ensinadas pelos apóstolos (Jd 3). É esta a unidade de crença à qual as Escrituras nos chamam (Fl 1:27, 2:2).

Embora alguns católicos discordem de doutrinas oficialmente ensinadas, os mestres oficiais da Igreja – o papa e os bispos em união com Ele -jamais mudaram uma doutrina. Ao longo dos séculos, à medida que as doutrinas são examinadas em maior detalhe, a Igreja chega a compreendê-las com maior profundidade (Jo 16:12-16), mas nunca chega a interpretá-las de maneira oposta à original.

A Igreja é santa

(Ef 5:25-27, Ap 19:7-8, CIC 823-829)
Por meio de sua graça, Jesus torna sua Igreja santa, assim como Ele é santo. Isso não quer dizer que cada membro da Igreja seja sempre santo. Jesus disse que haveria membros bons e maus na Igreja (Jo 6:70), e que nem todos os membros iriam para o céu (Mt 25: 31–46).
Mas a Igreja em si é santa porque é a fonte da santidade e a guardiã dos meios especiais de graça estabelecidos por Jesus, os sacramentos (Ef 5:26)

A Igreja é católica

(Mt 28:19-20, Ap 5:9-10, CIC 830-856)
A Igreja de Jesus é chamada católica (“universal” em grego) porque é seu presente a todas as pessoas. Ele instruiu seus apóstolos a se espalharem pelo mundo e fazerem discípulos “de todas as nações” (Mt 28:19-20).

Ao longo de 2.000 anos, a Igreja Católica levou a cabo esta missão, pregando a boa nova de que Cristo morreu por todos os homens e que Ele deseja que todos sejamos membros de sua família universal (Gl 3:28).

Hoje em dia a Igreja Católica se encontra em todas as partes do mundo e ainda envia missionários para que “façam discípulos de todas as nações” (Mt 28:19).

A Igreja que Jesus estabeleceu era conhecida por seu nome mais comum, “a Igreja Católica”, desde o princípio, pelo menos desde o ano 107, quando Inácio de Antioquia usou esse título para descrever a única Igreja que Jesus fundou. O título aparentemente já era antigo na época de Inácio, o que significa que provavelmente vem desde a época dos apóstolos.

A Igreja é apostólica

(Ef 2:19-20, CIC 857-865)

A Igreja que Jesus Cristo fundou é apostólica porque Ele nomeou os apóstolos como os primeiros líderes da Igreja, e seus sucessores seriam os futuros líderes. Os apóstolos foram os primeiros bispos e, desde o primeiro século, houve uma linha ininterrupta de bispos católicos transmitindo fielmente o que os apóstolos ensinaram aos primeiros cristãos nas Escrituras e na Tradição oral (Tm 2:2).

Essas crenças incluem a Ressurreição corporal de Jesus, a Presença Real de Jesus na Eucaristia, a natureza sacrificial da Missa, o perdão dos pecados por meio de um sacerdote, a regeneração batismal, a existência do purgatório, o papel especial de Maria, e muito mais – inclusive a própria doutrina da sucessão apostólica.

Os primeiros escritos cristãos confirmam que os primeiros cristãos eram completamente
católicos em suas crenças e em sua prática, e que consideravam os sucessores dos apóstolos seus líderes. O que esses primeiros cristãos criam, a Igreja Católica ainda crê hoje. Não existe nenhuma outra igreja que possa fazer esta declaração.

Coluna de fogo, coluna da verdade

Isso não se deve à engenhosidade humana. A Igreja permaneceu una, santa, católica e apostólica não por esforço humano, mas porque Deus preserva a Igreja que Ele fundou (Mt 16:18; 28:20). Ele guiou os israelitas durante sua fuga do Egito por meio de uma coluna de fogo para iluminar seus passos através do escuro deserto (Ex 13:21). Hoje em dia Ele nos guia por meio de sua Igreja Católica.

A Bíblia, a Sagrada Tradição e os escritos dos primeiros cristãos dão testemunho de que a Igreja ensina com a autoridade de Jesus. Nesta época em que há um sem-número de religiões em competição, cada uma reclamando atenção, uma voz se eleva acima do estrondo: a Igreja Católica, à qual a Bíblia chama “coluna e fundamento da verdade” (1 Tm 3:15).

Jesus assegurou aos apóstolos e a seus sucessores, os papas e os bispos: “Quem vos escuta, a mim me escuta; e quem vos rejeita, a mim me rejeita” (Lc 10:16). Jesus prometeu guiar sua Igreja para toda a verdade (Jo 16:12-13).  Ele cumpre suas promessas. Podemos estar completamente seguros de que sua Igreja ensina a verdade de Cristo.

A ESTRUTURA DA IGREJA  

Jesus escolheu os apóstolos como líderes da Igreja. Ele lhes concedeu sua própria autoridade para ensinar e governar, não como ditadores, mas como pastores e pais amorosos. É por isso que os católicos chamam seu líder espiritual de “padre”. Ao fazê-lo, seguimos o exemplo de Paulo: “em Cristo Jesus eu vos gerei por meio do evangelho” (1 Cor 4:15).

Os apóstolos, em cumprimento da vontade de Jesus, ordenaram bispos, sacerdotes e diáconos, e lhes transmitiram seu ministério apostólico – o nível mais alto de ordenação aos bispos, níveis menores aos sacerdotes e aos diáconos.

O papa e os bispos

(CIC 880-883)

Jesus Cristo deu a Pedro uma autoridade especial entre os apóstolos (Jo 21:15-17) e o indicou ao mudar seu nome de Simão para Pedro, que significa “pedra” (Jo 1:42). Ele disse que Pedro seria a pedra sobre a qual construiria sua Igreja (Mt16:18)

Em aramaico, a língua que Jesus Cristo falava, o novo nome de Simão era Kepha (que significa ‘pedra sólida’). Mais tarde este nome foi traduzido ao grego como Petras (Jo 1:42) e ao português como Pedro. Cristo deu somente a Pedro as “chaves do Reino dos Céus” (Mt 16:19) e prometeu que as decisões de Pedro teriam autoridade no céu. Também deu autoridade semelhante aos demais apóstolos (Mt 18:18), mas só Pedro recebeu as chaves, símbolos de sua autoridade para governar a Igreja na terra na ausência de Jesus.

Cristo, o Bom Pastor, nomeou Pedro como o pastor principal de sua Igreja (Jo 21:15-17). Ele conferiu a Pedro a tarefa de fortalecer na fé os demais apóstolos, assegurando que a fé da Igreja nunca estaria em estado de erro (Lc 22:31-32). Pedro guiou a Igreja na proclamação do evangelho e na tomada de suas decisões (At 2:1-41; 15:7-12).

Os escritos dos primeiros cristãos nos contam que os sucessores de Pedro, os bispos de Roma (que desde os tempos mais antigos gozaram do título afetuoso de “papa”, que significa “papai”), continuaram exercendo o ministério de Pedro na Igreja. O papa é o sucessor de Pedro como bispo de Roma. Os demais bispos do mundo são sucessores dos apóstolos em geral.

A MANEIRA COMO DEUS NOS FALA

Deus fala à sua Igreja por meio da Bíblia e da Sagrada Tradição. Para assegurar que o entendamos, Ele guia a autoridade de ensino da Igreja – o magistério – para que sempre interprete a Bíblia e a Tradição com precisão. Este é o dom da infalibilidade.  Como as três pernas de um banco, a Bíblia, a Tradição e o magistério são todos imprescindíveis para a estabilidade da Igreja e para garantir uma doutrina sólida.

A Sagrada Tradição

(CIC 75-83)

Não se deve confundir a Sagrada Tradição com as tradições meramente humanas, que muitas vezes são chamadas costumes ou disciplinas. Em ocasiões Jesus Cristo condenou certos costumes ou disciplinas, mas somente se eram contrários aos mandamentos de Deus (Mc 7:8). Ele nunca condenou a Sagrada Tradição, e tampouco condenou toda tradição humana.

A Sagrada Tradição e a Bíblia não são revelações diferentes nem rivais. São dois meios pelos quais a Igreja transmite o evangelho. Os ensinamentos apostólicos, tais como a Trindade, o batismo de crianças, a infalibilidade da Bíblia, o purgatório e a virgindade perpétua de Maria, foram ensinados de maneira mais clara por meio da Tradição, embora figurem implicitamente em (e não contra) a Bíblia. A própria Bíblia nos diz que nos apeguemos à

Tradição, quer ela nos chegue de forma escrita ou oral (2 Ts 2:15; 1 Cor 11:2)
Não se deve confundir a Sagrada Tradição com os costumes e disciplinas, tais como o rosário, o celibato sacerdotal e o não comer carne nas sextas-feiras da Quaresma. Estes são costumes muito bons e benéficos, mas não são doutrinas. A Sagrada Tradição preserva as doutrinas que foram ensinadas primeiro por Jesus aos apóstolos de maneira oral, e que mais tarde nos foram transmitidas por meio da Igreja, sob a direção dos sucessores dos apóstolos, o papa e os bispos.

As Escrituras

(CIC 101-141)

As Escrituras, com o que nos referimos ao Antigo e ao Novo Testamento, foram inspiradas por Deus (2 Tm 3:16). O Espírito Santo guiou os autores bíblicos a escrever o que Ele queria que escrevessem. “Os livros inspirados ensinam a verdade. ‘Como tudo o que afirmam os hagiógrafos,  ou autores inspirados, é afirmado pelo Espírito Santo, segue-se que os livros sagrados ensinam com solidez, fidelidade e sem erro a verdade que Deus fez consignar nesses livros para nossa salvação” [Concilio Vaticano 11, Dei Verbum 21](CIC 107).

Alguns cristãos dizem “a Bíblia é tudo de que preciso”, mas essa noção não é ensinada pela própria Bíblia. De fato, a Bíblia ensina o contrário (2 Pd 1:20-21; 3:15-16). Nos primeiros tempos da Igreja ninguém acreditava na teoria de “somente a Bíblia”.

Essa teoria é nova, tendo surgido apenas desde a Reforma Protestante nos anos 1500. Essa teoria é uma “tradição de homens” que invalida a Palavra de Deus, distorce o verdadeiro papel da Bíblia e solapa a autoridade da Igreja que Jesus estabeleceu (Mc 7,1-8).

Embora goze de popularidade entre muitas comunidades de “cristãos bíblicos, “a teoria” “só a Bíblia” não funciona. A evidência histórica a refuta. A cada ano vemos maior separação entre as religiões “crentes na Bíblia”. Hoje existem milhares de denominações que competem entre si, cada qual insistindo que sua interpretação da Bíblia é a correta. As divisões resultantes causaram confusão incalculável entre milhões de cristãos sinceros, mas mal encaminhados.

Simplesmente abre as Páginas Amarelas de tua lista telefônica e observa o grande número de diferentes denominações religiosas ali enumeradas, cada uma afirmando que segue “só a Bíblia”; mas não há duas que concordem quanto ao que a Bíblia significa exatamente.

Uma coisa sabemos com certeza: o Espírito Santo não pode ser o autor desta confusão (1 Cor 14:33). Deus não pode conduzir as pessoas a crenças contraditórias porque sua verdade é una. A conclusão? A teoria de “só a Bíblia” deve ser falsa.

O magistério

(CIC 85-87, 888-892)

Juntos, o papa e os bispos formam a autoridade de ensino da Igreja, que se chama magistério (do latim “mestre”). O magistério, guiado e protegido de qualquer erro pelo Espírito Santo, nos dá certeza em questões de doutrina. A Igreja é a guardiã da Bíblia, que fiel e exatamente proclama sua mensagem, tarefa que lhe foi confiada com o poder de Deus para que seja cumprida.

Tem em mente que a Igreja veio antes do Novo Testamento, e não o Novo Testamento antes da Igreja. Membros divinamente inspirados escreveram o Novo Testamento, assim como escritores divinamente inspirados escreveram o Antigo Testamento, e a Igreja é guiada pelo Espírito Santo para ser guardiã e intérprete de toda a Bíblia, tanto do Antigo como do Novo Testamento.

Um intérprete oficial assim é absolutamente necessário se nós devemos interpretar a Bíblia apropriadamente. (Todos nós sabemos o que a Constituição quer dizer, mas precisamos da Suprema Corte para que interprete seu significado).
O magistério é infalível quando ensina oficialmente, porque Jesus prometeu enviar o Espírito Santo para guiar os apóstolos e sucessores “a toda a verdade” (Jo 16:12-13).

COMO DEUS DISTRIBUI SEUS DONS

Jesus prometeu que não nos deixaria órfãos (Jo14:18), mas que enviaria o Espírito Santo para nos guiar e proteger. Deu-nos os sacramentos para nos curar, alimentar e fortalecer. Os sete sacramentos – o batismo, a Eucaristia, a penitência (também chamada reconciliação ou confissão), a confirmação, as ordens sagradas, o matrimônio e a unção dos enfermos-não são somente símbolos. São símbolos que realmente transmitem a graça e o amor de Deus.

Os sacramentos são prefigurados no Antigo Testamento por coisas que não comunicavam realmente a graça, mas simplesmente a simbolizavam (a circuncisão, por exemplo, prefigurou o batismo, e a ceia Pascal prefigurou a Eucaristia). Quando Cristo veio, Ele não aboliu os símbolos da graça de Deus. Ele os sobrenaturalizou, ativando-os com graça. Transformou-os em algo mais que símbolos. Deus usa constantemente coisas materiais para mostrar seu amor e poder.

Afinal, a matéria não é má. Quando Deus criou o universo físico, tudo o que criou era “muito bom” (Gn 1:31). Ele encontra tanto deleite na matéria que até a dignificou por meio de sua própria Encarnação (Jo 1:14).

Durante seu ministério na terra, Jesus curou, alimentou e fortaleceu as pessoas por meio de elementos humildes como lodo, água, pão, óleo e vinho. Ele poderia ter realizado seus milagres de maneira direta, mas preferiu fazer uso de coisas materiais para conceder sua graça.

Em seu primeiro milagre público, Jesus converteu a água em vinho, a pedido de sua mãe, a Virgem Maria (Jo 2:1-11). Curou um cego aplicando lodo aos seus olhos (Jo 9:1-7). Multiplicou um pouco de pão e peixe, alimentando milhares de pessoas (Jo 6:5­13). Transformou o pão e o vinho em seu próprio Corpo e Sangue (Mt 26:26-28). Por meio dos sacramentos Ele continua curando, alimentando e fortalecendo-nos.

O batismo

(CIC 1213-1284)

Devido ao pecado original, nascemos sem graça em nossas almas, pelo que não temos meio algum para desfrutar de comunhão com Deus. Jesus se fez homem para nos trazer a esta união com seu Pai. Ele disse que ninguém pode entrar no reino de Deus a menos que nasça primeiro “da água e do Espírito” (Jo 3:5) – isto se refere ao batismo.

Por meio do batismo renascemos, mas desta vez em nível espiritual em vez de físico. Somos lavados no banho da regeneração (Tt 3:5). Fomos batizados na morte de Cristo e, portanto, compartilhamos sua Ressurreição (Rm 6:3-7). O batismo apaga nosso pecado e traz o Espírito Santo e sua graça às nossas almas (At 2:38, 22:16, 1 Pd 3:21). E o apóstolo Pedro talvez seja o mais franco de todos: “O batismo . . . agora nos salva” (1 Pd 3:21). O batismo é a porta para a Igreja.

A penitência

(CIC 1422-1498)

Às vezes, em nossa jornada para a terra celestial prometida, tropeçamos e caímos no pecado. Deus está sempre disposto a nos levantar e devolver-nos à comunhão cheia de graça com Ele. Ele faz isso por meio do sacramento da penitência, que também é conhecido como confissão ou reconciliação.

Jesus deu a seus apóstolos o poder e a autoridade necessários para nos reconciliar com o Pai. Receberam o próprio poder de Jesus de perdoar pecados quando Ele soprou sobre eles e disse: “Recebei o Espírito Santo. Àqueles a quem perdoardes os pecados, ser-lhes-ão perdoados; àqueles a quem os retiverdes, ser-lhes-ão retidos” (Jo 20:22-23).

São Paulo observa que “tudo provém de Deus, que nos reconciliou consigo por Cristo e nos confiou o ministério da reconciliação. . . Somos, pois, embaixadores de Cristo, como se Deus exortasse por meio de nós ( 2 Cor, 5: 18-20 ). Por meio da confissão a um sacerdote, ministro de Deus, nossos pecados são perdoados e recebemos a graça que nos ajuda a resistir às tentações futuras.

A Eucaristia

(CIC 1322-1419)

Uma vez convertidos em membros da família de Cristo, Ele não permite que passemos fome, mas nos alimenta com seu próprio Corpo e Sangue por meio da Eucaristia. No Antigo Testamento, enquanto se preparavam para empreender viagem pelo deserto, Deus ordenou a seu povo que sacrificasse um cordeiro e aspergisse seu sangue sobre as vergas de suas portas, para que o Anjo da Morte passasse adiante diante de suas casas. Depois comeram o cordeiro para selar sua aliança com Deus.

Esse cordeiro prefigurou Jesus. Ele é o verdadeiro “Cordeiro de Deus” que tira os pecados do mundo (Jo 1:29). Por meio de Jesus entramos em uma Nova Aliança com Deus, (Lc 22:20) que nos protege da morte eterna. O povo de Deus do Antigo Testamento comeu o cordeiro da Páscoa. Agora, nós devemos comer o Cordeiro que é a Eucaristia. Jesus disse: “Se não comerdes a carne do Filho do homem e não beberdes o seu sangue, não tereis vida em vós” (Jo 6:53).

Na Última Ceia, Jesus tomou o pão e o vinho e disse: “Tomai, isto é o meu corpo … e isto é o meu sangue, o sangue da aliança, derramado em favor de muitos” (Mc 14:22-24). Assim Jesus instituiu o sacramento da Eucaristia, a refeição sacrificial que os católicos consomem em cada Missa.

A Igreja Católica ensina que o sacrifício de Cristo na cruz ocorreu “uma vez; e para sempre”; não pode repetir-se (Hb 9:26-28). Cristo não “morre de novo” durante a Missa, mas o mesmo sacrifício que ocorreu no Calvário se torna presente no altar. É por isso que a Missa não é “outro” sacrifício, mas antes uma participação no próprio sacrifício de Jesus Cristo na cruz, realizado “uma vez e para sempre”.

Paulo nos lembra que o pão e o vinho realmente se convertem, por meio de um milagre da graça de Deus, no Corpo e no Sangue de Jesus: “De modo que qualquer que comer este pão ou beber este cálice do Senhor indignamente será culpado do corpo e do sangue do Senhor” (1 Cor 11:27-29). Depois da consagração do pão e do vinho, não resta pão ou vinho algum sobre o altar. Só resta o próprio Jesus, sob as aparências de pão e vinho.

A confirmação

(CIC 1285-1321)

Deus fortalece nossos espíritos de outra maneira, por meio do sacramento da Confirmação. Embora os discípulos de Jesus tenham recebido a graça antes da Ressurreição, no dia de Pentecostes o Espírito Santo veio fortalecê-los com novas graças para a difícil tarefa que tinham pela frente.

Saíram a pregar sem medo algum o Evangelho e levaram a cabo a missão que Jesus Cristo lhes havia designado. Mais tarde, impuseram as mãos sobre outros para fortalecê-los do mesmo modo (At 8:14-17; 9:17). Por meio da confirmação tu também és fortalecido para enfrentar os desafios espirituais de tua vida.

O matrimônio

(CIC 1601-1666)

A maioria das pessoas foi chamada à vida matrimonial. Por meio do sacramento do matrimônio Deus concede graças especiais que ajudam os casais em meio às dificuldades cotidianas, em particular para ajudá-los a educar seus filhos como discípulos amantes de Cristo.

O matrimônio é composto de três partes: a noiva, o noivo e Deus. Quando dois cristãos recebem o sacramento do matrimônio, Deus está com eles, testemunhando e abençoando sua aliança matrimonial. “O sacerdote (ou o diácono) que assiste à celebração do Matrimônio recebe o consentimento dos esposos em nome da Igreja e dá a bênção da Igreja. A presença do ministro da Igreja (e também das testemunhas) exprime visivelmente que o Matrimônio é uma realidade eclesial” (CIC 1630).

Um matrimônio sacramental é permanente; só a morte pode rompê-lo (Mc 10:1-12, Rm. 7:2-3, 1 Cor 7:10-11). Esta união sagrada é um símbolo vivo da relação entre Cristo e a Igreja (Ef 5:21-33).

As ordens sagradas

(CIC 1536-1600)

Outros foram chamados a compartilhar de maneira especial do sacerdócio de Cristo. Na Antiga Aliança, ainda que Israel fosse um reino de sacerdotes (Ex 19:6), o Senhor chamou certos homens a um ministério sacerdotal especial (Ex 19:22). Na Nova Aliança, embora os cristãos sejam um reino de sacerdotes (1 Pd 2:9), Jesus chama certos homens a um ministério sacerdotal especial (Rm 15:15-16).  Este sacramento se chama ordens sagradas.

Por meio dele, os sacerdotes são ordenados e recebem autoridade para servir a Igreja (2 Tm:1­7) como pastores, mestres e pais espirituais que curam, alimentam e fortalecem o povo de Deus, principalmente por meio da pregação e da administração dos sacramentos.

A unção dos enfermos

(CIC 1499-1532)

Os sacerdotes cuidam de nós quando estamos fisicamente enfermos. Fazem-no por meio do sacramento conhecido como unção dos enfermos. A Bíblia nos instrui: “Está alguém enfermo entre vós? Chame os presbíteros da igreja, e orem sobre ele, ungindo-o com óleo em nome do Senhor. E a oração da fé salvará o enfermo, e o Senhor o levantará; e, se tiver cometido pecados, ser-lhe-ão perdoados” (Tg 5:14-15). A unção dos enfermos não só nos ajuda a sofrer a doença, mas limpa nossas almas e nos prepara para nos encontrarmos com Deus .

FALANDO COM DEUS E COM SEUS SANTOS

Uma das atividades mais importantes para um católico é a oração. Sem ela não pode haver uma vida verdadeiramente espiritual. Por meio da oração pessoal e da oração comunitária da Igreja, especialmente a Missa, adoramos e louvamos a Deus, expressamos arrependimento por nossos pecados e intercedemos pelos demais (1 Tm 2:1-4). Por meio da oração, crescemos em nossa relação com Cristo e com outros membros da família de Deus (CIC 2663-2696).

Esta família inclui todos os membros da Igreja, seja na terra, no céu ou no purgatório. Como Jesus não tem senão um só corpo, e como a morte não pode nos separar de Cristo (Rm 8:38), os cristãos que estão no céu ou que, antes de entrar no céu, se purificam no purgatório por meio do amor de Deus (1 Cor 3:12-15), ainda fazem parte do Corpo de Cristo.(CIC 962)

Jesus disse que o mandamento de segunda importância é “amarás o teu próximo como a ti mesmo” (Mt 22:39). Os que estão no céu nos amam com mais intensidade do que teriam podido amar-nos na terra. Oram por nós incessantemente (Ap 5:8), e suas orações são poderosas (Tg 5:16, CIC 956, 2683, 2692).

Nossas orações aos santos no céu, nas quais pedimos que orem por nós, e sua intercessão junto ao Pai não solapam o papel de Cristo como único mediador (1 Tm 2:5). Ao pedir aos santos que orem por nós, seguimos as instruções de São Paulo: “Exorto que se façam súplicas, orações, intercessões e ações de graças por todos os homens” “porque isto é bom e agradável diante de Deus, nosso Salvador” (1 Tm 2:1,3).

Todos os membros do Corpo de Cristo são chamados a ajudar-se uns aos outros por meio da oração (CIC 2647) As orações de Maria por nós são especialmente eficazes devido à sua relação com seu Filho (Jo 2:1-11).

Deus deu a Maria um papel especial (CIC 490-511, 963-975). Salvou-a de todo pecado (Lc 1:28,47), fê-la singularmente bendita entre todas as mulheres (Lc 1:42) e converteu-a em modelo para todo cristão (Lc 1:48). Ao final de sua vida, levou-a, corpo e alma, ao céu-uma imagem de nossa ressurreição no fim do mundo (Ap 12:1-­2).

E QUAL É O PROPÓSITO DA VIDA?

Os catecismos antigos costumavam perguntar: “Para que fomos criados?” A resposta era: “Para conhecer, amar e servir a Deus nesta vida, e depois vê-lo e gozá-lo eternamente na outra”. Aqui, em apenas dezenove palavras, temos a razão integral de nossa existência. Jesus respondeu à pergunta ainda mais brevemente: “Eu vim para que tenham vida e a tenham em abundância” (Jo 10:10).

O plano que Deus tem para ti é simples. Teu Pai amoroso deseja dar-te todo o bem – e em particular – a vida eterna. Jesus morreu na cruz para salvar-nos a todos do pecado e da separação eterna de Deus, que o pecado ocasiona (CIC599-634). Quando Ele nos salva, faz-nos parte de seu Corpo, que é a Igreja (1 Cor 12:27-30). Assim nos unimos a Ele e a todos os cristãos onde quer que estejam (na terra, no céu e no purgatório).

O que deves fazer para tua salvação

O melhor de tudo é que a promessa da vida eterna é um presente, que Deus nos oferece gratuitamente (CIC 1727). Nosso perdão inicial e nossa justificação não são coisas que nós “ganhamos”(CIC 2010). Jesus é o mediador que preenche o vazio do pecado que nos separa de Deus (1 Tm 2:5); Ele o preencheu ao morrer por nós. Ele escolheu fazer-nos seus colaboradores no plano da salvação (1 Cor 3:9).

A Igreja Católica ensina o que os apóstolos ensinaram e o que a Bíblia ensina: somos salvos somente por meio da graça e não somente por meio da fé (como ensinam os “cristãos bíblicos”; vê Tiago 2:24).

Quando vimos a Deus pela primeira vez e somos justificados (isto é, quando entramos em uma relação devida com Deus), nada que preceda a justificação, seja a fé ou as boas obras, nos ganha a graça. É mais tarde, quando Deus semeia seu amor em nossos corações, que devemos viver nossa fé por meio de obras de amor (Gl 6:2).

Embora só a graça de Deus nos capacite a amar os demais, essas obras de amor lhe agradam, e Ele promete recompensá-las com a vida eterna (Rm 2:6-7; Gl 6:6-10). Portanto, as boas obras são meritórias. Quando pela primeira vez nos aproximamos de Deus na fé, temos as mãos vazias, sem ter o que oferecer-lhe. Mas depois Ele nos concede a graça com que obedecer a seus mandamentos com amor, e nos premia com a salvação quando lhe oferecemos novamente essas obras de amor (Rm 2:6-11, Gl 6:6-10, Mt 25:34­-40).

Jesus disse que não basta ter fé nEle; também devemos obedecer a seus mandamentos. “Por que me chamais: ‘Senhor, Senhor,’ e não fazeis o que digo?” (Lc 6:46, Mt 7:21-23, 19:16-21).

Nós não “ganhamos” nossa salvação por meio das boas obras (Ef 2:8-9; Rm 9:16), mas nossa fé em Cristo nos coloca em uma relação especial de graça com Deus, de maneira que nossa obediência e amor, combinados com nossa fé, sejam recompensados com a vida eterna (Rm. 2:7, Gl 6:8-9).

Paulo disse: “Porque Deus é quem opera em vós tanto o querer como o fazer, segundo sua boa vontade” (Fl 2:13). João explicou que “E nisto sabemos que o conhecemos: se guardamos seus mandamentos. Aquele que diz: ‘Eu o conheço’ e não guarda seus mandamentos, é mentiroso, e a verdade não está com Ele;” (1 Jo 2:3-4, 3:19-24, 5:3-4).

Dado que ao destinatário não se pode forçar nenhum presente – os presentes sempre podem ser rejeitados – mesmo depois de termos sido justificados podemos descartar o dom da salvação. Nós o descartamos por meio do pecado grave (mortal) (1 Jo 15:5-6 Rm 11:22-23, 1 Cor 15:12; CIC 1854-­1864). São Paulo nos diz: “Pois o salário do pecado é a morte” (Rm 6:23).

Lê suas cartas e vê com que frequência Paulo advertiu os cristãos contra o pecado! Não se teria sentido obrigado a fazê-lo se seus pecados não pudessem excluí-los do céu (vê, por exemplo, 1 Cor. 6:9-10, Gl 5:19-21).

Paulo lembrou aos cristãos de Roma que Deus “retribuirá a cada um segundo as suas obras: vida eterna aos que, perseverando em fazer o bem, buscam glória, honra e imortalidade, mas ira e indignação aos que são contenciosos e não obedecem à verdade, mas obedecem à injustiça”. (Rm 2:6-8).

Os pecados não são mais que más obras (CIC 1849-1850). Podemos evitar pecar por meio da prática habitual de boas obras. Todo santo soube que a melhor maneira de manter-se livre do pecado é adotar a oração regular, os sacramentos (sobretudo a Eucaristia) e as obras de caridade.

O céu te está garantido?

Alguns promovem uma ideia especialmente atraente: todo cristão verdadeiro, independentemente da maneira como viva, tem uma garantia absoluta de salvação, uma vez que aceite Jesus em seu coração como “seu Senhor e Salvador pessoal”. O problema é que essa crença é contrária à Bíblia e ao constante ensinamento cristão.

Recorda o que Paulo disse aos cristãos de sua época: Se morremos com Ele (no batismo; vê Rm 6:3-4), também viveremos com Ele; se nos mantivermos firmes, também reinaremos com Ele (2 Tm 2:11-12).

Se não perseverarmos, não reinaremos com Ele. Em outras palavras, os cristãos podem perder seu direito ao céu (CIC 1861-1864).

A Bíblia deixa claro que os cristãos têm uma segurança moral de salvação (Deus permanecerá fiel à sua palavra e concederá a salvação aos que têm fé em Cristo e lhe são obedientes [1 Jo 4:19-24]), mas a Bíblia não ensina que os cristãos têm uma garantia do céu. Não pode haver uma garantia absoluta de salvação.

Escrevendo aos cristãos, Paulo disse: “Considera, pois, a bondade e a severidade de Deus; severidade para com os que caíram, mas bondade para contigo, se permaneceres nessa bondade; de outro modo, também tu serás cortado”. (Rm 11:22, Mt 18:21­35,1 Cor 15:1-2, 2 Pd 2:20-21).

Observa que Paulo inclui uma condição importante: “se permaneceres nessa bondade. “Ele está dizendo que os cristãos podem perder sua salvação ao rejeitá-la. Ele adverte: “Assim, aquele que pensa estar de pé, veja que não caia” (1 Cor 10:12).

Se és católico e alguém te pergunta se estás “salvo”, deverias responder: “Fui redimido pelo sangue de Cristo, confio somente nEle para minha salvação e, como ensina a Bíblia, ‘trabalhai pela vossa salvação com temor e tremor’ (Fl 2:12), sabendo que é o dom da graça de Deus que opera em mim”.

A ONDA DO FUTURO

Todas as alternativas ao Catolicismo estão mostrando ser um fracasso: o secularismo gasto que
nos rodeia por toda parte e que já não satisfaz ninguém, os estranhos cultos e movimentos que oferecem uma comunidade temporária, mas não um lar permanente, e inclusive as demais religiões cristãs incompletas.

À medida que nosso mundo cansado se desespera cada vez mais, as pessoas estão voltando à
única alternativa nunca antes considerada: a Igreja Católica. Estão encontrando a verdade no lugar onde menos esperavam encontrá-la.

Nunca popular, sempre atraente

Como pode ser isso? Por que há tanta gente considerando a Igreja Católica pela primeira vez? Algo as está atraindo para ela. Esse algo é a verdade.

Isto sabemos: As pessoas não estão considerando os chamados da Igreja devido a um desejo de ganhar o favor público. O Catolicismo, pelo menos hoje em dia, nunca é popular. Ninguém ganha concursos de popularidade por ser um católico fiel.

Nosso mundo em decadência recompensa os espertos, não os bons. Se um católico é elogiado, é por causa dos talentos mundanos que possui e não por suas virtudes cristãs.

Embora as pessoas tentem evitar as verdades doutrinais e morais difíceis que a Igreja Católica lhes oferece (porque as verdades difíceis exigem que mudem suas vidas), ainda assim as pessoas se sentem atraídas pela Igreja.
Quando escutam o papa e os bispos em união com Ele, escutam palavras que soam como verdade-inclusive quando acham difícil viver conforme essa verdade.

Quando contemplam a história da Igreja Católica e a vida de seus santos, dão-se conta de que deve haver algo especial, talvez algo sobrenatural, em uma instituição que pode produzir pessoas santas como Santo Agostinho, São Tomás de Aquino e Madre Teresa.

Quando deixam para trás a rua barulhenta para entrar nos corredores de uma igreja católica aparentemente vazia, sentem não um vazio completo, mas uma presença. Sentem que Alguém reside ali, esperando para consolá-los.

Dão-se conta de que a oposição constante que a Igreja Católica enfrenta – seja da parte de não crentes, seja da parte dos “cristãos bíblicos”, ou inclusive da gente que insiste em chamar-se católica – é um sinal da origem divina da Igreja (Jo 15:18-21).

E chegam a suspeitar que a Igreja Católica, acima de tudo, é a onda do futuro.

O cristianismo incompleto não basta

Nas últimas décadas, muitos católicos deixaram a Igreja, muitos retirando-se completamente de toda religião, muitos outros filiando-se a outras igrejas. Mas o tráfego não foi em uma só direção.

O tráfego rumo a Roma cresceu rapidamente. Hoje em dia estamos vendo mais de cento e cinquenta mil convertidos entrando na religião Católica a cada ano nos Estados Unidos, e em outros lugares, como no continente da África, há mais de um milhão de convertidos a cada ano.

Pessoas sem religião, católicos inativos e membros de outras igrejas cristãs estão “encontrando seu lar em Roma”.

Sentem-se atraídos à Igreja por diversas razões, mas a razão principal pela qual se convertem é a razão principal pela qual tu deves permanecer católico: a sólida verdade da fé católica.

Nossos irmãos separados têm muitas verdades cristãs, mas não todas. Podemos comparar suas religiões a um vitral no qual alguns vidros originais se perderam e foram substituídos por vidros opacos: algo do que estava no princípio se perdeu agora, e algo que não se encaixa foi inserido para preencher o espaço que ficou vazio. A unidade da janela original se estragou.

Quando, séculos atrás, se separaram da Igreja Católica, os antepassados teólogos desses cristãos eliminaram algumas crenças autênticas e acrescentaram algumas novas de sua própria invenção. As formas de cristianismo que estabeleceram realmente constituem um cristianismo incompleto. Só a Igreja Católica foi fundada por Jesus e só ela pôde preservar toda a verdade cristã sem erro – e grande número de pessoas está se dando conta disso.

TEUS DEVERES COMO CATÓLICO

Teus deveres como católico, sem importar tua idade, são três:

Conhece tua fé católica. Ninguém pode viver sua fé se não a conhece, e tu não podes compartilhar com outros aquilo que primeiro não fizeste teu (CIC 429). Aprender sobre tua fé católica exige esforço, mas o esforço vale a pena porque este estudo é, literalmente, infinitamente gratificante.

Vive tua fé católica. Tua fé católica é um assunto público. Não foi feita para ser deixada em casa quando sais (CIC 2472). Mas deves estar prevenido: ser um católico público implica risco e perda. Descobrirás que algumas portas se fecharão para ti. Perderás alguns amigos. Serás considerado um intruso. Mas, como consolo, recorda as palavras de nosso Senhor aos perseguidos: “Alegrai-vos e exultai, porque grande é a vossa recompensa nos céus” (Mt 5:12).

Dissemina tua fé católica. Jesus Cristo deseja que conduçamos o mundo inteiro ao cativeiro da verdade, e a verdade é o próprio Jesus, que é “o Caminho, a Verdade e a Vida” (Jo 14:6).Disseminar a fé é um dever não só dos bispos, sacerdotes e religiosos – é um dever de todo católico (CIC 905).

Pouco antes de sua Ascensão, nosso Senhor instruiu seus apóstolos: “Portanto, ide e fazei discípulos em todas as nações, batizando-as em nome do Pai, e do Filho, e do Espírito Santo; ensinando-as a guardar todas as coisas que vos mandei” (Mt 28:19-20).

Se desejamos acatar tudo o que Jesus nos mandou, se desejamos crer em tudo o que nos ensinou, então devemos segui-lo por meio de sua Igreja. Este é nosso grande desafio e grande privilégio.

Fonte: Catholic Answers 

__________________________________________________________________________________________________________

© 1997 Catholic Answers. É proibida a reprodução deste folheto de qualquer forma sem permissão por escrito da Catholic Answers.

Publicado em ApologeticaCatolica.org com permissão expressa e por escrito da Catholic Answers em colaboração com José Rivera-Santander e Alfredo Bayon Landa.

Catholic Answers (Respostas Católicas) é a maior organização de apologética da América do Norte, formada por pessoas leigas que dedicam plenamente seus esforços a promover a religião católica por meio de livros, folhetos, fitas gravadas, uma revista mensal, seminários paroquiais, apresentações em rádio e televisão, e outros meios de difusão como YouTube..

Nihil Obstat:
Concluo que este texto está livre de erros doutrinais ou morais.
Bernadeane Carr
Censor Librorum
July 30, 1997

Imprimatur:
Segundo o cânon 827 §3 do Código de Direito Canônico de 1983, a permissão para publicar esta obra é concedida por:
XRobert H. Brom
Bispo de San Diego
August 6, 1997