Prossigo agora com a segunda parte de meus comentários aos podcasts dois e três de Alejandro Bermúdez sobre o tema de se Deus castiga ou não. Como mencionei na entrega anterior, a argumentação inteira de Alejandro pode ser ouvida no portal de notícias católico ACIPrensa, ou em seu canal do YouTube ACITV.

Antes de começar quero agradecer novamente a todos os que na seção de comentários fizeram contribuições ao tema ajudando a enriquecer o debate. Em especial a Monsenhor Miguel Antonio Barriola e ao Padre José María Iraburu, cujas intervenções foram muito oportunas e necessárias porque, desde as primeiras entregas, muitas pessoas pediram ouvir a opinião de figuras com autoridade dentro da Igreja. Pois bem, aí têm o que disseram não um simples leigo, mas dois doutores em teologia, um deles membro da Pontifícia Comissão Bíblica, além de outros reconhecidos teólogos que, embora não tenham participado deste debate, disseram o mesmo que nós. Agradeço também ao Frei Nelson Medina que, compartilhando o link ao primeiro artigo desta série em seu site, contribuiu para que o que aqui expomos tivesse maior difusão.[1][2][3]

Agora sim, comecemos…

Como nasce a heresia

No primeiro dos podcasts de Alejandro que comento aqui, ele adverte que se deve ter muito cuidado para que uma preocupação sobre o que parece ser uma distorção teológica não nos acabe levando a outra, e acrescenta que muitas heresias no início do cristianismo não raro levaram a afirmar outras heresias simplesmente para contrapesar as primeiras. Coloca como exemplo o arianismo, que negava a natureza divina, versus o priscilianismo, as heresias sobre a presença de Cristo na Eucaristia, bem como muitas outras. O problema dessas heresias, como bem diz, era ir para o outro extremo do que a outra negava.

Precisamente porque compartilho sua opinião é que me dei ao trabalho de corrigi-lo neste tema: em primeiro lugar porque sempre o tive em muito alta estima, e em segundo lugar porque seu erro ao mal entender a misericórdia divina, a ponto de apresentá-la como excludente de sua justiça, conduz diretamente a erros muito mais graves, e não é, portanto, questão de somenos importância. Se nos detivermos a examinar a mesma maneira como vem raciocinando neste tema — não em outros, nos quais raciocina muito bem —, veremos que é essencialmente a mesma como raciocinam muitos heterodoxos que fazem muito dano à Igreja negando inúmeras verdades de fé. Ponhamos alguns exemplos:

Se Deus não castiga, o sacrifício de Cristo na cruz teria sido desnecessário

Vimos que um atributo divino, além da misericórdia, é sua justiça, e se a justiça divina não exigisse que o transgressor da lei de Deus recebesse um castigo por seu pecado, não teria sido necessário o sacrifício de Cristo no calvário. Nosso Senhor “foi trespassado por causa das nossas transgressões, esmagado por causa das nossas iniquidades; o castigo que nos traz a paz caiu sobre ele, e pelas suas chagas fomos curados” (Is 53,5), precisamente porque, embora seja misericordioso, também é justo, e o pecado do homem requeria uma satisfação. E é uma ideia difícil de entender sob o pensamento modernista, já que se Deus é pura misericórdia, por que quereria o sacrifício de seu próprio filho como pagamento por nossos pecados? Não poderia ter perdoado baseando-se exclusivamente em sua misericórdia?

Daí que o mesmo raciocínio que usa Alejandro é também usado pelo Jesuíta González Faus, mas com outro fim: para negar que Deus Pai quisesse salvar-nos por meio do sacrifício de seu filho na Cruz — um erro que foi combatido precisamente aqui na Infocatólica pelo diretor do portal. Também combatemos na Infocatólica o sacerdote Juan Masiá, quando dizia que “somente nossa pequenez, a tradição judaica da expiação e as disparatadas interpretações míticas — ainda que de boa fé — puderam imputar a Deus semejante crime [O sacrifício de Cristo na cruz]. Agora podemos vê-lo. E devemos proclamá-lo ao Povo crente, arrependendo-nos dos ignorantes disparates do passado.” E também combatemos Jairo del Agua, quando sustentava que “a dor da cruz nunca foi querida nem projetada pelo Pai, foi (e é) a perversão humana que inventou a injustiça e a tortura, que o Pai teve (e tem) de suportar para não eliminar nossa liberdade assassina.” Muitíssimos mais exemplos poderiam ser citados, mas deixemo-lo aqui para não cansar.

Evidentemente, não pretendo dizer que Alejandro chegue às mesmas conclusões desses heterodoxos, e estou certo de que, se fosse o caso, uniria forças comigo para combatê-los (doutrinalmente, claro), mas o problema é que sua forma de raciocinar contribui objetivamente com a deles, pois é essencialmente a mesma: que dado que a natureza de Deus é misericordiosa, que não pode querer de nenhum modo o castigo, etc., não é possível que Ele tenha querido que seu próprio filho fosse castigado por nossos pecados, e que portanto ao longo da história entendemos a morte de Cristo de maneira incorreta. Ora, eis aqui um ponto importante e há que dizê-lo: sob a ótica de Alejandro, os argumentos dos heterodoxos são irrefutáveis — sim, irrefutáveis —, pois se Deus não castiga, e portanto não entra no desígnio de sua vontade castigar o pecador, muito menos iria exigir ou querer o castigo de seu próprio filho em nosso lugar. Já veem como um erro nesta matéria — negar o castigo divino e seu caráter vindicativo — conduz consequentemente a outros muito mais graves, ainda que não seja essa a intenção. Mas o certo é que se Deus não castiga, tampouco salva.

Se Deus não castiga, o sacramento da penitência não seria necessário

Recordemos que o sacramento da penitência é aquele no qual são perdoados, por meio da absolvição sacerdotal, todos os pecados cometidos após o batismo, ao pecador que, arrependido deles, os confessa sinceramente e tem propósito de dar satisfação. O termo “penitência” emprega-se precisamente para designar esta parte do sacramento: a satisfação, na qual se impõe uma “pena” ou “castigo” para expiar a falta (daí vem a palavra “peni…tência”). Mas se Deus não exige essa satisfação, para que então o sacerdote nos impõe uma penitência? Negar que Deus castigue é também negar um princípio essencial na fé católica que nos distingue dos protestantes: entender que por nossos pecados adquirimos uma pena temporal ou reato da pena que permanece inclusive depois de termos recebido a absolvição. A esse respeito explica Ludwig Ott:

“A virtude da penitência, recomendada tão insistentemente no Antigo e no Novo Testamento (cf. Ez 18,30 ss; 33,11; Jr 18,11; 25,5 s; Jl 2,12 ss; Sir 2,22; 17,21 ss; Mt 3,2; 4,17; At 2,38) e que em todos os tempos foi condição necessária para o perdão dos pecados (Dz 894), é aquela virtude moral que torna a vontade propensa a se afastar interiormente do pecado e a dar a Deus satisfação por ele. Esta virtude consiste na dor da alma por ter pecado, porque o pecado é ofensa a Deus, dor que vai unida com o propósito de emenda: ‘dolor de peccato commisso, in quantum est offensa Dei, cum emendationis proposito’ (S.th. III 85, 3). Exercícios externos da virtude da penitência são a confissão dos pecados, a realização de toda classe de obras de penitência — v.g., orações, jejuns, esmolas, mortificações — e o sofrimento paciente dos castigos divinos.” [tradução própria][4]

Explica mais adiante o mesmo manual de teologia que a Igreja condenou como herética a doutrina de Lutero, segundo a qual a penitência era unicamente a emenda de vida (Dz 747, 923), que é precisamente o que muitos entendem ser a penitência: receber a absolvição sem satisfação, e embora quando se confessam e lhes é imposta uma penitência a cumpram, não chegam a compreender por que o fazem nem qual é sua finalidade. Entenda-se bem: quando cumprimos a penitência, o que fazemos é cumprir um castigo em expiação pelo reato da pena de nossos pecados.

Se Deus não castiga, tampouco é providente

Outro erro na argumentação de Alejandro é que, para tentar provar que Deus não castiga, alega que se o fizesse, não aconteceria que a pessoas muito boas vai mal, e a pessoas muito más vai bem. Ainda que com boa intenção, acaba recorrendo ao mesmo argumento que frequentemente apresenta o ateísmo para negar a existência de Deus: “Se Deus é bom, por que não intervém recompensando os justos e castigando os pecadores cada vez que pecam?” Os ateus partem daí para tentar demonstrar que Deus não existe, ou que, se existe, não é um Deus bom. Alejandro o usa para tentar demonstrar que Deus não castiga, só porque aparentemente não se vê intervir nos acontecimentos, seja recompensando, seja castigando na vida presente. O problema é que ao fazê-lo, ainda sem querê-lo, nega objetivamente a providência divina e reduz Deus ao nível de um mero espectador que espera somente a vida futura para dar a cada um o que lhe corresponde.

E sim, há que se afirmar que isso não é senão uma forma sutil de negar a providência divina, ou de mal entendê-la em sumo grau, ainda que não o reconheça, porque é de fé católica que o Deus em que cremos os católicos não é um mero espectador, mas um Deus criador do universo espiritual e material, Senhor absoluto de todas as coisas, às quais governa com sua providência. Não é de nenhum modo um Deus que age como um relojoeiro que põe em marcha o mecanismo e se esquece dele, mas um Deus que governa e intervém ativamente na história da humanidade.

Se se perde de vista isso, as consequências são nefastas, pois se Deus não intervém tanto para socorrer o justo que pede seu auxílio quanto para castigar o malfeitor por seus pecados, para que rezamos? Para que os mártires diante do Trono divino lhe suplicam que se apresse a fazer justiça por seu sangue derramado? (Ap 6,10). Como podemos exclamar com o Salmista: “Não temerás os terrores da noite, nem a flecha que voa de dia, nem a peste que caminha nas trevas, nem a ruína que devasta ao meio-dia. Caiam mil ao teu lado e dez mil à tua direita: a ti nada atingirá; basta somente abrir os olhos para ver o castigo dos ímpios.” (Sl 91,5-8)? Como poderemos crer no Deus que “derrubou os poderosos de seus tronos e elevou os humildes, cumulou de bens os famintos e despediu os ricos de mãos vazias” (Lc 1,52-53)?

Ora, vocês se perguntarão: como responder à objeção de Alejandro? Porque se julgamos os fatos a partir do exterior e à maneira humana, sim pode dar a impressão de que Deus se comporta dessa maneira, abandonando os justos a toda sorte de calamidades, enquanto os maus prosperam. E embora em minha segunda intervenção sobre este tema já tenha dado uma resposta satisfatória a essa objeção, aproveito para complementá-la um pouco mais.

Em primeiro lugar, há que se ter em conta que a justiça de Deus não exige que o crime seja sempre castigado neste mundo e muito menos que a virtude receba nele sua recompensa. Ao contrário, pertence à ordem da providência que a vida presente seja um estado de liberdade e prova, que o mérito preceda a recompensa e o crime preceda o castigo; o contrário seria absurdo e incompatível com a natureza do homem.

a) Se Deus recompensasse a virtude imediatamente nesta vida, tiraria dos justos o mérito da perseverança, o valor da confiança nEle; desterraria do mundo os méritos da virtude heroica e da paciência; faria do homem como um escravo e mercenário. Se castigasse o pecado logo que é cometido, tiraria dos pecadores o tempo e os meios de fazer penitência. Essa maneira de agir seria demasiado rigorosa para com um ser tão fraco e variável como é o homem.

b) Muitas vezes uma ação que os homens julgam meritória é realmente digna de castigo, porque foi feita por um motivo desonesto; muitas vezes um pecado que parece merecer castigos é perdoável, porque foi cometido sob circunstâncias atenuantes que desconhecemos; Deus seria então obrigado a recompensar falsas virtudes e castigar pecados desculpáveis, por conformar-se com as ideias humanas sobre a justiça.

c) Os sofrimentos dos inocentes são muitas vezes efeito de um mal geral no qual estão envolvidos; a prosperidade dos pecadores é uma consequência de seus talentos naturais e das circunstâncias em que se encontram; seria necessário que Deus fizesse continuamente milagres para livrar os primeiros de uma desgraça geral e para tirar dos segundos o fruto de seus talentos. Este plano da Providência não seria sábio.

d) As provas temporais dos justos e a prosperidade passageira dos pecadores não são uma injustiça nem uma desordem que exige reparação; ao contrário, está na ordem que os primeiros mereçam pela paciência a recompensa eterna prometida, e que os segundos tenham tempo para evitar com a penitência o castigo eterno.[5]

Portanto, que Deus NÃO CASTIGUE SEMPRE nesta vida, mas que a alguns reserve o castigo para a vida seguinte, não é pretexto para pensar que Deus não o faça, assim como tampouco havemos de pensar que não devemos esperar recompensas nesta vida, ainda que também nos aguardem na seguinte.[6]

Assim, o que para uns é uma bênção — não ser castigado nesta vida quando procedem mal —, para os cristãos é mais uma desgraça, e o contrário — ser castigados aqui — é uma bênção, antes de serem castigados na vida vindoura. Não à toa diz Tomás de Kempis em sua Imitação de Cristo, o livro de espiritualidade cristã mais importante e difundido na história depois da Bíblia:

“Graças te dou, Senhor, porque não me poupaste os males; mas me afligiste com amargos açoites, enviando-me dores e angústias interiores e exteriores. Não há quem me console debaixo do céu senão Tu, Senhor Deus meu, médico celestial das almas, que feres e sanas, pões em grandes tormentos e deles libras. Seja tua correção sobre mim, e teu próprio castigo me ensinará.

Pai amado, eis-me aqui em tuas mãos; inclino-me sob a vara de tua correção. Fere meu dorso e meu pescoço para que endireites minhas tortuosas inclinações à tua vontade. Faz-me piedoso e humilde discípulo como costumas fazê-lo, para que ande sempre pendente de tua vontade. Entrego-me inteiramente a Ti com tudo o que tenho para que o corrijas. Vale mais ser corrigido aqui do que na outra vida. Tu conheces todas e cada uma das coisas, e nada se te esconde na consciência humana. Antes que s컚, sabes o que há de vir, e não há necessidade de que alguém te ensine ou avise das coisas que se fazem na terra. Tu sabes o que convém para meu progresso, e quanto me aproveita a tribulação para limpar a ferrugem dos vícios. Faz comigo tua vontade e teu agrado, e não desprezes minha vida pecaminosa, a nenhum melhor nem mais claramente conhecida do que a Ti só.” [tradução própria]

Mas que Deus pode também castigar nesta vida, e que o faz, ninguém há de duvidar. O Papa disse-o com toda clareza quando era cardeal (e ouso supor que não mudou de opinião desde então):

“Aqui há meios que não justificam o fim, e o outro texto que também recomendo muito e que leiam por inteiro é o profeta Amós, profeta Amós que diz: por isso, por isso e por isso te vou castigar, diz Deus por meio do profeta, e vai enumerando todos os meios iníquos com os quais te aproveitaste do irmão, ou o que não se pode fazer. Assim a própria Bíblia vai nos marcando que um meio mau não se pode usar para um fim bom, que Deus castiga o que usa meios maus para um fim bom, que Deus castiga a armadilha, que Deus castiga a fraude, que Deus castiga a exploração — penso nos ateliês clandestinos, por exemplo, agora, nesta cidade, não digo que está cheia, mas há muitos ateliês clandestinos, e o profeta Amós é muito claro nisso: estás explorando teu irmão. Deus castiga o que se enriquece ou toma posse de algo ou o que se consolida ou o que logra um fim qualquer por meio de um meio mau. Essa é a tradição bíblica; portanto, o fim não justifica os meios.”[7]

E não só os Papas atuais disseram o mesmo: eu citei João Paulo II e Bento XVI para mostrar que o ensinamento atual da Igreja não mudou, mas eles não são os únicos, e como evidência disso foi colocada uma recopilação parcial no apêndice deste livro.

  1. Monsenhor Miguel Antonio Barriola é doutor em teologia pelo Pontifício Instituto Bíblico de Roma. Em 20 de setembro de 2001 o Papa João Paulo II o nomeou membro da Pontifícia Comissão Bíblica por um quinquênio. Foi ratificado pelo Papa Bento XVI para integrar a referida Comissão por outro quinquênio. Em março de 2010 Bento XVI o nomeou “Prelado de Honra de Sua Santidade”. A respeito do debate declarou: “De acordo completamente com J.M. Arráiz, apreciando a clareza e lucidez de suas réplicas, a habilidade para desmascarar sofismas e a caridade com que está atuando, para que os leitores não se deixem enganar por uma postura que parece simpática e misericordiosa, mas que peca de bonacheirismo e unilateralidade. Por outro lado, surpreende-me sobremaneira esta teimosia em A. Bermúdez, já que li bastantes contribuições suas, assim como suas apresentações na EWTN, onde se mostrou muito mais coerente. Por outra parte, discussões entre irmãos católicos, quando se trata de assuntos sérios e graves, não devem escandalizar, se recordamos as disputas entre dois ‘grandíssimos santos’ como Jerônimo e Agostinho e… a de Pedro e Paulo (Gl 2,14-21).”“De acuerdo completamente con J.M. Arráiz, apreciando la claridad y lucidez de sus réplicas, la habilidad para desenmascarar sofismas y la caridad, que está desempeñando, para que no se engañen los lectores por una postura, que parece simpática y misericordiosa, pero que peca de buenista y unilateral.Por lo demás, me extraña sobremanera esta terq en A. Bermúdez, ya que he leído bastantes aportes de su parte, así como sus presentaciones en EWTN, donde se ha mostrado mucho más coherente.Por otra parte, discusiones entre hermanos católicos, cuando se trata de asuntos serios y graves, no han de escandalizar, si recordamos las disputas entre dos “santazos” como Jerónimo y Agustín y…la de Pedro y Pablo (Gal 2, 14 – 21).”
  2. José María Iraburu é sacerdote e doutor em teologia desde 1972 e autor de mais de 30 livros de teologia e espiritualidade católica. A respeito do debate declarou: “José Miguel, como bem demonstraste alegando textos da Escritura, dos Padres, do Magistério apostólico, ‘Deus castiga’ etc. Certamente que há expressões como esta (e muitas), que requerem uma explicação para não serem mal interpretadas. Mas o remédio não é dizer o contrário, contradizê-las: ‘Deus não castiga’. Recorda os avisos tão graves (muito tradicionais) que dá Pio XII na ‘Humani generis’ (1950, nn. 9-12) assinalando que é ‘suma imprudência abandonar ou rejeitar ou privar de seu valor tantas e tão importantes noções e expressões que’ etc. (n. 11).”“José Miguel, como bien has demostrado alegando textos de la Escritura, de Padres, del Magisterio apostólico, “Dios castiga” etc. Ciertamente que hay expresiones como ésta (y muchas), que requieren una explicación para no ser mal entendidas. Pero el remedio no es decir lo contrario, contra-decirlo: “Dios no castiga”.Recuerda los avisos tan graves (muy tradicionales) que da Pío XII en la “Humani generis” (1950, nn. 9-12) señalando que es “suma imprudencia abandonar o rechazar o privar de su valor tantas y tan importantes nociones y expresiones que” etc. (n. 11).”
  3. No apêndice, como complemento, anexa-se a tradução de um artigo do teólogo Paulo Ricardo de Azevedo Junior.
  4. Ludwig Ott, Manual de Teologia Dogmática, Herder, Barcelona 1966, p. 610-611 [tradução própria]
  5. Esta explicação está tomada do Tomo V do Dicionário Enciclopédico de Teologia do abade Bergier, em sua edição publicada em Madri em 1832, p. 545-546. O abade Bergier foi doutor em teologia e cônego de Paris. [tradução própria]
  6. Uma pregação muito completa do padre Luis Bourdaloue publicada no tomo I de suas domínicas. Podem encontrá-la gratuitamente em sua versão digitalizada no Google Books. [tradução própria]
  7. Cardeal Jorge Bergoglio, participação no programa televisivo “Bíblia, diálogo vigente”, transmitido em janeiro de 2013, Canal 21