Como se pôde observar ao longo da presente obra, desde o início da era cristã os cristãos entenderam de forma unânime que Deus opera o novo nascimento por meio do sacramento do batismo. Foi principalmente a partir da Reforma Protestante e da livre interpretação da Bíblia que começaram a surgir compreensões distintas e até contraditórias entre si.
Cabe a possibilidade de que toda a cristandade haja entendido mal as palavras de Jesus durante dezesseis séculos? Ou terá podido o protestantismo compreender aquilo que a seus antepassados na fé estava velado?
Pessoalmente, creio que Cristo fundou uma Igreja indefectível, coluna e sustentáculo da verdade (1Tm 3,15), sal da terra e luz do mundo (Mt 5,13). Uma Igreja semelhante ao grão de mostarda (Mt 13,31), ao fermento (Mt 13,33) do qual foi profetizado que seria luz das nações e encarregada de levar a salvação até os confins da terra (Is 49,6; At 13,46-48). Creio em uma Igreja à qual Cristo prometeu o Espírito Santo para guiá-la à verdade completa (Jo 16,13), que as forças do mal não prevaleceriam sobre ela (Mt 16,18) e à qual Deus havia anunciado que jamais tiraria as palavras de sua boca, nem das de seus filhos, nem das de seus netos, agora e para sempre (Is 59,20-21).
Não posso crer em um Cristo incompetente, que funda uma Igreja que no dia seguinte começa a corromper-se e que falha em manter a integridade de sua mensagem, deixando o mundo na obscuridade durante 1.500 anos, e que tem de esperar um homem que elevaria sua doutrina acima da doutrina dos apóstolos, e que acabaria dando origem à maior divisão jamais vista entre os cristãos.
A compreensão sobre o Novo Nascimento é apenas um dentre infinitos temas em que o protestantismo não conseguiu chegar a um acordo porque encerra em si mesmo o germe de todos os erros e as heresias. Eu fico com a fé da Igreja, a fé católica.