As pessoas os conhecem. As pessoas são advertidas sobre eles. Eles evitam outras igrejas cristãs. Por quê? Quem são, e o que querem?

À primeira vista, as Testemunhas de Jeová podem parecer apenas “outros cristãos”, comparadas com tantas igrejas protestantes. Crer nisso é um grande erro.

Porque as Testemunhas de Jeová creem em coisas MUITO diferentes da maioria da cristandade.


Índice

a. Crenças das Testemunhas de Jeová

1.     “Jesus Cristo NÃO é Deus”

2.     “Não existe a Trindade.”

3.     “O Espírito Santo NÃO é Deus”

4.     “Cristo NÃO ressuscitou com o corpo”

5.     “A alma humana NÃO é imortal”

6.     “Não há inferno”

7.     “Há 4 tipos de ressurreição”

b. O que as Testemunhas de Jeová pensam sobre toda a cristandade e as pessoas em geral

1.     Sobre a Cruz

2.     Sobre o Natal

3.     “Os aniversários não devem ser celebrados”

4.     “A transfusão de sangue é proibida na Bíblia”

5.     “Todos os governos e instituições religiosas são do demônio”

6.     “Não adianta estudar em seminários”

c. A VERDADEIRA história da Watchtower

NOTA: As passagens bíblicas mostradas foram tomadas da Bíblia de Jerusalém (J) nos casos em que se requer uma tradução exata do grego, e da Bíblia Latino-Americana (L) quando se requer uma tradução com linguagem mais clara. Considero necessário esclarecer isto, já que a Bíblia de Jerusalém foi traduzida por espanhóis, que utilizam algumas palavras diferentes do espanhol latino-americano (como ‘vosotros’ em vez de ‘ustedes’, etc.), tornando a compreensão do texto um pouco mais difícil para os que estamos habituados ao espanhol falado na América Latina.

Comentários do editor marcados entre colchetes [ ].


a. As Crenças das Testemunhas de Jeová

1. “Jesus Cristo NÃO É Deus”.

Em seu livro, “A Verdade que Conduz à Vida Eterna”, dizem isto sobre Jesus: “Ele foi criado antes de todos os filhos da família de Deus. Ele é o único filho “unigênito” de Deus, porque foi o único que foi criado diretamente por Jeová Deus; todas as outras coisas foram criadas por meio dele, como Agente Principal de Deus. Assim, antes de nascer na terra como menino, ele serviu nos céus, onde era conhecido como “a Palavra”.

Mas isso não foi a primeira coisa que se escreveu em “A Verdade…”. Em suas primeiras edições a Watchtower disse que Jesus Cristo era o Arcanjo Gabriel, e que somente quando veio ao mundo tomou forma humana. Creio que isso não faz sentido nenhum. Suponho que seja por isso que o retiraram do livro. Mas podem confirmar isto lendo a história da Watchtower, na Encyclopaedia Britannica, Macropedia, sob o nome “Jehovah’s Witnesses”)

Também há algo que devemos levar em conta: as Testemunhas de Jeová usam sua própria tradução da Bíblia. Recusam-se a aceitar outras traduções, porque consideram que nenhuma delas é verdadeiramente fiel ao grego original. Assim, a tradução das Testemunhas diz o seguinte:

No princípio era a Palavra, e a Palavra estava com Deus, e a palavra era um deus”. (Tradução do ‘Novo Mundo’)

Mas o que isto significa? As Testemunhas nos dizem que Jesus NÃO é Deus, e é apenas um servo, um mensageiro de Deus. Mas de onde veio esse “um deus”?

Comentários

Se olharmos TODAS as outras traduções da Bíblia, NÃO poderemos ver o “um” incluído. Por quê? Isso significa que SOMENTE os fundadores da Sociedade Watchtower podem traduzir corretamente do grego para o inglês? Crer nisso é um absurdo.

Sobre as traduções da Bíblia.

No entanto, temos de aceitar como boas traduções as demais edições da Bíblia (exceto os versículos que falam sobre a ‘sola fé’ e ‘leite da palavra’ na maioria das Bíblias protestantes. Contudo, a discussão sobre os livros da Bíblia chamados ‘deuterocanônicos’ é um ponto à parte, que não se discute neste texto).

Por enquanto, saibam que a Igreja Católica fez excelentes traduções da Bíblia, em quase todos os idiomas do mundo, SEMPRE comentando qualquer passagem duvidosa no rodapé de cada página. E para verificar que não haja nenhum erro de tradução, cada exemplar tem o selo do Nihil Obstat (nada obsta) e o Imprimatur (Pode ser impresso), que indica a autorização eclesiástica, dada por especialistas na sagrada doutrina e no estudo da Bíblia, de que não há nenhuma má tradução nem interpretação na Bíblia que vá contra os ensinamentos de Jesus e de seus apóstolos.

Para os católicos, nunca hesitem em perguntar às autoridades eclesiásticas, pois há muita (mas MUITA) literatura a respeito da Bíblia. Lembrem-se de que as pessoas que traduziram a Bíblia eram especialistas em aramaico, grego e história antiga. Além disso, todos os sacerdotes estudam grego e latim, e estudaram por anos os trabalhos de grandes teólogos cristãos, sem contar a história da Igreja; por isso é sempre necessário, e muito benéfico para todos, consultar um sacerdote sobre estes assuntos.

E para nossos irmãos separados, sobre as interpretações da Bíblia, lembrem-se de que sempre se deve consultar seu pastor antes de deduzir qualquer coisa baseada na Bíblia, já que a livre interpretação, embora muitos não queiram aceitá-lo, foi a causa da grande divisão que existe no cristianismo. Por isso, SEMPRE será preciso consultar seu pastor antes de chegar a conclusões, pois foi assim que, estudando a Bíblia por si mesmo, sem ajuda, e com limitados (se não nulos) conhecimentos de grego, James Russell, fundador das Testemunhas de Jeová, deduziu que não existe inferno e que o mundo acabaria em 1914.

Provas bíblicas da divindade de N.S. Jesus Cristo

Uma vez explicado brevemente o problema da interpretação privada da Bíblia, vejamos agora as provas bíblicas de que Jesus É Deus:

No princípio existia a Palavra, e a Palavra estava com Deus, e a Palavra era Deus” (João 1,1) (J)

“Eu e o Pai somos um”(João 10,30) (J)

Também podemos ver que as palavras “o primeiro e o último”, que foram usadas por Deus (Isaías 44,6) também são usadas por Cristo. E SABEMOS que é Cristo quem as diz, porque também diz que estava morto e agora vive. Isso se refere ao fato de que ressuscitou, e sabemos que foi Cristo quem ressuscitou.

Sou eu, o Primeiro e o Último, o que vive; estive morto, mas agora estou vivo pelos séculos dos séculos, e tenho as chaves da Morte e do Inferno.”(Apocalipse 1,17-18) (L).

Agora, comparemos este texto com Isaías 44,6:

“Assim diz Yahvé, rei de Israel, e seu redentor, Yahvé dos Exércitos: “Eu sou o primeiro e o último, fora de mim não há nenhum Deus” (J)

Agora, vemos que o texto indica que Yahvé é não só o Rei de Israel, mas também seu Redentor. (Note-se que Jesus tem o título “Rei dos Reis”). E Jesus é nosso redentor. Assim, o Antigo Testamento também sustenta a crença de que Jesus Cristo é Deus. Mesmo SE POR ACASO a tradução correta fosse “Jeová” e não “Yahvé”, ainda assim o texto sustenta que Deus é tanto o Pai como o Filho. Também vemos que quando Jesus apareceu ao apóstolo Tomé (o que não acreditou que Cristo havia ressuscitado), Tomé diz:

“Meu Senhor e meu Deus”. Jesus lhe disse: “Porque me viste, creste. Felizes os que não viram e creram”. (João 20,28) (J)

Jesus tampouco corrigiu Tomé quando disse que Jesus era Deus. Ao contrário, repreendeu-o porque não lhe havia crido. Agora, se Jesus aceita as palavras de Tomé quando disse “Meu Senhor E meu Deus”, você não acha que era porque é a verdade?

(Se ainda tens dúvidas sobre a doutrina da Trindade, podes encontrar muitas referências na rede. Encontrarás grande quantidade de estudos, documentos, etc.)

2.”Não há Trindade”.

As Testemunhas de Jeová afirmam que a trindade é coisa de demônios, já que só as religiões pagãs creem em trilogias, sejam os hindus, os egípcios, etc.

Comentários

Naturalmente, isto só seria certo se Deus fosse um deus pagão, e não Aquele que é:

a) Os “deuses” egípcios ou hindus eram deuses separados. Nós cremos que o Pai, o Filho e o Espírito Santo são três PESSOAS, mas os três e cada um dos três são O MESMO DEUS.

b) Com efeito, há PROVAS BÍBLICAS de que o Pai, o Filho e o Espírito Santo são pessoas distintas:

“A todo aquele que disser uma palavra contra o Filho do homem, ser-lhe-á perdoado; mas a quem blasfemar contra o Espírito Santo, não será perdoado.”(Lucas 12,10) (J)

o “Ouvistes que eu vos disse: ‘Vou e voltarei a vós’. Se me amásseis, alegrar-vos-íeis de que eu vá para o Pai, porque o Pai é maior do que eu.” (João 14,28) (J)

o ‘Pai, se queres, afasta de mim este cálice; contudo, não se faça a minha vontade, mas a tua.’ (Lc 22,42) (J)
(Se Jesus fosse a mesma PESSOA que o Pai, como é que neste momento pede que não se faça a sua vontade, mas a do Pai? Isto só é possível se são pessoas distintas. (Quanto à divindade de N.S. Jesus Cristo, já ficou esclarecida anteriormente).

c) Ao provar que 1. O Pai, o Filho e o Espírito Santo são um em essência, e 2. que são pessoas distintas entre si, teremos demonstrado a existência da Trindade. Mas antes de mostrar a prova de que o Espírito Santo é Deus, mostraremos as fórmulas trinitárias que aparecem na Bíblia:

o A graça do Senhor Jesus Cristo, o amor de Deus e a comunhão do Espírito Santo estejam com todos vós [vocês] (2Cor 13,13) (J)

o Ide, pois, e fazei discípulos de todas as nações, batizando-as em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo. (Mt 28,19) (J) (Notem que Jesus usa a palavra ‘nome’ (singular). Se o Pai, o Filho e o Espírito Santo fossem deuses distintos, Jesus teria dito ‘nomes’. Mas não é assim, já que os três têm um mesmo nome: e esse é o Nome de Deus.

3. “O Espírito Santo NÃO é Deus”.

As Testemunhas de Jeová nos dizem que o Espírito Santo não é Deus, diferentemente da maioria dos cristãos e de todos os católicos, mas que é a “força ativa de Deus”. Vejamos se a Bíblia sustenta tal afirmação:

Comentários

Apesar das ‘observações’ das Testemunhas de Jeová, a Bíblia contém várias passagens que nos fazem pensar que o Espírito Santo não só é uma pessoa, mas é o próprio Deus. E este ensinamento dos apóstolos é aceito como dogma de Fé pela Igreja Católica. Vejamos por quê:

1.   O Espírito Santo tem emoções, e é referido como ‘Ele’, ‘quem’ em vez de ‘que’:

Não entristeçais o Espírito Santo de Deus, com o qual fostes selados para o dia da redenção. (Ef 4,30) (J)

Convém a vocês que eu vá, porque se eu não for, o Defensor não virá a vocês. Mas, se eu for, eu o enviarei. Quando ele vier, rebaterá as mentiras do mundo, demonstrando quem é pecador, quem é o Justo e quem é condenado…
Mas quando ele vier, o Espírito da Verdade, vos introduzirá na verdade plena. Ele não virá com uma mensagem própria, mas dirá o que ouviu, e vos anunciará as coisas futuras. Ele me glorificará, porque receberá do que é meu para revelá-lo a vocês. 
(João 16,7-8,13-14) (L)

(Notem que as ações ‘falar’, ‘guiar’, ‘escutar’, ‘dizer’ e ‘rebater’, que são atribuídas ao Espírito da Verdade [o Espírito Santo], só se podem aplicar a uma pessoa.

2.   O Espírito Santo decide, intercede, ajuda, ensina, guia, busca, sabe, vive — isto só é possível em uma pessoa:

§ E todos estes dons são obra do mesmo e único Espírito, o qual os reparte a cada um como quer.(1Cor 12,11) (L)

(Se desejarem corroborar, podem ler 1Cor 12,8-10, e assim ver por vocês mesmos que o texto se refere ao Espírito Santo. Em geral, é muito conveniente para todos nós ler a Bíblia regularmente, com a ajuda de um sacerdote caso tenhamos alguma dúvida. Não esqueçam que também há cursos dominicais de Bíblia em quase todas as nossas paróquias, de modo que quem pensa que a Igreja não ajuda seus fiéis a se educarem na fé cairá por sua própria culpa).

§ Além disso, o Espírito vem em socorro da nossa fraqueza; pois não sabemos o que pedir nem como pedir em nossas orações. Mas o próprio Espírito roga por nós, com gemidos e súplicas que não se podem expressar. E Deus, que penetra os segredos do coração, escuta os anseios do Espírito porque, quando o Espírito roga pelos santos, o faz segundo a maneira de Deus. (Rom 8,26-27) (L)

§ Pensais que a Escritura diz em vão: Tem desejos ardentes o espírito que ele [ Deus ] fez habitar em nós? (Tiago 4,5) (J)

§ Porque a nós Deus o revelou por meio do Espírito; e o Espírito tudo perscruta [ isto é, até o mais escondido ele vê e conhece ], até as profundezas de Deus. Com efeito, que homem conhece o íntimo do homem senão o espírito do homem que está nele? Do mesmo modo, ninguém conhece o íntimo de Deus, senão o Espírito de Deus. (1Cor 2,10-11) (J)

§ Assim, pois, enviamos Judas e Silas, que vos dirão o mesmo pessoalmente. Pareceu bem ao Espírito Santo e a nós não vos impor nenhum outro encargo além destas coisas necessárias: abster-se de carnes imoladas [ sacrificadas ] aos ídolos, do sangue, dos animais não sangrados [ os povos antigos costumavam comer sangue e animais sem sangrar, desde a antiguidade, coisa que Deus proibiu aos judeus desde o princípio ] e das relações sexuais proibidas. Fareis bem se vos abstiverdes destas coisas. Adeus.” (Atos  15,27-29) (L)

(Notem bem que as coisas não parecem boas ou más a alguma ‘força’, pois uma ação não pode pensar nem decidir. Este texto nos mostra claramente que o Espírito Santo toma decisões, como as pessoas. Não há lugar para dúvidas: o Espírito Santo É uma pessoa.

O mais curioso é que as Testemunhas de Jeová, que tanto se gabam de estudos bíblicos, afirmam que as transfusões sanguíneas, que são aprovadas por TODAS as religiões cristãs (menos eles), estão proibidas na Bíblia por esta passagem. E, contudo, também negam que o Espírito Santo seja uma pessoa, coisa que está perfeitamente clara na mesma passagem bíblica! Vejam, pois, como as crenças das Testemunhas de Jeová se contradizem a si mesmas.

3.   O Espírito Santo recebe a mesma adoração e glória que o Pai e o Filho:

Ou não sabeis que vosso corpo é santuário do Espírito Santo, que está em vós e recebestes de Deus? (1 Cor 6,19) (J)
O fato de sermos santuários (templos) do Espírito Santo nos dá outra razão para crer que o Espírito Santo é Deus.

Não sabeis que sois santuário de Deus e que o Espírito de Deus habita em vós? (1 Cor 3.16) (J)
Comparem esta passagem com a anterior. Se o Espírito de Deus vive em nós, o Espírito de Deus é um ELE (pois vive em nós), não um ‘ISSO’. E como podemos ser templos do Espírito Santo e de Deus ao mesmo tempo, se não são UM em essência?

Agora há uma passagem bíblica que considero de suma importância:

“A todo aquele que disser uma palavra contra o Filho do homem, ser-lhe-á perdoado, mas a quem blasfemar contra o Espírito Santo, não será perdoado.” (Lc 12,10) (J)

Aqui há algo digno de notar: a palavra ‘blasfêmia’ só pode se referir a uma ação contra DEUS. Então surge uma pergunta:

Como alguém pode blasfemar contra o Espírito Santo se ele não é Deus? Além disso, se uma palavra contra o Espírito Santo merece maior castigo do que contra Jesus, e Jesus é Deus, como seria possível isto, se o Espírito Santo não fosse Deus? Portanto, o Espírito Santo DEVE ser Deus.

4.   Com efeito, a Bíblia também nos diz que o Senhor é o Espírito Santo, e que o Espírito Santo é o próprio Deus:

Com razão falou o Espírito Santo a vossos pais por meio do profeta Isaías: “Vai ao encontro deste povo e dize-lhe: Ouvireis bem, mas não entendereis; olhareis bem, mas não vereis. Porque o coração deste povo se tornou insensível, endureceram seus ouvidos e fecharam seus olhos; para que não vejam com os olhos, nem ouçam com os ouvidos, nem entendam com o coração, e se convertam, e eu os cure.” (Atos 28,25-27) (J)

Agora, se prestarmos atenção à passagem de Isaías 6,9-10, vemos que foi Deus quem falou a Isaías:

E ouvi a voz do Senhor que dizia: “A quem enviarei? E quem irá da parte nossa?” Disse eu: “Eis-me aqui: envia-me”. Disse: “Vai e dize a esse povo: ‘Ouvi bem, mas não entendais; vede bem, mas não compreendais’. Engorda o coração deste povo, torna-lhe duros os ouvidos e cola-lhe os olhos, para que não veja com seus olhos, nem ouça com seus ouvidos, nem entenda com seu coração, e se converta e seja curado.” (Isaías 6,8-10) (J(Cabe notar que aqui não é que a vontade de Deus seja que não se curem, mas que se usa esta linguagem para ressaltar o fato em si).

Como pode ser isto? Enquanto São Paulo nos diz que foi o Espírito Santo, Isaías nos diz que é o Senhor. A única possibilidade de não haver contradição é se o Espírito Santo é o próprio Deus. Prestem também atenção ao versículo 8 de Isaías 6: “Da parte nossa”. Deus está falando de si mesmo no plural, o que nos dá razão para crer que Deus é mais de uma pessoa.

Além disso, em outras passagens da Bíblia, podemos ver que o Senhor é o Espírito:

Porque o Senhor é o Espírito, e onde está o Espírito do Senhor, aí está a liberdade. (2 Cor 3,17) (J)
Coisa que também nos recorda: as Testemunhas de Jeová têm liberdade de expressão? Podem questionar sequer um de seus líderes sem serem expulsas da organização? São livres para dizer a verdade sobre seus métodos ao público, ou em vez disso mentem — porque creem que os malvados não ‘são dignos’ de conhecer a verdade? E, contudo, a Bíblia diz claramente: “E a verdade vos libertará” (João 8,32) (L)

São realmente LIVRES as Testemunhas de Jeová? Ou, ao contrário, seus líderes mantêm um rígido controle sobre sua conduta? Se conheceste uma Testemunha de Jeová, perceberás que não pode falar com ex-testemunhas porque seria expulsa; não pode escolher livremente sua roupa porque ‘daria uma má imagem’… não pode ler certa literatura escrita contra a Watchtower, porque ‘é contaminante para a alma’ (ou será que a Watchtower tem medo de que as testemunhas conheçam a verdade, se convertam e sejam curadas?)

1. “Jesus NÃO ressuscitou com o corpo”

No livro que usam para ensinar, as Testemunhas de Jeová dizem:
“Jeová Deus não deixou seu Filho morto na sepultura, mas o levantou para a Vida no terceiro dia. Não lhe foi dada vida humana de novo, porque isso teria significado tomar de novo o preço do resgate. Antes, foi feito ‘vivo em espírito’ (1 Pedro 3,18)”

Também em seus primeiros escritos, Charles T. Russell (fundador das Testemunhas de Jeová), nos diz: “O corpo humano do Senhor foi retirado da tumba pelo poder de Deus.” (A Harpa de Deus, p.169) “Se se dissolveu em gases ou se ainda se acha preservado em algum lugar, ninguém sabe” (Estudos das Sagradas Escrituras, pp. 120-130).

Comentários

Uma advertência sobre este primeiro enunciado escrito pelas Testemunhas: o fato de que Jesus foi vivificado no espírito, como diz São Pedro, NÃO contradiz o fato de que tenha ressuscitado com o corpo. Os dois não são mutuamente exclusivos. Também nota como as Testemunhas ‘sustentam’ suas teorias completamente falsas com UMA BREVE passagem da Bíblia, que geralmente é citada fora de contexto.

EM NENHUMA PARTE da Bíblia se diz que Jesus não ressuscitou com o corpo, porque seria cobrar o preço do resgate. E não só isso, mas, se lermos desde o princípio a primeira epístola de São Pedro, veremos que ele crê firmemente na ressurreição de N.S. Jesus Cristo. Vejamos: “… sabendo que fostes resgatados da vã conduta herdada de vossos pais, não com algo perecível, ouro ou prata, mas com um sangue precioso…(1 Pedro 1,18-19) … os que por meio dele [Jesus] creem em Deus, que o ressuscitou dentre os mortos (1 Pedro 1,21)

Também podemos ler: “… o batismo que vos salva … que consiste em pedir a Deus uma boa consciência por meio da ressurreição de Jesus Cristo (1 Pedro 3,21)

É MUITO IMPORTANTE que percebam que as Testemunhas usam esta técnica para afastá-los da verdade. Começam relatando coisas completamente falsas que, no fim, se relacionam (relacionam, NÃO justificam) com um ou dois versículos simples da Bíblia.

Antes de ler um livro escrito pela Watchtower, devem ter uma Bíblia à mão, e lê-la no contexto COMPLETO ao ler qualquer passagem citada… e ver se há uma concordância razoável.

Voltando à ressurreição de Jesus, crer que Jesus NÃO ressuscitou com o corpo significaria que seu corpo ainda teria sido encontrado. Mas sabemos que Jesus ressuscitou TANTO em corpo como em espírito:

Jesus apresentou-se no meio deles e disse: “A paz esteja convosco”. Depois disse a Tomé: “Aproxima aqui teu dedo e vê minhas mãos; traz tua mão e mete-a no meu lado, e não sejas incrédulo, mas crente”. (João 20,27)

Se Tomé pôde tocar fisicamente Jesus, isso significa que Jesus ressuscitou tanto em corpo como em espírito.

Também, no Evangelho de Lucas, podemos ver estas duas passagens que nos mostram que Jesus estava vivo em corpo, porque podia tomar pão e comer:

E entrou para ficar com eles [os discípulos de Emaús]. E aconteceu que, estando à mesa com eles, tomou o pão, pronunciou a bênção, partiu-o e ia dando-o a eles. (Lucas 24,29-30)

Estavam [os apóstolos] falando destas coisas, quando ele [Jesus] se apresentou no meio deles e lhes disse: “A paz esteja convosco”. Sobressaltados e assustados, pensavam ver um espírito.

Mas ele lhes disse: “Por que vos perturbais, e por que surgem dúvidas em vosso coração? Vede minhas mãos e meus pés: sou eu mesmo. Tocai-me e vede que um espírito não tem carne e ossos como vedes que eu tenho.” E dizendo isto, mostrou-lhes as mãos e os pés. Como eles ainda não acabavam de crer, por causa da alegria, e estavam admirados, disse-lhes: “Tendes aqui algo para comer?”

Eles lhe ofereceram parte de um peixe assado. Tomou-o e comeu diante deles(Lucas 24,36-40)

2. “A alma humana NÃO é imortal”.

As Testemunhas de Jeová ensinam que, como os animais e o homem são semelhantes, suas almas têm a mesma morte. Sustentam isso usando a passagem fora de contexto que diz: “A alma do pecador, essa morrerá”. (Ezequiel 18, 4;20).

Comentários

Mas, sabendo que a pesquisa é essencial para sustentar uma crença a partir da Bíblia, vemos que há outras passagens que sustentam a imortalidade da alma e a existência do Inferno (ver abaixo)

volte o pó à terra, ao que era, e o espírito volte a Deus, que o deu.(Ecl 12,7)

3. “Não existe o inferno. “

Às Testemunhas de Jeová se ensina que aqueles que não aceitam unir-se à sua congregação não farão parte da ressurreição, e sua alma será completamente destruída. As Testemunhas dizem que os católicos, e muitos cristãos em geral, dão ao termo ‘sheol’ (do aramaico) o significado de tormento eterno, e que na realidade isso não é mencionado na Bíblia. Então as Testemunhas explicam algumas coisas sobre a palavra “sheol”.

Comentários.

Isto, naturalmente, contradiz a Sagrada Bíblia em VÁRIAS passagens:

“… ser lançado no inferno, onde o seu verme não morre e o fogo não se apaga, pois o próprio fogo os conservará.” (Marcos 9,48)

NOTA: Em algumas traduções lê-se ‘salgara’ em vez de ‘conservará’. À primeira vista isto pode não fazer sentido, a menos que recordemos que nos tempos de Jesus (ainda hoje) e nessas regiões a carne se conservava salgando-a, para que não se estragasse. Aplicando isto ao texto, podemos ver que se refere a ‘conservação’.

Notem que aqui Jesus NÃO usa a palavra “sheol” para descrever o inferno, mas usa “gehenna”. Nesta descrição do inferno… ‘onde o seu verme não morre e o fogo não se apaga…’ Jesus não fala de destruição nem desaparecimento. Ao contrário, descreve um tormento eterno para aqueles que não são justos diante de Deus. E esta descrição foi tomada de uma passagem do profeta Isaías:

Assim, de lua nova em lua nova e de sábado em sábado, virá todo o mundo prostrar-se diante de mim”, diz Yahveh. E, ao sair, verão os cadáveres daqueles que se rebelaram contra mim; seu verme não morrerá, seu fogo não se apagará e serão o horror de todo o mundo”. (Isaías 66,23-24)

E esta não é a ÚNICA descrição do Céu e do Inferno. O mencionado juízo final é MUITO ESPECÍFICO, e nada obscuro, no qual Deus nos mostra sua justiça: a cada um será pago segundo o amor que tenham mostrado ao próximo, independentemente de serem judeus, samaritanos ou de qualquer religião. Mesmo que sejam Testemunhas de Jeová.

Quando o Filho do homem vier em sua glória acompanhado de todos os seus anjos, então se sentará em seu trono de glória. Serão reunidas diante dele todas as nações, e ele separará uns dos outros, como o pastor separa as ovelhas dos cabritos. Porá as ovelhas à sua direita, e os cabritos à sua esquerda.

Então o Rei dirá aos da sua direita: ‘Vinde, benditos de meu Pai, recebei a herança do Reino preparado para vós desde a criação do mundo. Porque tive fome, e me destes de comer; tive sede, e me destes de beber; era forasteiro, e me recebestes; estava nu, e me vestistes; enfermo, e me visitastes; na prisão, e viestes ver-me’.

Então os justos lhe responderão: ‘Senhor, quando te vimos faminto, e te demos de comer; ou sedento, e te demos de beber? Quando te vimos forasteiro, e te recebemos; ou nu, e te vestimos? Quando te vimos enfermo ou na prisão, e fomos ver-te?’

E o Rei lhes dirá: ‘Em verdade vos digo que tudo quanto fizestes a um destes meus irmãos mais pequeninos, a mim o fizestes’.

Então dirá também aos da sua esquerda: ‘Afastai-vos de mim, malditos, para o fogo eterno preparado para o Diabo e seus anjos. Porque tive fome, e não me destes de comer; tive sede, e não me destes de beber; era forasteiro, e não me recebestes; estava nu, e não me vestistes; enfermo e na prisão, e não me visitastes’.

Então estes também dirão: ‘Senhor, quando te vimos faminto ou sedento ou forasteiro ou nu ou enfermo ou na prisão, e não te ajudamos?’ E ele então lhes responderá: ‘Em verdade vos digo que, quando deixastes de fazer a um destes pequeninos, também comigo deixastes de fazê-lo’.

E estes irão para um castigo eterno, e os justos para uma vida eterna”. (Mateus 25, 31-45)

Então, creio que isto é suficiente para rebater a afirmação de que o inferno não está descrito em NENHUMA parte da Bíblia. E, mais ainda, esta passagem nos foi ensinada pelo próprio Jesus. Nem sequer por seus apóstolos, mas por Ele mesmo. E se este ensinamento é falso, então isso significa que Jesus Cristo é um vil mentiroso. Você se atreveria a chamá-lo assim? A sociedade da Atalaia (Watchtower) fez isso desde sua fundação.

E ainda há mais a dizer sobre isto. Quase todos os ensinamentos das Testemunhas de Jeová se baseiam na interpretação exclusiva de seus fundadores sobre o livro do Apocalipse (que, por sinal, é o MAIS DIFÍCIL de interpretar. Basta dar uma olhada e comprovarão o que lhes digo — quase tudo está em símbolos).

Agora, as Testemunhas de Jeová não consideram a seguinte passagem do livro do Apocalipse, que também sustenta a existência do Inferno:

Depois vi [São João evangelista] um grande trono branco, e aquele que estava sentado nele. O céu e a terra fugiram de sua presença sem deixar rastro. E vi os mortos, grandes e pequenos, de pé diante do trono; foram abertos uns livros, e depois se abriu outro livro, que é o da vida; e os mortos foram julgados segundo o que estava escrito nos livros, conforme as suas obras.
E o mar devolveu os mortos que guardava, a Morte e o Hades devolveram os mortos que guardavam, e cada um foi julgado segundo as suas obras.
A Morte e o Hades foram lançados no lago de fogo — este lago de fogo é a segunda morte — e quem não foi encontrado inscrito no livro da vida foi lançado no lago de fogo. 
(Apocalipse 20,11-14)

Mas os covardes, os incrédulos, os abomináveis, os assassinos, os impuros, os feiticeiros, os idólatras e todos os mentirosos terão sua parte no lago que arde com fogo e enxofre: que é a segunda morte. (Apocalipse 21,8)

Então a segunda morte é o lago de fogo… (como vimos, onde o seu verme não morre…) mas, significa isto que as Testemunhas de Jeová cometeram o erro de interpretar a Bíblia por si mesmas? Não, pior. Tomaram a interpretação feita por UM SÓ HOMEM, que, além de não saber nem grego nem hebraico, traduziu a Bíblia por si mesmo e fundou uma organização sem sequer consultá-lo com um pastor ou sacerdote.

4. “Há 4 tipos de ressurreição.”

As Testemunhas de Jeová nos dizem que há 4 tipos de ressurreição:

a) Os 144.000
A primeira ressurreição será a dos 144.000 eleitos no Apocalipse e se refere às melhores Testemunhas de Jeová.

b) Os crentes do Antigo Testamento.
Os patriarcas, profetas e santos anteriores a Cristo.

c) A ressurreição da vida.
Além dos 144.000 e dos crentes, haverá muitas Testemunhas de Jeová que, em vez de ir para o céu, viverão felizes aqui na terra.

d) A ressurreição geral ou do juízo.
E por último, aqueles que terão uma última oportunidade de converter-se à Watchtower, ou serem destruídos para sempre.

Comentários.

Recordemos, antes de tudo, que o livro do Apocalipse foi escrito por meio de símbolos. Se não levamos isto em conta, corremos o risco de interpretar a Bíblia literalmente em passagens nas quais não foi escrita para ser interpretada literalmente. Recordemos que: 12, para os judeus, refere-se à perfeição. Agora, se contamos 12 por 12, isso quer dizer ‘o mais perfeito’. Agora, se o multiplicamos por 1.000, que quer dizer ‘muitos’, obtemos o famosíssimo 144.000. Então, a passagem do Apocalipse nos diz que as pessoas que irão ao céu serão perfeitas, e serão tantas que será impossível contá-las.

E isto inclui as pessoas que morreram ANTES e DEPOIS de Jesus. Se lermos Apoc 20,11-15 de novo (ver acima), veremos que não havia diferença entre aqueles que morreram ANTES do nascimento de Cristo, ou depois.

Sobre o céu na terra, leiamos esta passagem da carta de São Paulo aos Coríntios:

Mas dirá alguém: ‘Como ressuscitam os mortos? Com que corpo voltam à vida? Insensato! O que semeias não revive se não morre. E o que semeias não é o corpo que vai brotar, mas um simples grão, de trigo por exemplo ou de alguma outra planta. E Deus lhe dá um corpo segundo a sua vontade: a cada semente um corpo peculiar. Nem toda carne é igual, mas uma é a carne dos homens, outra a dos animais, outra a das aves, outra a dos peixes.

Há corpos celestes e corpos terrestres; mas um é o resplendor dos corpos celestes e outro o dos corpos terrestres. Um é o resplendor do sol, outro o da lua, outro o das estrelas. E uma estrela difere de outra em resplendor.

Assim também na ressurreição dos mortos: semeia-se corrupção, ressuscita incorrupção; semeia-se vileza, ressuscita glória; semeia-se fraqueza, ressuscita fortaleza; semeia-se um corpo natural, ressuscita um corpo espiritual(1 Cor 15,35-44)

Mas não é espiritual o que primeiro aparece, e sim o natural; depois, o espiritual. O primeiro homem, saído da terra [ Adão ], é terreno; o segundo, [ Jesus ], vem do céu. Como o homem terreno, assim são os homens terrenos; como o celeste, assim serão os celestes. E do mesmo modo que levamos a imagem do homem terreno, levaremos também a imagem do celeste.

Digo-vos isto, irmãos: A carne e o sangue não podem herdar o Reino dos céus; nem a corrupção herda a incorrupção. (1 Cor 15,46-50)

E também Jesus sustenta isto. A passagem seguinte será muito clara para esclarecer a Ressurreição dos mortos:

Naquele dia aproximaram-se dele alguns saduceus, esses que negam que haja ressurreição, e lhe perguntaram:

“Mestre, Moisés disse: Se alguém morrer sem ter filhos, seu irmão se casará com a mulher daquele para dar descendência a seu irmão. Ora, havia entre nós sete irmãos. O primeiro casou-se e morreu; e, não tendo descendência, deixou sua mulher a seu irmão. Aconteceu o mesmo com o segundo, e com o terceiro, até os sete. Depois de todos morreu a mulher. Na ressurreição, pois, de qual dos sete será ela mulher? Porque todos a tiveram.”

Jesus lhes respondeu: “Estais em erro, por não entenderdes as Escrituras nem o poder de Deus. Pois na ressurreição, nem eles tomarão mulher nem elas marido, mas serão como anjos no céu (Mateus 22,23-31)
[e não disse ‘alguns’ serão como anjos. Generalizou, referindo-se a TODOS os homens e mulheres.

b. Opiniões das Testemunhas de Jeová sobre a cristandade e as pessoas em geral.

1. Sobre a Cruz

As Testemunhas de Jeová dizem que a cruz é de origem pagã. Argumentam que é uma loucura levar o símbolo da morte no pescoço. Elas dizem: “Quem pensaria em beijar o revólver usado para assassinar um ente querido?”

Comentários.

É verdade: a cruz SIM tem origem pagã, porque foram os romanos que a usaram. Mas a partir da crucificação e ressurreição de N.S. Jesus Cristo, a Cruz toma um NOVO significado. É o símbolo da redenção de todos os pecados. E o símbolo do amor que Jesus tem por nós.

São Paulo nos diz o seguinte acerca da cruz:

Pois Cristo não me enviou para batizar, mas para pregar o Evangelho. E não com palavras sábias, para não esvaziar a cruz de Cristo. Pois a pregação da cruz é loucura para os que se perdem; mas para os que se salvam — para nós — é força de Deus. (1 Cor 1,17-18)

.. Os judeus pedem sinais e os gregos buscam sabedoria, enquanto nós pregamos Cristo crucificado; escândalo para os judeus, loucura para os gentios. (1 Cor 1,22-23)

Deveríamos saber agora, antes de tudo, que foi graças à cruz que recebemos o perdão dos pecados e a reconciliação com Deus:

..Cancelou [Deus] a nota de dívida que havia contra nós, a das prescrições com suas cláusulas desfavoráveis, e a suprimiu cravando-a na cruz (Col 2,14)

… e reconciliar com Deus ambos [ judeus e gentios ] em um só Corpo, por meio da cruz, dando em si mesmo morte à Inimizade (Ef 2,16)

Além disso, o próprio São Paulo se gloria da Cruz de nosso Senhor:

Quanto a mim, Deus me livre de gloriar-me a não ser na cruz de Nosso Senhor Jesus Cristo, pela qual o mundo está crucificado para mim e eu para o mundo! (Gl 6,14)

A Watchtower diz que, na verdade, Jesus não morreu em uma cruz, mas em um poste de madeira, citando Atos 5,30; 10,39, onde se descreve a palavra grega xulon (madeiro). Mas estes são pouquíssimos casos. Em todos os demais, usa-se a palavra stauros, que significa cruz.

Além disso, recordemos que acima da cabeça de N.S. foi pregado um letreiro que dizia: “Este é Jesus, o Rei dos judeus” (Mateus 27,37). Isto só pôde ser possível se a cruz de N.S. Jesus Cristo tinha forma de “+” e não de “T”. Portanto, teve de ser uma cruz verdadeira, e não qualquer madeiro, como afirmam as Testemunhas.

2. Sobre o Natal 

As Testemunhas nos dizem que não deveríamos celebrar o Natal, pois não sabemos a data exata do nascimento de Jesus. Também dizem que a árvore de Natal é um escândalo, já que “a árvore é de origem druida. Também, a celebração de 25 de dezembro tem origem pagã”.

Comentários

O fato de que tanto 25 de dezembro como a árvore de Natal tenham origem pagã não impede que também a tenham a aliança de casamento e a circuncisão, que adquiriu novo sentido desde a aliança de Deus com os judeus. Assim, à árvore e à data de 25 de dezembro se dá um novo significado.

É uma tradição alemã que São Bonifácio, vendo um grande carvalho dedicado ao deus Odin, que segundo os germanos tinha poderes mágicos, decidiu cortá-lo e plantar em seu lugar um pinheiro, que dedicou a Jesus Cristo. Então a árvore de Natal pode também proceder de uma tradição cristã.

Sobre 25 de dezembro, aqui está a história: os romanos dedicavam esta data ao nascimento do “Novo Sol”. Enquanto isso, os cristãos ainda eram perseguidos. Notando que Deus tem o título de “Sol de Justiça” (Salmo 19, Mal 3,20, cf. Apoc. 21,23, 22,5), os cristãos escolheram esta data para celebrar o nascimento de Cristo. Os romanos pensavam que os cristãos que celebravam o Natal eram apenas cidadãos romanos celebrando o ‘novo sol’. Assim, podiam celebrar o Natal incógnitos, sem serem perseguidos.

3. “Os aniversários não devem ser celebrados”.

As Testemunhas de Jeová dizem que os aniversários não deveriam ser celebrados porque servem para glorificar uma pessoa que não é nem Jeová, nem Jesus. Também nos recordam que João Batista foi decapitado durante um aniversário.

Comentários

Embora procuremos bem, não encontraremos na Bíblia NENHUMA passagem que nos proíba celebrar aniversários. O fato de Herodes ter decapitado João Batista não implica uma proibição. Além disso, sabe-se bem que os judeus celebram o aniversário número 12 de seus filhos, que chegaram à maioridade. Se isto era aceito pelos judeus, por que não celebrar aniversários cristãos?

Além disso, na maioria dos casos, não há nada reprovável nos aniversários dos cristãos. Nós não adoramos o festejado. Antes, nós o felicitamos e lhe desejamos um bom ano. E lhe dão presentes. Isto pode nos recordar que este pode ser o último ano em que veremos o festejado, e dar-lhe um presente é um símbolo de nossa amizade.

4. “As transfusões de sangue são proibidas porque não podemos beber sangue”.

A Watchtower proíbe transfusões de sangue ao interpretar mal as palavras em Gn 9,4, Lv 7,26, Atos  15,29.

Comentários

Mas nos esquecemos de algo. Embora receber sangue seja uma forma de nos alimentar, NÃO é comer. A comida que comemos não pode ser colocada em nossas veias; para isso existe a digestão. O processo da digestão, como é bem sabido, é transformar a comida em nutrientes que nosso sangue possa levar. Mas já deixa de ser comida. Se antes o era, já deixa de sê-lo. São apenas aminoácidos e outros compostos. Também se sabe que a hemoglobina (principal composto do sangue), ao ser exposta aos ácidos estomacais, transforma-se em amoníaco. É por isso que a matéria fecal dos morcegos-vampiros tem uma grande porcentagem de amoníaco. Se estivéssemos comendo ao receber transfusões de sangue, defecaríamos o mesmo que os vampiros. Obviamente, NÃO É ASSIM.

Também há muitas provas científicas de que, quando uma mãe leva em seu ventre um bebê, alguns componentes de seu sangue passam ao bebê através de seu cordão umbilical, e assim o bebê se nutre graças ao sangue da mãe. Se isto é natural, por que proibi-lo?

Assuntos Legais.

Houve muitos relatos de pais que deixam seus filhos e filhas morrer porque não aceitaram receber transfusões de sangue. Em alguns países, como a Alemanha, a organização Watchtower não é admitida como ‘religião’, devido a crenças como esta, que vão contra a vida. Mais ainda: apesar de todas as provas científicas disso, as pessoas que estão no controle da Watchtower (que são apenas 14 pessoas em Nova York, que NÃO são especialistas na Bíblia, NEM cientistas, nem especialistas em hebraico e grego) não as aceitam e ainda proíbem as transfusões de sangue.

Você deixaria a vida de seu filho ou filha nas mãos de 14 estranhos que nada conhecem de medicina e que têm de decidir por milhões de inocentes?

5. “Todos os governos e instituições religiosas trabalham para Satanás, e desaparecerão um dia”.

As Testemunhas de Jeová afirmam que a Sociedade Watchtower é a ÚNICA organização enviada por Jesus Cristo para o mundo. De acordo com a Watchtower, somente seus membros fazem parte do corpo de Cristo, que começou a formar-se no ano de 1918, depois que ele regressou espiritualmente em 1914.

Também as Testemunhas de Jeová recusam-se a saudar a bandeira, ficar de pé durante o hino nacional e ir ao serviço militar.

Também, como disse anteriormente, dizem que os missionários católicos trabalham para satanás.

Voltando ao assunto dos governos, as Testemunhas de Jeová esquecem esta passagem da Bíblia:

Sede submissos, por causa do Senhor, a toda instituição humana: seja ao rei, como soberano, seja aos governantes, como enviados por ele para castigo dos que praticam o mal e louvor dos que praticam o bem. Pois esta é a vontade de Deus: que, praticando o bem, caleis a boca dos ignorantes insensatos. Agi como homens livres, e não como quem faz da liberdade um pretexto para a maldade, mas como servos de Deus. Honrai a todos, amai os irmãos, temei a Deus, honrai o rei.

Criados, sede submissos, com todo respeito, aos vossos senhores, não só aos bons e indulgentes, mas também aos severos. Porque é coisa bela tolerar penas, por consideração a Deus, quando se sofre injustamente. Pois que glória há em suportar os golpes quando faltastes? Mas, se praticando o bem suportais o sofrimento, isto é coisa bela diante de Deus. (1 Pedro 2,13-20)

 

6. “Não adianta ensinar nem estudar em seminários”.

As Testemunhas de Jeová criticam o catolicismo e outras denominações cristãs porque estudam o trabalho de outras pessoas. “Nem Jesus nem os apóstolos foram estudar as escrituras. Assim, tampouco nós”.

Comentários

Bem, se esta é sua opinião, recordemos. O mestre não precisa estudar. Mas os estudantes sim. E nós, como estudantes da Sã Doutrina, devemos estudar os trabalhos dados a nós. Tanto na Bíblia como em trabalhos posteriores. Caso contrário, converter-se-iam em trabalhos inúteis. O que seria dos trabalhos científicos se todos tentassem descobrir a mesma coisa uma e outra vez, sem se basear em trabalhos prévios? Teria sido descoberta a cura contra a raiva, e se estaria trabalhando na cura contra o câncer?

É O MESMO ao estudar a Bíblia e outros trabalhos religiosos.

Em sua carta a Timóteo, São Paulo nos diz o seguinte acerca do estudo:

e o que de mim ouviste na presença de muitas testemunhas confia-o a homens fiéis, que sejam capazes, por sua vez, de instruir outros   (2 Tim 2,2)

Ide, pois, e fazei discípulos de todas as nações, batizando-as em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo, e ensinando-as a guardar tudo o que eu vos mandei. E eis que estou convosco todos os dias até o fim do mundo. (Mateus 28,19-20)

Aqui apreciamos que aos apóstolos foi confiado ENSINAR. Creio que isto é suficiente para provar o ensino apostólico. Mas, o que é mais raro, é que as Testemunhas de Jeová SIM PRATICAM o ensino e o estudo. Fazem isto nos chamados ‘Salões do Reino’, onde na maior parte do tempo ensinam suas doutrinas aos novos convertidos, não só a partir da Bíblia, mas dos trabalhos dos fundadores desta seita.

Infelizmente, os estudantes nem sequer têm a oportunidade de analisar objetivamente seus ensinamentos. Apenas são obrigados a aprendê-los. E isto é tão exaustivo que até algumas testemunhas admitem que é um processo ‘aborrecido e tedioso’. Agora, se a Watchtower condena o ensino e o estudo, por que os pratica? Sem sequer dar ao estudante a oportunidade de questionar estes ensinamentos e suas origens?

 

c. A VERDADEIRA história da Watchtower

A história das Testemunhas de Jeová começa com seu fundador: Charles Taze Russell. Nascido em Pittsburgh, Pensilvânia, em 1852. Quando era jovem, deixou a igreja presbiteriana (de crenças calvinistas) e o congregacionalismo, porque acreditou que Deus era bom demais para que houvesse um inferno. Assim, tornou-se agnóstico. Então conheceu os adventistas do sétimo dia, que lhe ensinaram sobre a Bíblia e o fim do mundo. Então começou a ler os trabalhos de William Miller, fundador dos adventistas do sétimo dia, e lhe ensinaram que a segunda vinda de Cristo seria em 1843. Isto foi baseado em Daniel 8,14, que dizia: “depois de 2300 manhãs e tardes, o Templo será purificado.”. Interpretando cada dia como um ano, e contando desde o ano 457 a.C. (o regresso dos judeus da Babilônia), Miller havia concluído que o ano do regresso de Cristo foi 1843.

Obviamente, isto não ocorreu. Mas Russell, que ficou impressionado por isto, decidiu estudar mais a fundo a Bíblia. Em 1875, pensou que Jesus havia regressado à terra espiritualmente. Russell calculou que Cristo regressaria ao mundo em 1914. Com isto, todo o mal do mundo desapareceria, Jerusalém seria libertada do domínio pagão, e todas as religiões, especialmente a Igreja Católica, desapareceriam da face da Terra.

Então decidiu publicar suas ‘descobertas’ em uma publicação periódica chamada “A Sentinela de Sião e Arauto da Presença de Cristo” (1879). Em 1884, fundou a Sociedade Bíblica de Tratados da Torre de Vigia. Com o dinheiro que havia obtido das publicações, comprou muitas propriedades e construiu uma gráfica.

Infelizmente, também decidiu usar outros métodos: vendia curas para o câncer, ‘trigo milagroso’ que cresceu 5 vezes mais do que o trigo comum (na realidade, crescia menos que o trigo comum), e feijões mileniais. Essas farsas o levaram a ser julgado no tribunal.

Ao chegar 1914, nada aconteceu. A Igreja Católica não desapareceu, nem os governos. Em vez disso, começou a Primeira Guerra Mundial. Para sobreviver à vergonha, Russell mudou suas previsões, dizendo que estava falando do regresso espiritual de Cristo, que “passou despercebido”. O sucessor de Russell foi um juiz, Joseph F. Rutherford (que na realidade foi advogado; nomearam-no juiz substituto por um dia). Rutherford usou a pregação com fonógrafos e rádio. Atacava fortemente a Igreja Católica, chamando-a “a prostituta da Babilônia” e com insultos semelhantes.

Depois que Rutherford morreu em uma mansão que ‘havia comprado para os profetas Abraão, Isaac e Jacó, que ressuscitariam’, sucedeu-lhe Nathan H. Knorr, que mudou as técnicas da sociedade. Em vez de usar fonógrafos e rádio, optaram por usar técnicas mais sutis: pregação de porta em porta, que infelizmente tem sido eficaz para ganhar muitos prosélitos.

Autor: Ricardo García