Sem dúvida alguma que muitas das pessoas que abandonaram o catolicismo o fizeram sem ter um conhecimento real da Palavra de Deus e do que é um verdadeiro católico. Muitos dos que eram inimigos declarados da Igreja, ao conhecerem a verdade, regressam à Igreja fundada por Cristo. Há inclusivamente pessoas que, embora tenham nascido noutra Igreja ou nalguma seita religiosa, se integram na nossa fé: surpreendidos pela Verdade com um fundamento na Sagrada Escritura e na História.

Nesta página encontrarás testemunhos de ex-protestantes, nascidos de novo, que regressaram ao caminho que nos deixou Nosso Senhor Jesus Cristo: a Igreja Católica. Irmãos que antes foram Testemunhas de Jeová, Adventistas, Mórmones, Evangélicos, anglicanos, luteranos, pentecostais, Luz do Mundo, Igreja Universal, etc. Irmãos que tinham tido um verdadeiro encontro com Jesus e entregaram completamente a sua vida a Ele e que agora desfrutam do Evangelho completo..  Conhecerás Testemunhos maravilhosos, desde os mais simples até aos mais impactantes, que te fortalecerão na fé. Não deixes de os meditar e recomenda esta página (Defiendetufe.org) aos teus amigos.

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DE EVANGÉLICO PENTECOSTAL A SEMINARISTA CATÓLICO 

Papa Seminaristas

Com ódio no meu coração.

O meu nome é Erich Francisco Picado, sou da Costa Rica, tenho 38 anos e jornalista de profissão.

Aos 16 anos, uma tia minha levou-me à sua seita, denominada Catedral do evangelho  e, passados uns meses, envolvi-me por completo na atividade protestante. Comecei a ler a Bíblia de acordo com os preceitos do pastor; doutrinavam-me velozmente quanto a que o papa é o anticristo; que a igreja católica é a grande meretriz descrita no Apocalipse; que os santos e a virgem eram demónios que serviam a Satanás para usurpar o trono de Deus; que os sacerdotes e as religiosas eram pessoas perversas que enganavam as pessoas e que deviam ser combatidos.

Tudo era mau, o mundo era mau, tudo era pecado, até a minha família, incluindo os meus Pais e os meus irmãos. Os católicos eram inimigos de Cristo porque ainda continuavam metidos no catolicismo.

Cheguei a odiar o meu pai e distanciei-me da minha família e pregava pelas ruas para CONVERTER os pecadores (isto é, todos os que não se reuniam na nossa seita). Repetia-lhes os ataques que aprendi: Que o papa era uma personagem diabólica; que eles eram idólatras porque adoravam imagens; que a igreja católica vivia mergulhada no erro e submetida ao diabo; além de uma enorme gama de disparates que me iam entrando na cabeça pelos líderes religiosos da seita.

Comecei a “abrir os olhos”.

Depois fui para a universidade e comecei a conhecer outra realidade, outro mundo. Inevitavelmente a cultura que recebia ia-me abrindo os olhos pouco a pouco, e comecei a questionar dentro da seita porque não havia, por exemplo, solidariedade com os mais pobres, porque não se lutava pela justiça social, etc. As respostas eram vagas: não pertencemos a este mundo, a pobreza deles é fruto do seu pecado e da sua idolatria.

Apercebi-me posteriormente de que os pastores e os seus filhos recebiam fortes somas de dinheiro, porque vi. cheques emitidos em seu nome.

Depois de muitos anos, afastei-me da seita. Fiquei no ar quanto a estrutura religiosa. Cria em Cristo, em Deus, mas em nenhuma Igreja.

Veio o primeiro “golpe do Espírito Santo”.

Um dia, a ver televisão, observei uma reportagem da Madre Teresa. Ao vê-la fiquei espantado. Disse para mim mesmo: Uma mulher como esta, embora seja freira, não pode fazer isto com os pobres mais pobres a menos que esteja cheia de deus.

Decidi escrever-lhe até Calcutá para a saudar. As missionárias da caridade do meu país disseram-me: Não se iluda muito, porque ela não responde às cartas pois não tem muito tempo….

BASTARAM 4 meses e recebia a resposta. A SANTA VIVA TINHA-ME ESCRITO A MIM, um miserável que odiava a sua Igreja. Deu-me palavras de consolo, animou-me a amar até doer, disse-me que a minha vida valia, que rezasse todas as noites com ela assim: Maria mãe de Jesus dá-me o teu coração, tão cheio de amor e de misericórdia, tão cheio de doçura e de paz, para poder encontrar o teu Filho no Pão da Vida, escondido entre os mais pobres dos pobres….

euuuuu, reeeeeeeeeeeeeezar a Maria:…..Imagine você.

Viria o “segundo golpe do Espírito Santo”.

Convidam-me a participar para uma bolsa. Um curso de 7 meses. Entrego os papéis a um professor universitário que os leva e…acontecem essas coisas que só Deus pode fazer. Concedem-me uma das vagas; quando me entregam a papelada e vejo que era DA IGREJA CATÓLICA, tratava-se de um curso de comunicação pastoral do DECOS, CELAM, em Puebla, México.

Chego a esse país e começo a viver uma experiência arrepiante para mim. Missas todos os dias, estudo da realidade comunicacional dentro da Igreja Católica…

Incrível: Fiz-me amigo de Padres(sacerdotes). Pouco a pouco começo a fazer-lhes perguntas: Porque é que vocês adoram os ídolos? Porque seguem o Papa que é o Anticristo? Porque adoram a Virgem? Onde é que a Bíblia fala da Missa? Onde é que a Bíblia fala da Igreja católica?

Pobres homens…metralhei-os durante três meses.

O seu amoroso ato de amizade, a sua sinceridade, mas principalmente o seu compromisso real e prático com os pobres Acabaram de me derrubar.

Um dia, lendo um livro de A HISTÓRIA DA IGREJA, um deles diz-me: Onde estavam vocês, os protestantes, no século II ou III ou quarto ou quinto….? Não se dá conta de que chamar-se cristão no mundo durante mais de 1000 anos foi chamar-se católico, uma vez que não havia outra Igreja. Não sabe que durante 1500 anos, antes do aparecimento de lutero, para ser cristão era preciso ser católico ou ortodoxo.

ACREDITA O SENHOR QUE DEUS ENVIARIA O SEU AMADO FILHO PARA CONTINUAR A DEIXAR NA ESCURIDÃO DURANTE 1500 anos a humanidade até que aparecesse Lutero? Use a cabeça, disse-me.

Aquilo abalou-me até aos alicerces.

Sem explicação alguma, comecei posteriormente a assistir a uma diminuta capela que havia na universidade…

um amigo meu tinha-me dito que no sacrário, ou seja, a caixinha que está ao lado da vela acesa, aí estava o Senhor Jesus.

Eu, sem crer nem deixar de crer, sozinho e às escondidas, comecei a esgueirar-me todos os dias até à pequena capela, fechava a porta e ficava ali uma hora e dizia ao SenhorA verdade não sei se estás ou não estás mas se estás ajuda-me, dizei-me qual caminho escolher: Ele respondeu-me.

De regresso a Casa

Regreso-a-Casa

Ainda não ia à missa. Foi no dia 3 de novembro que disse a um dos meus amigos sacerdotes: quero voltar à igreja. não sei se terei oportunidade. Para minha surpresa ele disse-me: Olhe, se se vai fazer católico por nós, seus amigos, é melhor ficar como está. Se for por convicção clara, pense nisso um mês e depois falamos.

Passou o mês e disse-lhe: já estou pronto. Quero confessar-me após 18 anos sem o fazer, quero pertencer à igreja fundada por Jesus no Apóstolo Pedro.

De regresso ao México, DF visitei o santuário de nossa senhora de Guadalupe: Que emoção mais intensa senti ao rezar a oração que a madre Teresa me enviara em frente à imagem santa da mãe de Deus no Tepeyac.

Chorei como uma criança enquanto rezava; a todos os irmãos presentes contava o meu regresso à igreja, tão emocionado como uma criança.

Regressei à Costa Rica. Em casa, todos ficaram surpreendidos ao ver-me carregado de rosários e estampas da Virgem. Pedi perdão ao papá e à minha família pelos anos perdidos na fé, vivendo com ódio e no qual deixei de fora o amor.

Seminarista Para a Glória de Deus.

Para poder terminar, dir-vos-ei que deixei o meu trabalho profissional e já tenho 4 anos de ser seminarista. Quero ser sacerdote do Senhor Jesus Cristo, para anunciar a virtude do amor daquele que me chamou do erro para a luz,

Deus é grande, é maravilhoso. que lugar mais formoso é a Igreja Católica, lugar onde reside a Palavra de Deus, a presença de Jesus na Eucaristia e onde se luta pela justiça, pelo amor, pela vida.

IRMÃOS, SOU TÃO FELIZ SENDO CATÓLICO, DEUS VOS ABENÇOE

Erich Picado, Costa Rica

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AGORA CONHEÇO A VERDADE

             O meu nome é Francisco Javier Ixcol, originário de Santa Lucia Utatlan. Quero dar-vos a conhecer o meu testemunho de vida: sou um homem casado, tenho 3 filhos e vou contar o que Jesus Cristo fez comigo e com toda a minha família.

              Estive 8 anos a participar no protestantismo, criticava a Igreja Católica, a que Jesus fundou, e os sacramentos que Jesus deixou instituídos. Tinha muitas ideias erradas a respeito das imagens, dos santos e da Virgem Maria, etc. Eu pensava que os católicos os adoravam , tal como muitos protestantes hoje pensam dessa maneira, e apercebi-me de que há uma grande diferença entre adorar e venerar.

               Sempre com. a minha esposa tínhamos estes problemas porque ela é católica e eu protestante, uma vez que não podíamos partilhar a palavra de Deus. A minha esposa rezava por mim, pedia ao senhor que eu reconhecesse a verdadeira igreja que Jesus fundou, e à Virgem Maria que intercedesse por mim; com o tempo reconheci o erro em que me encontrava; então comecei a ir à Igreja, e lembro-me de que cheguei à paróquia da sagrada família, da capital, Guatemala. Desde então nunca mais voltei para os protestantes, porque me ensinaram biblicamente e historicamente que a Igreja Católica é fundada pessoalmente por Jesus, como o encontramos no Evangelho de são mateus 16,18 e mateus 28,20 .

       Hoje digo aos meus irmãos protestantes que reconheçam o erro em que se encontram. Graças aos missionários tive este conhecimento a respeito da fé autêntica. Aos meus irmãos católicos convido-os a integrarem-se num grupo de pastoral da sua paróquia. Hoje pertenço aos defensores da fé, dando a conhecer a Igreja que Jesus Cristo fundou.  

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DEPOIS DE DEZOITO ANOS REGRESSEI À IGREJA CATÓLICA

    Eu, Gisela Navarrete Rámirez, pertenci à Igreja Anglicana durante 18 anos, onde presidia o sacerdote Leonel Montes no templo de Santa Cruz. Numa visita que os defensores da fé fizeram a minha casa, convidaram-me a participar num curso de protestantismo, que o Sr. Luis Piedra Hernández ministrou durante 2 semanas.

Ali apercebi-me de que Cristo fundou uma só Igreja e prometeu estar com ela todos os dias até ao fim do mundo. Perante esta situação comecei a refletir e regressei à Igreja Católica e desde então continuo a preparar-me para poder ajudar a minha filha, que é testemunha de jeová, e os meus pais, que pertencem a outra seita religiosa.

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DE ADVENTISTA A INDIFERENTE E AGORA DEFENSORA DA FÉ

 

 

Durante algum tempo estive a receber ensino por parte da Igreja Adventista do Sétimo Dia. Depois o pastor visitou-me e comecei a frequentar o seu templo com as minhas filhas.

Até que o meu marido regressou e me proibiu terminantemente que continuasse a frequentar o templo adventista. Durante um ano fiquei sem nenhuma religião, encontrando-me completamente confusa.

Por fim começaram a visitar-me os irmãos Encarnación Calderón e José Trinidad, e foi então que comecei a esclarecer todas as dúvidas que tinha e a encontrar a luz.

Agora dou graças a Deus com o meu marido e as minhas filhas por ter recuperado a fé e a unidade da família. Na realidade, sentimo-nos muito unidos e felizes. Todos os domingos vamos à missa e comungamos com muita devoção.

O que agora quero fazer é isto: preparar-me melhor para me integrar num ministério de defesa da fé e assim poder ajudar outros irmãos a defender a sua fé dos ataques das seitas, que são muito subtis e conseguem confundir muitos.

Peço a Deus que continue a abençoar todos os que estão a lutar para tornar realidade o grande sonho de Cristo: “que todos sejam um só, como tu e eu, ó Pai, somos um só” (Jo 17,21).

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EU FUI TESTEMUNHA DE JEOVÁ

Por Antonio Carrera

Meus queridos leitores: Peço a Deus que nunca tenham de sofrer a desilusão que eu experimentei ao descobrir a falsidade das testemunhas de Jeová. Dou graças a Deus pela sua bondade e misericórdia, já que me salvou de me afundar no ateísmo, como costuma acontecer a quase todos os que abandonam a seita de “A Sentinela”.

A minha desilusão como testemunha de Jeová

 Eu, que vivi na Igreja Católica durante 28 anos, e depois fui inimigo encarniçado dela, voltei ao seio da mesma. Sou católico, e desejo reparar de alguma maneira o dano que fiz, escrevendo para afastar as ovelhas do redil de Cristo, contra os falsos profetas chamados testemunhas de Jeová.

Permaneci 13 anos acorrentado à seita e ocupei nela altos cargos como dirigente. Entre outros, fui membro do Comité da Congregação, superintendente do campo, servo da escola, conferencista em Bilbao, Durango, Munguía, Guernica, Barcelona, Eibar, San Sebastián, Irún, Pamplona, Burgos, Santander… Organizador de assembleias e orador nas mesmas.

Devido ao meu caráter entusiasta e zelo propagandístico a favor das testemunhas, visitei milhares de lares a pregar os falsos ensinamentos da seita e a fazer proselitismo. Praticamente dediquei toda a minha vida, durante os 13 anos com eles, pois só a título de pregação empreguei 3,542 horas, vendi-lhes 570 livros, 580 folhetos e 3,700 revistas. E quantas pessoas terei captado para a seita? Mais poderia acrescentar, mas falta espaço.

Como fazem de alguém uma “testemunha”

O meu caso é parecido com o de milhares de outros que se tornaram testemunhas. Eu vivia a minha existência normal como católico, com a minha esposa e o nosso primeiro filho -hoje temos três, Agustín, Noé e Andrés. Isto aconteceu em 1961, tendo eu 28 anos, a idade das inquietações religiosas. Desse tempo em diante, as testemunhas de Jeová são novidade e notícia em Espanha, e como qualquer coisa nova, atraem a curiosidade, em especial de pessoas simples e carentes de formação religiosa e intelectual.

No anzol de “A Sentinela” “mordem” três classes de pessoas: os muito ignorantes, que são a maioria. Outros que, não o sendo tanto, são pessoas inclinadas para o espiritual, curiosas -como eu- e isto leva-as a experimentar o que é novidade. Os do terceiro grupo, eu chamo-lhes “os barrigudos”, estes são os que entram na Organização à espera de tirar algum benefício.

O primeiro contacto com as “testemunhas” costuma ser deslumbrante. Oferecem-te ingressar num grupo no qual -segundo eles- todas as pessoas são excelentes, bondosas e amorosas no grau máximo. As primeiras visitas às suas reuniões atordoam-te com tanta saudação e amabilidades; mas isto dura pouco tempo: depois ninguém se preocupa contigo, exceto para te vigiar se faltas às reuniões, ou se não sais com frequência a visitar os lares para lhes vender a sua literatura. Oferecem-te a salvação por Deus e viver eternamente nesta terra, transformada num paraíso depois do fim do mundo, que será de um dia para o outro, embora levem 100 anos a anunciá-lo. Então, a terra desfrutará de paz, sem doença nem cemitérios, pois ninguém morrerá. Mas, claro, ninguém poderá salvar-se… à exceção dos que se tornem testemunhas de Jeová.

Desde o princípio enchem-te a casa de livros, folhetos e revistas -cobrando-tos, naturalmente- com as ideias da seita. Um membro da mesma instruir-te-á semanalmente, e já não te largam. A lavagem ao cérebro que te fazem levar-te-á a aceitar o mais disparatado, como deixar morrer um familiar antes de lhe pôr uma transfusão de sangue. Incutem-te ódio contra toda a religião e governo, e isto acarreta-lhes uma infinidade de problemas. Também rompem com amizades e familiares, e isto faz com que se apeguem mais ao grupo e se fanatizem.

Nas cinco horas de reunião semanal, além do que estudes em casa, incutem-te pregar mais e mais, e vender os seus livros, já que o fim do mundo está próximo, e salvar-se-ão apenas os que façam muito trabalho a favor da seita. E para que chegues a acreditar em tudo isto, põem como “isco” a Palavra de Deus, a Bíblia deles, falsificada e mal interpretada.

Isto que a ti, querido leitor, te parecerá infantil e sem razão, tem efeito real em mentes simples. Eu, 13 anos estive acorrentado e escravo desta organização diabólica, sem vontade para ver ou entender outra coisa que não fosse o que emana deles, “ as testemunhas”.

Desmascarando as Testemunhas de Jeová como falsos profetas

Jesus, nosso Senhor e Salvador, já nos advertiu com estas palavras: Acautelai-vos dos falsos profetas, que vêm a vós com vestes de ovelhas, mas por dentro são lobos vorazes. E muitos falsos profetas surgirão e enganarão a muitos. (Mt 7, 15 e 24). Quem podem ser estes profetas falsos e enganadores? Eu provarei que o são os chamados testemunhas de Jeová.

Eles gabam-se de ser isso, profetas (ver A Sentinela 1962/212/ 15). E que são falsos, podemo-lo comprovar lendo, nos seus próprios livros de anos atrás, naqueles em que anunciaram, em nome de Deus, acontecimentos que NÃO se cumpriram. Mas chegam ao cúmulo da presunção ao assegurar que eles, os dirigentes da seita, são iluminados por Deus, e veem a verdade com exata harmonia, que Deus lhes permite entender a verdade (Profecia pág. 199-225) e que as páginas da sua revista A Sentinela estão reveladas por Deus. (As Testemunhas de Jeová no propósito de Deus, pág. 22). E a maior barbaridade dita pelos chefes testemunhas é que não se pode entender a Bíblia se antes não lermos os livros da “Torre” (Ver A Sentinela, Set. 15 de 1910).

Antes de passar a analisar as suas muitas mudanças, erros e incumprimentos das suas profecias, há que advertir que as testemunhas de facto tentam justificar-se. Claro que nunca dizem enganámo-nos, ou o que anunciámos é falso porque não se cumpriu. Não, porque, tendo afirmado que foi Deus quem o revelou, teriam de admitir que é Deus o enganado. Por isso costumam dizer que Deus lhes está a dar cada dia mais luz e entendimento, e que a revelação lhes vem progressivamente. Mas, se raciocinarmos, compreenderemos que uma coisa é revelação progressiva e outra muito distinta é revelação contraditória. Uma coisa é aumento de luz, e outra que nos mudem o foco. Além disso, nenhum profeta usado por Deus teve de retificar por se ter enganado, nem recebeu a luz a prazos.

A segunda vinda de Cristo

Primeiro acreditaram que Cristo tinha voltado em 1874, mas de forma invisível. Depois anunciaram que para 1914 viria em pessoa, CORPORALMENTE. Observem como o disseram em 1899: O Plano Divino das Idades, pág 88, Estudo VI, sob o título: A Volta de Nosso Senhor, o seu objeto, a Restauração de Todas as Coisas. O primeiro subtítulo do capítulo diz assim: O Segundo Advento PESSOAL e Pré-Milenar de Nosso Senhor. A palavra PESSOAL no original aparece em maiúsculas. Como sabemos, Cristo não chegou em 1914. Mas hoje, na sua literatura, ensinam que sim voltou, mas espiritualmente, de forma invisível. Que vos parece? Vocês estão no aeroporto à espera de um familiar e, depois de comprovar que não chegou, alguém pretende fazer-vos crer que sim, que chegou, mas espiritualmente, e que já não o podem ver. A mentira sempre se pretende tapar com outra mentira.

O fim do mundo, quando?

Quando Cristo esteve na terra disse que permanecêssemos vigilantes, precisamente porque ninguém poderá saber quando Ele chegará, e quando será o fim do mundo. Este acontecimento, só conhecido por Deus, as testemunhas profetizaram-no para várias datas e, naturalmente, em todas falharam. Deram 1799, 1874, 1914, 1915, 1918, 1925, 1975.

A queda do Papado ocorrerá em 1914

Em Estudo das Escrituras, de 1889, segunda série, página 356, profetizaram: a extinção total desta hierarquia falsa -o Papado- próxima do término do Dia da Ira… que terminará… com o ano de 1914. Como vemos, o Papado continua de pé, e os profetas de A Sentinela falharam.

Ressuscitarão os Patriarcas em 1925

Este é mais um dos erros crassos destes falsos profetas. Em A Sentinela de 1954, pág. 251/33 dizem assim: Nós, os do restante, costumávamos pensar que antes, ou no Armagedão, seria necessário que Jeová-Deus levantasse de entre os mortos a grande nuvem de testemunhas dos tempos antigos, os príncipes (calculando que seriam apenas 70 no total) para fortalecer os do restante.

Também no livro Milhões que agora vivem jamais morrerão, págs. 88-89 e 90-97, disseram: Abraão, Isaac e Jacob e os fiéis ressuscitarão… podemos supor confiadamente que 1925 marcará o regresso de Abraão, Isaac e Jacob, e dos fiéis profetas de outrora.

A tal ponto acreditaram nisto, que construíram uma bela mansão para alojar os patriarcas ressuscitados, não na Palestina, onde morreram, mas na Califórnia (EUA). O custo foi de aproximadamente 50.000.000 de pesetas atuais. Este tema trato-o no meu livro A fraude do fim do mundo.

Os Judeus nunca voltariam a ser nação na Palestina

Desde 1879 até 1912 ensinaram como verdade de Deus que os judeus de facto regressariam à Palestina, e que isto seria mais uma das provas do fim do mundo. Desde 1932, e usando sempre Deus como o revelador destas “verdades” ou “profecias”, ensinam que não, que os judeus não seriam nação na Palestina. A profecia resultou falsa, já que os judeus estão de facto na Palestina, e são de facto nação, e muito poderosa.

Fim do mundo para 1975

O dar datas parece constituir nas testemunhas uma doença. Por isso, desde 1967, começaram a lançar mais uma nova data para o fim do mundo ou, como agora dizem, fim do sistema de coisas.

Asseguraram que na década 1970-1980, sem falta, viria o novo mundo, e Deus destruiria todos os iníquos desta terra. Mais ainda, esperavam este acontecimento para meados da década de setenta, precisamente para 1975. Vejamos como o dizem no seu livro Vida eterna na “Liberdade dos filhos de Deus”, página 29: Segundo esta cronologia bíblica fidedigna (a das testemunhas), 6.000 anos desde a criação do homem terminarão em 1975, e o sétimo período de mil anos da história humana começará no outono de 1975 E.C..

Aqui temos que, se o milénio tinha de começar em 1975, antes tinha de ter chegado o fim. Assim se lê no seu livro: Certifique-se…. pág. 443: Reinado de mil anos de Cristo, precedido pela destruição de todos os Iníquos da terra. E na revista Despertai!, de 22 de abril de 1972, pág. 26, dizem:… em meados dos anos setenta há uma comovente esperança de um magnífico alívio. Justamente 1975.

O dito e mais qualifica as testemunhas de Jeová como falsos profetas.

Como descobri a falsidade e saí da seita

A Divina Providência tem caminhos que nós, humanos, não podemos conhecer. E darei sempre graças a Deus por ter descoberto o engano e por me ter libertado de tal atadura. Depois de estar 13 anos na posse do que eu, na minha cegueira, julgava ser um diamante valioso -a “verdade” das testemunhas de Jeová- dei-lhe uma martelada, e zás!… falso! Que desilusão! e que dolorosa foi esta experiência! Fiquei vazio espiritualmente, e estive 4 meses doente. Entre os que viram o engano e abandonaram a seita comigo, estão a minha esposa e filhos, o meu irmão Abel, com a sua família, e outros.

Sucedeu assim: tive uma conversa amistosa com uma testemunha de muitos anos na seita, e criticou os ensinamentos da mesma. Disse-me que, se eu pudesse ler livros antigos da Organização, que já não editam, poderia comprovar uma multidão de mudanças e erros nos seus ensinamentos, os quais, segundo eles, estão inspirados por Deus. Isto pôs-me em graves dúvidas, dúvidas que se confirmaram ao examinar por mim mesmo sete livros antigos, do ano de 1918, que por acaso caíram nas minhas mãos.

Já decidido a cortar com as testemunhas , quis comunicar a minha descoberta e as razões para as deixar, mas não me deixaram falar. E sem me conceder uma oportunidade para me retratar, expulsaram-me, acusando-me falsamente de sectarismo. Proibiram todos os membros de me falar, com a ameaça de serem eles também expulsos. De facto já excomungaram dois pelo simples facto de me falarem.

Agora sou católico e dou graças a Deus por conhecer e viver na verdade.

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DE UM CRISTO PARTIDO A UM CRISTO COMPLETO

 Sou de Bethania, Tuxtepec, Oax,. Ao princípio conheci um Cristo partido e a esse aceitei, depois as coisas mudaram.

Selo da Besta

          As minhas amigas na escola emprestavam-me as suas cassetes de cânticos e pregação protestante.

       Continuamente, todos os domingos ia à escola dominical do templo pentecostal e à tarde ao culto. Gostava muito da sua forma de cantar, dos seus filmes, mas dava-me medo a frequente pregação de que todo aquele que não fosse cristão ia ser selado com o selo da besta. Pois bem, o medo de ser selada fazia-me permanecer dentro dela.

       A minha mãe ainda conservava a sua fé católica e, ao ver a minha entrega na religião pentecostal, já não me deu permissão de continuar a assistir. Demorei algum tempo sem praticar nenhuma religião, até que me começou a visitar a minha outra amiga, que era testemunha de Jeová.

Paraíso Terrestre

      Cada vez que ia, levava-me livros e revistas muito bonitas, ilustradas a cores.

       Lembro-me de que o primeiro livro foi “você pode viver para sempre no paraíso na terra”, acrescentando que eles nunca morriam.

       Por essa altura eles ainda eram poucos na minha aldeia e, na realidade, nenhum deles tinha morrido; pelo que acreditei ainda mais e aceitei estudar com eles.

       Com o passar do tempo, segundo eu, já tinha descoberto a verdade, e estava convencida de que era a verdadeira religião. Pelo que comecei a insistir com a minha cunhada para que estudássemos juntas e consegui-o. Comprámos a literatura e juntas a estudámos.

Única Igreja de Cristo

       Mas um dia chegou à minha aldeia um jovem missionário. Por essa altura já havia na minha aldeia uma capela católica, e eu fui por pura curiosidade para escutar o que ele dizia.

       Ofereceu-me um livro e pus-me a comparar os ensinamentos dos meus livros e desse livro. Achei-o muito interessante e continuei a assistir para escutar os temas que nos deu durante três dias. Muitas coisas começaram a mudar.

        Ao terminar, convidou-me para outro curso em San Andrés Tuxtla, Ver., ao qual fui e fiquei. Agora estou a prestar os meus serviços à Igreja católica durante dois anos a tempo inteiro. De um Cristo partido passei a ter um Cristo Completo.

        Embora me tenha sido muito difícil voltar a crer na doutrina da Igreja católica, com um pouco de boa vontade estou a consegui-lo, porque estou realmente convencida de que Cristo deixou apenas uma igreja, a Católica, na qual devo permanecer para sempre.

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Do erro ao Louvor 

       Sou Margarita Selli Reyes, da comunidade de Apixita, Município de San Andrés Tuxtla,Ver., pertenço à Diaconia de Tilapa. Fui testemunha de jeová durante dois anos e pude descobrir que estes irmãos são muito egoístas.

Quando algo lhes parecia mal na minha família, deixavam de me falar. Eu era apenas um agente, mas já me estavam a treinar para que saísse a pregar. Por isso, só cooperava com a minha carrinha, para levar as pessoas a outras aldeias. De oito em oito dias tinha de comprar duas sentinelas.

Toda a minha família pertencemos a essa seita. Eu desejo que os irmãos que pertencem a esta seita saiam, que já não se continuem a enganar, e aconselho-os a que se preparem bem, e que não continuem a enganar os demais.

Com tanto gosto desejo que alguém mais preparado do que eu fosse falar com os meus pais, e que possam entender que estão num erro.

       Agora luto por formar um coro na Igreja Católica e com gosto dou o meu serviço no louvor.

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NASCI NA IGREJA EVANGÉLICA

       Nasci na Igreja Evangélica Pentecostal. Agora a minha vida mudou por completo e Pertenço Ao Movimento “Defesa Da Fé”.

       Era a chamada Igreja evangélica Pentecostes Independente onde eu cresci. Aos quarenta anos apercebi-me de que estava num erro e, por isso, de que a seita à qual eu pertencia foi fundada por Valente Aponte González em 1930; por isso regressei à Igreja Católica com toda a minha família e agora já recebemos os sacramentos.

      Entreguei-me ao movimento defesa da fé , e cada dia sinto-me orgulhoso e convencido de estar na única Igreja fundada por cristo há 2000 anos. Espero que o meu testemunho sirva, para que muitos irmãos separados se reintegrem na igreja católica. Obrigado pela labor que está a desempenhar a favor dos católicos

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TESTEMUNHA DE JEOVÁ DURANTE 20 ANOS 

       Estou muito contente por ter regressado e conhecido a Igreja verdadeira de Cristo. O meu nome é Maria Isabel González Blancas, da Diocese de Atlacomulco, Edo. de México. Durante 20, anos fui testemunha de Jeová. E agora sou Católica. Por meio da irmã Guadalupe. Martínez Alcantara conheci o Movimento Defensores da Fé ; ela ministrou vários cursos de capacitação por onde eu vivia.

        Foi então que ouvi falar de uma só Igreja fundada por Jesus Cristo, os temas que se ministravam interessaram-me imenso, comecei a investigar, por conta própria; no decorrer do ano fiquei convencida de que a Igreja Católica é a única fundada por Cristo, por isso regressei a ela e recebi todos os sacramentos no dia 11 de junho de 1994. Agora estou muito contente na Igreja e por ter renunciado às doutrinas falsas das Testemunhas de Jeová.

        Por isso, ajudarei os meus irmãos sinceros nascidos Testemunhas de Jeová e também os que não o foram, mas que ainda vivem na ignorância, pela qual as seitas facilmente os enganam e lhes ensinam a odiar especialmente os católicos.

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Do mormonismo ao Cristianismo

Mórmon sem saber porquê.-

         Nasci dividida entre duas crenças: por parte da família do meu pai são católicos e por parte da minha mãe, mórmones. Eles, durante muitos anos, não estiveram casados pela Igreja, já que lhes tinha sido ordenado, por parte da minha avó materna, que tinham de contrair matrimónio apenas pela seita mórmon para ela poder dar o seu consentimento, o que eles não aceitaram, e a sua união foi apenas civil. Quando nascemos, primeiro eu e depois a minha irmã mais nova, nunca recebemos o batismo.

          Principalmente eu (que sempre tinha sido muito curiosa) ia um domingo à paróquia com a minha avó paterna e outro domingo à seita mórmon e, sendo criança, observava grandes diferenças quanto à celebração, o tempo de duração, o que faziam, como se vestiam e comportavam… enfim. Com 8 anos de idade foram uns missionários mórmones a minha casa (embora eu não soubesse sequer quem eram) e perguntaram-me se queria batizar-me; eu, muito contente, aceitei, pensando que ia passar pelo ritual da santa Igreja católica, mas enganei-me e começaram a dar-me a minha preparação sobre quem fundou a “igreja verdadeira” segundo eles, até que chegou o tempo do meu batismo.

Fazendo crescer o mormonismo.-

          Cabe dizer que a minha avó materna estava mais que contente e feliz, já que eu era a primeira dos seus netos que encontrava a “verdade”. Posso dizer-vos que foram muito poucas as ocasiões em que assisti com a minha família todos os domingos às celebrações, porque me parecia injusto que uma criança ficasse sem ver o seu programa preferido, além de que eu não entendia nada do que me diziam. Passaram os anos e foi dos 14 aos 16 anos que atravessei uma época muito intensa dentro da seita, já que me dei à tarefa de confundir cristãos, fazendo-os duvidar da sua fé; embora na realidade eu não acreditasse muito na minha, mas era uma grande satisfação sentir que eu tinha o poder de convencimento para os converter ao mormonismo, já que era isso o que me incutiam e eu pensava e acreditava que assim tinha de ser.

Descobrindo Jesus Cristo e a fé verdadeira

        Mas Deus tinha-me preparado uma surpresa e enviou-me uma fortíssima mensagem através da senhora que é hoje em dia a minha madrinha de batismo; comparando as nossas Bíblias vi uma grande diferença de citações e a falta de livros canónicos, e a minha arma favorita era o livro de mórmon, mas, como ela dizia: não sou uma pessoa instruída nem na fé nem na escola, mas o que sei é que esse livro que tu trazes não é verdadeiro. A partir daí nasceu em mim a inquietação de perguntar à hierarquia da seita porque me diziam que estou errada; houve um breve período em que o conseguiram, mas despertei novamente e comecei a informar-me, a ler, a procurar e, mais do que tudo, a observar.

         O facto de me dizerem que, quando tivesse idade para casar, teria de ficar com um ex-missionário, fez-me pensar que eles estavam a dirigir a minha vida, o que eu não permito nem permitirei jamais. Um belo dia a minha madrinha convidou-me para uma oração de senhoras e era o tempo da Ressurreição, do qual eu não tinha a mínima ideia do que se tratava, já que eu sempre pensei que Jesus estava morto; as senhoras explicaram-me muito amavelmente o que era e fizeram uma oração por mim… Jamais tinha sentido até esse momento tanta paz na minha vida. Desde esse dia senti-me com mais força para poder falar de frente ao meu dirigente de seminário e dizer-lhe que já nunca mais voltaria a ir com eles, o que lhe causou muitíssima tristeza. Os meus pais com muito gosto aceitaram a minha decisão e respeitaram-me em todos os momentos.

Sinto-me feliz a servir a Deus na Igreja que Ele fundou.

          Em vão os mórmones tentaram fazer-me mudar de opinião, já que foram várias vezes a minha casa com a intenção de me fazer regressar, coisa que jamais conseguiram. Já para finalizar, comento-vos que no ano seguinte batizei-me e fiz a minha Primeira Comunhão por obra e graça de Deus no dia de Santa Maria Goretti na capelinha que leva o seu nome e, no ano seguinte, em janeiro, recebi a minha confirmação; uns anos depois a minha irmã mais nova batizou-se na mesma capelinha e há um ano finalmente os meus pais receberam o sagrado sacramento do matrimónio ao completarem 25 anos de casados. Partilho convosco com muitíssimo gosto esta experiência da minha vida, a qual me faz sentir feliz porque ainda nestes dias e com 25 anos de vida, sirvo a Deus num grupo paroquial para ajudar na construção do Seu Reino aqui na terra.

Deus vos guarde e a Virgem Santíssima vos proteja, a vossa irmã em Cristo e Maria:

Rut N. González

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Soldado iraquiano abraça a vida monástica

«O Senhor disse-me: “Vem e segue-me”»

NÍNIVE, 19 outubro 2003 (ZENIT).- «O Senhor fez grandes coisas em mim: foi o meu consolador e o meu refúgio», reconhece um ex-soldado iraquiano de Nínive que, depois de abandonar uma vida dedicada à guerra, ingressou num mosteiro Caldeu.

Pelo seu interesse, reproduzimos em seguida o testemunho oferecido pelo religioso –que pediu para permanecer no anonimato–, publicado na passada segunda-feira pela Agência da Congregação vaticana para a Evangelização dos Povos (Fides).

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Venho de uma família cristã. Em 1984 era soldado do exército iraquiano. Combati na guerra contra o Irão militando durante quase quatro anos no exército. Combati também contra os curdos e, entre outras adversidades, fui feito prisioneiro: um grupo de guerrilheiros curdos capturou-me e permaneci três meses na montanha a sofrer cruéis torturas. Libertaram-me porque a minha família pagou como resgate 10.000 dinares.

A vida militar no exército de Saddam esgotou-me e fugi, pelo que me tornei um desertor. A polícia capturou-me e um tribunal militar condenou-me à prisão por deserção.

Naquele período descobri a oração como verdadeiro alimento espiritual. Vivi esta crise com muita dor e sofrimento no corpo e na alma. Mas o Senhor estava sempre comigo e nunca me deixou, porque quem tem fé no Senhor nunca deve ter medo e encontra a paz e a alegria apesar das situações de angústia.

Diz o salmo: «Fui jovem e já sou velho, nunca vi o justo abandonado, nem a sua descendência a mendigar o pão» (Sal 37, 25).

Comecei a interrogar-me sobre o verdadeiro sentido da vida e sobre os verdadeiros valores, perguntando-me onde e quando poderia encontrar o caminho adequado da minha existência no mundo. Que caminho deverei seguir para chegar à verdadeira felicidade?

Às perguntas sobre mim mesmo acrescentavam-se outras interrogações: porque há guerras, injustiças e ódio no mundo? Porque não pode a humanidade viver em paz? Naquele momento de angústia, ouvi uma voz forte dentro de mim que me chamava: «Vem e segue-me, encontrarás o verdadeiro sentido da tua vida». «Eu sou o Caminho, a Verdade e a Vida» (Jo 14, 6).

Em 1988 terminou a guerra e segui um curso de estudos na Universidade da minha cidade, Nínive. Continuava a frequentar a Igreja e a pedir a Deus que confirmasse a minha vocação.

Em 1991 começou a Guerra do Golfo e a situação da maioria das pessoas piorava de dia para dia. Muitas famílias emigravam do Iraque. Também eu teria querido juntar-me à diáspora.

Em 1993 inscrevi-me num curso de Teologia e senti no mais profundo do meu coração como é doce e boa a Palavra de Deus. A consciência da vocação tornou-se mais forte e então respondi ao chamamento do Senhor. É o Senhor quem chama e é Ele quem dá o primeiro passo em direção ao homem.

Depois de um intenso período de oração, em 1995 deixei a minha família e a minha cidade para seguir o Senhor e entrei no convento dos Monges Caldeus que se encontra em Bagdad.

Fonte:  Defiendetufe.org