História
Nos Estados Unidos, nas décadas de 1830 e 1840, um batista, William Miller, pensou ter encontrado a chave para entender as profecias sobre o fim do mundo nos livros do profeta Daniel e do Apocalipse. Ele acreditou que a segunda vinda de Jesus ocorreria em 1843. Obviamente se enganou, e seus seguidores ficaram decepcionados.
Um dia depois da grande decepção, Hiram Edson, fervoroso discípulo de Miller, teve uma revelação na qual entendeu que Miller não estava errado quanto à data, mas quanto ao lugar. Disse que Cristo havia entrado no dia anterior no santuário celestial, e não no terrestre, para realizar nele uma obra de purificação. Desde então (1844), Jesus está oferecendo seu sangue ao Pai pelos crentes. Outro membro do grupo, Joseph Bates, observava o sábado em vez do domingo como dia de descanso.
No grupo que começava a unir-se a Edson havia uma jovem vidente chamada Ellen G. White. Ela assegurava possuir o espírito de profecia.
É importante notar que, embora tenham rejeitado (por razões óbvias) a crença de Miller de que Jesus chegaria em 1843, os adventistas continuam com a mesma cronologia baseada no livro de Daniel e em outros textos interpretados arbitrariamente. Como as testemunhas de Jeová, Ellen White tentou interpretar alguns acontecimentos históricos dos séculos XVIII e XIX segundo as profecias de Daniel.
Desde o começo da igreja sabatista, o trabalho literário e o sistema de VENDER SEUS LIVROS tiveram parte importante no crescimento do grupo. Eles possuem quase 50 casas publicadoras em mais de 220 idiomas.
Doutrina
Esse grupo de pessoas pensa que o mandamento de guardar o dia do Senhor significa guardar o sábado e não o domingo. É um mandamento que nunca muda, dizem eles.
A Igreja Católica, então, por ter mudado para o domingo, é a prostituta, a grande Babilônia. A “marca da besta” mencionada em Ap 13,16-17 seria esta mudança.
A igreja papal nega a Bíblia ao povo (White, I, 389)(1).
As primeiras pretensões arrogantes do papado foram feitas em favor do domingo (White, V, 500).
Durante a dispensação cristã, o grande inimigo da felicidade do homem fez do sábado do quarto mandamento objeto de ataques especiais. Satanás diz: Agirei de forma contrária aos propósitos de Deus… Por meio de meu vice-regente, o Papa, exaltarei a mim mesmo. O primeiro dia, domingo, será exaltado… Desta maneira o mundo chegará a ser meu. Serei governante da terra, príncipe do mundo. Dominarei de tal modo os ânimos que estiverem sob meu poder que o sábado de Deus será objeto especial de desprezo (White, II, pp. 136-137).
O sábado será a grande pedra de toque da lealdade… Quando esta pedra de toque for finalmente aplicada aos homens, então será traçada a linha de demarcação entre os que servem a Deus e os que não o servem (White, V, 663).
Imortalidade condicionada
Outra crença afirma que o homem não é um corpo com uma alma dentro; mas que é uma alma vivente. Isto é, quando o homem morre, já não existe mais; sua alma não está no céu (nem em outro lugar). O juízo final começou em 1844. No dia da Ressurreição, Deus recriará os justos para levá-los ao céu. Ficarão ali por mil anos. Depois, o diabo será solto e os maus ressuscitarão. Jesus destruirá o diabo e seus seguidores pelo fogo. Os justos — a Nova Jerusalém — descerão do céu para viver eternamente na terra. Os maus não receberão uma existência, mas serão aniquilados. É uma imortalidade condicional. Só os bons a recebem. Os adventistas confundem destruição com aniquilação, algo contrário à palavra que a Bíblia usa em grego. Os textos bíblicos de Mt 8,11-12 e 10,28; Jo 3,36; 2 Ts 1,9; Ap 14,9-11 refutam o ensino da aniquilação eterna. Os adventistas mudaram a numeração dos Dez Mandamentos. Por isso, a um católico NÃO INSTRUÍDO dá a aparência de que a Igreja Católica os mudou.
A Antiga Aliança
Os adventistas creem que as proibições alimentares da Antiga Aliança continuam como lei de Deus hoje; por isso proíbem comer carne de porco, mariscos e sangue, observam o sábado e promovem o dízimo. Não são consistentes em sua obediência às leis do Antigo Testamento. Por exemplo, não praticam a Páscoa, que era uma lei de igual importância à do sábado.
A Igreja Adventista do Sétimo Dia é uma das poucas igrejas e grupos sectários que praticam um tipo de lava-pés. Os adventistas creem que O ARCANJO MIGUEL ERA JESUS em forma de anjo. Eles — ao contrário das testemunhas de Jeová — creem que Jesus é Deus, que faz parte da Trindade.
A revista mensal em espanhol da igreja Adventista chama-se Enfoque de los Tiempos.
Como no caso de outros grupos sectários, temos que enfraquecer a confiança em sua religião para que os adeptos possam voltar à Bíblia com mais objetividade. Isto se consegue mostrando-lhes algumas razões importantes para não confiar em Ellen White. Mais adiante encontraremos exemplos de algumas coisas que põem em dúvida suas pretensões de ser profeta de Deus.
Uma dizimolatria?
Algo com o qual os adventistas são quase fanáticos: o dízimo, entendido como 10% da renda salarial, apegando-se demasiadamente a alguns textos do Antigo Testamento que não se aplicam desde o Novo.
Na entrada do templo adventista na colônia San Rafael (México, D.F.) encontramos envelopes para depositar o dinheiro correspondente ao dízimo. O sabatista anota o dízimo para pagar as Primícias, mais o orçamento combinado. Depois vêm seu nome, a assinatura do tesoureiro da igreja e a assinatura do auditor. Que controle tão rigoroso mantêm! Em um envelope encontrado em um templo adventista na Guatemala, além de apontar o dízimo normal, diz que a Igreja sugere doar “outros dez por cento”!
A lei dos dízimos e das ofertas seja ainda mais urgentemente necessária hoje do que sob a economia hebraica (White, Tomo I, 568).
Até os dízimos atrasados: Muitas pessoas durante longo tempo não trataram honestamente com Deus. Ao não separar o dízimo cada semana, deixaram que ele se acumulasse até constituir uma soma volumosa, e agora resistem a pagá-lo. Conservam esses dízimos atrasados… são propriedade de Deus (Conselhos, p. 101).
Um irmão… disse-me: Alegro-me de tê-la ouvido falar acerca do dízimo. Não sabia que fosse uma coisa tão importante. Não continuarei negligenciando-o. E então começou a calcular a quantidade de dízimo que devia durante os últimos anos, e disse que o pagaria com tanta rapidez quanto pudesse, porque não queria que o pecado de haver roubado a Deus, registrado nos livros do céu, o enfrentasse no juízo (Conselhos, p. 102).
Deus nunca aceitará em lugar do dízimo a oração feita com frequência e fervor. A oração não pagará nossas dívidas a Deus (Conselhos, p. 104).
Ellen White
Segundo o ensino oficial dos Adventistas do Sétimo Dia publicado na revista oficial The Adventist Review, Ellen White É A CHAVE para o entendimento correto da Bíblia:
Hoje as pessoas dizem: somente a Bíblia, mas isto engana. A Bíblia deve ser interpretada pela profeta de Deus Ellen White (The Adventist Review, 24 de junho de 1982, pág. 15, sob o título All Things Through Christ –Todas as Coisas por Meio de Cristo-).
Ellen White é a intérprete infalível da Bíblia e a corte final de apelação para o povo de Deus (The Adventist Review, 3 de junho de 1971, pp. 4-6, no artigo intitulado: Source of Final Appeal (A Fonte de Apelação Final). Veja também o livro: The Mark of the Beast, A Marca da Besta, por G. A. Irwin, 1926, p. 1).
Ellen White fez algumas profecias que se cumpriram e outras que estão aguardando seu cumprimento (Seventh-Day Adventist, a Biblical Exposition of 27 Fundamental Doctrines pela Conferência Geral dos Adventistas, Associação Ministerial, Washington, D.C.). “O Senhor lhe deu conselhos sobre saúde, educação, vida familiar, dieta, medicina e evangelização…” (p. 226). Seu papel principal era guiar o entendimento da Bíblia e confirmar as conclusões derivadas do estudo bíblico (p. 227).
A Associação (Conferência) Geral, sede mundial dos adventistas em Washington, D.C., diz que: devemos examinar e comprovar todas as suas palavras para verificar se era ou não profetisa de Deus (p. 228).
O livro de Ellen White, Conselhos sobre mordomia cristã: É um amplo conjunto de instruções… procedentes do espírito de profecia…(Conselhos, p. 5).
Os editores, sob direção oficial, falam dos cinco tomos mencionados: Dizem do tomo IV que é um livro inspirado (White, IV, 6). Sobre o primeiro tomo dizem que a obra lança luz. No tomo V eles chamam Ellen White de profeta. Pelo menos que este autor saiba, o adventismo não foi contra nenhum ensino de Ellen.
Por definição, um profeta fala as palavras de Deus, a menos que seja um falso profeta.
Ela se via como profetisa:
O Senhor me falou a respeito do pagamento dos dízimos… Ele disse: Trazei todos os dízimos… Muito recentemente me foi dada luz direta da parte do Senhor… (Conselhos, p. 88).
Foi-me dada uma mensagem clara e bem definida para nosso povo (Conselhos, p. 107).
Foi-me mostrado que o anjo registrador anota fielmente… (Conselhos, p. 206).
Em uma visão noturna Deus me instruiu para que dissesse ao seu povo...(Conselhos, p. 256). Em uma visão noturna há pouco… (p. 295).
Sabemos que um profeta é falso se tem a presunção de falar em nome de Deus e AS COISAS NÃO ACONTECEM, como diz (Dt 18,20-22).
Provas contra ela:
Se o adventista lhe disser que o seguinte não deve ser tomado como revelação, podemos perguntar-lhe como então podemos distinguir entre as obras de White que são reveladas e as que não o são.
-Ellen White, citando Apocalipse 12,17, disse: Alguns dos que vivem hoje na terra verão cumprir-se estas palavras (White, II, 444). Existem adventistas com mais de 130 anos para que essa profecia possa cumprir-se?
-Outra falsa profecia: A fim de obter popularidade e apoio, os legisladores cederão à exigência das leis dominicais (White, II, 444). E outra: Nos movimentos que atualmente se realizam nos Estados Unidos da América do Norte para assegurar o apoio do Estado às instituições e práticas da igreja, os protestantes estão seguindo as pegadas dos papistas. Mais ainda, estão abrindo a porta para que o papado recupere na América protestante a supremacia que perdeu no Velho Mundo. E o que dá mais significado a isto … é impor a observância do domingo (White, V, 630. Veja também III, 778). Mas o fato atual é exatamente o contrário. A ideia de que o domingo é um dia sagrado vem diminuindo. Quase ninguém nos EUA o separa como dia especial, exceto como dia de descanso em alguns setores, e não por motivos religiosos. E mesmo isso está desaparecendo por razões econômicas. Tampouco o Papa está recuperando seu poder nos EUA com a observância do domingo, como profetizou Ellen.
-Está-se aproximando rapidamente o momento em que acabará a tolerância de Deus… Está muito perto o momento… O Espírito Santo está-se retirando… em breve há de estourar… em breve hão de suceder… A hora do juízo chegou… Nestas horas finais… estamos a ponto de ver o cumprimento… em breve aparecerá nosso Salvador… Em breve a batalha terá terminado e a vitória terá sido ganha (White,II, págs. 206,207,461,528,540). Irmã Ellen, ainda estamos esperando!
-Em um apelo feito pela Sra. White da Europa, em 1886 ela escreveu: Dentro de pouco os vivos e os mortos serão julgados… (Conselhos, 43).
-Em 1889, Ellen escreveu: Só um pouquinho mais de tempo antes que Jesus venha… (Conselhos, p. 365). E muitos acreditaram nela: Há homens e mulheres pobres que me escrevem pedindo conselho quanto a se devem vender suas casas e dar o dinheiro à causa… Agora é quando nossos irmãos deveriam estar reduzindo suas propriedades em vez de aumentá-las. Estamos por nos trasladar a uma pátria melhor, a saber, a celestial… Em breve será proclamado o decreto que proibirá comprar ou vender a quem tiver a marca da besta…. No tempo de angústia, de nada valerão aos santos as casas nem as terras… (Conselhos, p. 63). Pobres adventistas!
-Ela disse em 1856 que as pessoas veriam as últimas sete pragas e que os vivos veriam a segunda vinda de Jesus. (Testimonies, Vol. 1, Pacific Press Publishing Asoc., 1948, p. 131-132.).
-Em 1844 disse aos adventistas que não tivessem filhos e que o esposo não vivesse com sua esposa porque Cristo vinha em breve. Isso causou muitos divórcios. (White Estate Manuscrito No. 34, 1885).
Recordamos o que diz Dt 18,20-22 sobre os falsos profetas. Ellen cabe perfeitamente dentro desta categoria. Falou em nome de Deus e profetizou algo que não aconteceu.
Em outubro desse mesmo ano (1844), ela ensinou, segundo uma visão que havia tido, que o céu estava fechado e que ninguém mais podia aceitar Cristo nem entrar no céu até que Cristo viesse de novo. De fato, ela também teve uma visão na qual lhe foi revelado que era inútil orar por outra pessoa para ajudá-la depois que Cristo tivesse fechado o céu.
Há adventistas que negam que ela tenha dito o anterior. Outros adventistas admitem que o disse, mas acrescentam que foi mal interpretada. Mas não há dúvida de que ela o disse. A Bíblia condena um profeta porque interpreta suas próprias visões: nenhuma profecia da Escritura é de interpretação particular (2 Pe 1,20). Mas Ellen interpretou suas “revelações”. E se o adventista raciocina que suas profecias não eram profecias bíblicas, então são completamente falsas.Em contradição com a Bíblia
Um profeta não contradiz a Bíblia. Esta regra bíblica foi confirmada até pela Conferência Geral dos adventistas (págs. 224-225).
-Ellen White disse que o sangue de Cristo NÃO APAGA nossos pecados: (White, I, 371-372). Mas a Bíblia diz que o sangue de Cristo nos limpa e apaga tudo em 1 Jo 1,7, Ap 5,9; Mt 26,28, Ef 1,7; 2,13; Rm 5,9; Cl 1,20, etc.
-Ela disse que o resgate de Deus não foi cumprido na cruz. No novo pacto, os pecados dos que se arrependem são postos pela fé sobre Cristo e transferidos, de fato, ao santuário celestial… a purificação real do celestial deve efetuar-se tirando ou apagando os pecados registrados no céu. Mas antes que isto possa cumprir-se devem examinar-se os registros para determinar quem… tem direito aos benefícios da expiação realizada por ele… Em 1844, Cristo entrou então no lugar santíssimo do santuário celestial para cumprir a obra final da expiação… Quando Cristo, em virtude de seu próprio sangue, tirar do santuário celestial os pecados de seu povo ao fim de seu ministério… (White, V, 474-475) Cristo demorou 18 séculos para começar a obra expiatória da cruz! A obra do juízo que começou em 1844 deve prosseguir até que sejam julgadas as causas de todos os homens, tanto dos vivos como dos mortos (White, V, 488-89. Ênfase minha)(2). (“Enfoque”, outubro de 1988, p. 17).
Contradiz a Bíblia em Rm 5,10-11; Ef 1,7; Cl 1,14; Hb 9,12-15. A crença de que Cristo se trasladou de um lugar no céu a outro contradiz At 2,32-36; 1 Cor 15,25-27; Ef 1,26-27; Hb 8,1.
A Bíblia ensina que Jesus penetrou no santuário celestial ao subir ao céu, e não no ano de 1844 (Hb 6,19-20; 8,1-2 e 9,23-26). A expiação não é contínua, mas uma vez (Hb 10,10-14; 9,11-12).
“Muitos chegaram a negar doutrinas que são as próprias colunas da fé cristã… A queda; a expiação…” (White, II, 461). Exatamente, Ellen!
Ellen escreveu que o Senhor não nos ama se pecamos. Deus ama somente as crianças boas. Ele não ama as crianças más (Carta de Ellen White a seu filho Willie, 14 de março de 1860).
-O Espírito de Deus está-se retirando da terra (White, III, 590). Como pode ser isto se o Espírito Santo é o espírito de Jesus Cristo e seu representante na terra? Cristo disse que estaria conosco todos os dias até o fim do mundo (Mt 28,20).
“Os que se afastam do claro ensino das Escrituras… estão convidando o domínio dos demônios” (White, III, 223). Que mais dizer!
As pessoas que desejam sinceramente fazer o que é correto são levadas a examinar diligentemente as Escrituras… comparar com a Palavra de Deus as mensagens que lhes são dadas… Os que buscam sinceramente a verdade farão uma investigação cuidadosa, à luz da Palavra de Deus, das doutrinas que lhes são apresentadas (White, IV,188-189). Muito bem! Adiante, irmão(ã) adventista!As mentiras da profetisa
Os profetas têm normas éticas e morais. Embora fracassem (como o rei Davi), Deus os corrige. Não foi assim com Ellen White.
-Muitíssimos de seus escritos são CÓPIAS de outros livros. A Conferência Geral admite que 50% do Tomo V, O Conflito dos Séculos, foi plagiado de outros escritos. Seu livro mais importante também é um plágio(3). Incluindo muitas de suas visões! Muitas de suas obras nem sequer foram escritas por ela, mas por membros de sua família. O senhor Robert Olson, chefe do The White Estate (o lugar onde a Igreja Adventista guarda as obras da Sra. White em Washington), admitiu este fato. Ellen White ainda copiou de Joseph Smith, fundador dos mórmons! Um livro dela foi escrito depois de sua morte. (One Hundred and One Questions on the Sanctuary and on Ellen White, Wahington, D.C. Ellen G. White Estate,1981).
-Ellen mentiu. Ela negou que copiava de outras pessoas. Ela disse que tudo o que escreveu veio diretamente de Deus. As palavras são minhas, mas as ideias são de Deus (Testimony, No. 31, p. 63.Testimony No. 33, p. 189. Selected Messages, Book 1, p. 37).
-Ellen White disse a seu filho que não contasse a ninguém que ela copiava (The Adventist Review, 23 de fevereiro de 1984, p. 5, no artigo Sources of the Great Controversy. Fontes para O Conflito dos Séculos).
-Ela admitiu que comeu carne de porco até o ano de 1890 enquanto repreendia membros da igreja por comê-la. (De uma Conferência em Worker’s Meeting na Califórnia, 13 de janeiro de 1981, pelo secretário do White Estate, Mr. Graybill).
-Ela veio de uma aldeia de pescadores no Maine, no nordeste dos EUA. Em 1882 Ellen escreveu a seu filho que lhe enviasse latas de ostras e mariscos, enquanto continuava castigando todo o mundo por comer mariscos (Carta de Ellen White a sua nora Maria, esposa de Willie, em 1882. Quanto se gasta em comida, e muitas vezes em coisas que apenas constituem uma complacência prejudicial! Quanto se gasta em presentes que não beneficiam ninguém! (Conselhos, p. 309, sob o título: Seguindo as sugestões de Satanás). Você estava fazendo isto, irmã White?
“Deus quer que aprendamos também quão profundo é seu aborrecimento e desprezo de toda hipocrisia e engano…. O mesmo Deus que os castigou condena hoje toda mentira …. Apeguemo-nos à veracidade com mão firme”(White, IV, 62).
-A irmã White disse que é preciso dar o dízimo ao Senhor antes de dar comida e cumprir outros deveres para com seus filhos (Conselhos, p. 99).
-Ellen White escreve que A ÚNICA MANEIRA possível pela qual podemos manifestar nossa gratidão e nosso amor a Deus é pagar o dízimo! (Conselhos, p. 21).
Contudo, nem tudo o que Ellen White escreveu era mau. Às vezes disse coisas boas sobre a fé cristã. Mas, afinal, fica a pergunta: se Ellen White era uma profetisa falsa, por que ter que seguir seus ensinamentos? (ver Jeremias 23,30-32).
O sábado ou o domingo?
No princípio do século IV, o imperador Constantino expediu um decreto que fazia do domingo um dia de festa em todo o Império Romano… O dia do sol foi… honrado pelos cristãos… Os bispos da igreja, inspirados por sua ambição e sua sede de domínio, fizeram-nos agir assim. As Santas Escrituras em nada confirmam este modo de ver: Nem Cristo nem seus apóstolos conferiram semelhante honra a esse dia (White, V, 57-58).
Segundo a sra. Ellen White, a mudança do sábado para o domingo como dia de repouso é o mistério da iniquidade mencionado em 2 Ts 2. Frequentemente, os adventistas citam Gn 31,16, Ap 14,12 e 1 Jo 2,4 para provar que é preciso guardar o sábado e que isto é um mandamento de Deus.
Também dizem que os apóstolos guardaram o dia de sábado, citando At 13,14,44; 17,2 e 18, para não confrontar os judeus e assim poder evangelizá-los. É claro que Paulo ia à sinagoga aos sábados quando os judeus se reuniam! Caso contrário, onde os encontraria para poder pregar-lhes? A Igreja Católica e o domingo (linhas para o argumento)
· Identificar o culto no domingo como “a marca da besta” é biblicamente errado. O livro de Ap 13,13-16 diz que a marca é um número na testa ou na mão direita dos adoradores da besta, e que a marca corresponde a um nome (v. 17). Este nome tampouco tem a ver com o “título” que os adventistas atribuem ao papa: Vicarius Filii Dei, porque seu título é Vicarius Christi.
· O mandamento bíblico é antes GUARDAR O DIA DE REPOUSO do que guardar o sábado. Os primeiros cristãos seguiram fielmente este mandamento e, como agora, guardaram este dia; APENAS MUDARAM O DIA para o domingo PORQUE JESUS RESSUSCITOU NESSE DIA(4):
· Jesus é o Senhor do sábado portanto o Filho do Homem é Senhor até mesmo do dia de repouso (Mc 2,28; Lc 10,17; Mt 12,5-8). Ele permitiu que seus discípulos arrancassem espigas no sábado (Mc 2,23-24), porque o dia de repouso foi feito por causa do homem, e não o homem por causa do dia de repouso (Bíblia Reina-Valera, v. 27). Isto é, Ele pode mudá-lo. A Nova Aliança substitui a antiga, cujo sinal era o dia de repouso (o sábado). Cristo nos ensina que o sábado existe para satisfazer as necessidades do homem (um dia de repouso e adoração), que o sábado pode ser mudado por necessidade humana (como a fome dos discípulos), e que o Filho do Homem tem autoridade para mudá-lo. Foi permanente esta mudança? Os autores do NT entendiam que os ensinamentos de Cristo sobre a lei de Moisés eram permanentes (Mc 7,19).
Entendemos a mudança do dia de repouso feita por Jesus como uma mudança permanente em Gl 4,10-11: conhecendo a Deus, ou antes, sendo conhecidos por Deus, como é que vos voltais de novo aos fracos e pobres rudimentos, aos quais vos quereis novamente escravizar? Guardais dias, meses, tempos e anos. Temo por vós, que tenha trabalhado em vão convosco. Paulo se preocupa com o fato de os gálatas guardarem o calendário de festas judaicas (que incluía o sábado), porque isto faria com que seu trabalho tivesse sido em vão (Gl 5,2-5).
· Em sua carta aos Colossenses, Paulo nomeia o sábado, dizendo que Cristo anulou o escrito dos decretos que havia contra nós… Portanto, ninguém vos julgue por comida ou bebida, ou quanto a dias de festa, lua nova ou dias de repouso (sábado), tudo isso é sombra do que há de vir, mas o corpo [o substancial] é de Cristo (Cl 2,16-17). PAULO DIZ QUE TODO O CALENDÁRIO JUDAICO, INCLUSIVE O SÁBADO, FICA ANULADO PARA O CRISTÃO. É certo que Paulo ia à sinagoga aos sábados (At 13,14,44; 18,4) porque tentava converter os judeus e depois ia aos gentios (At 13,46). Ir à sinagoga no sábado lhe assegurava uma audiência, adaptando-se a eles: fazendo-se judeu para os judeus a fim de ganhá-los, não estando ele sujeito à lei (1 Cor 9,19-20).
· Quando ressuscitou nesse dia, Jesus mudou o dia para domingo, porque esse dia, como vimos, era apenas uma “sombra do que havia de vir” (Cl 2,17). Além disso, foi no domingo que o Espírito Santo desceu sobre os Apóstolos, e assim começou a Igreja, “o novo povo de Deus”. Também foi no domingo — o presente e futuro Dia do Senhor (Ap 1,10) — que João teve a visão da liturgia celestial(5). Por tudo isso os cristãos celebravam a “fração do pão” (nome mais antigo para a Eucaristia) (At 20,7) nesse dia.
· O domingo simboliza o cumprimento das promessas que o sábado prefigurou no Antigo Testamento. Essas promessas são realizadas agora, não em uma instituição (o sábado), mas na pessoa de Jesus. Ele cumpre a lei (Mt 5,17). Não lestes na Lei que os sacerdotes trabalham aos sábados no Templo e nem por isso pecam? E, além disso, eu vos digo: aqui está quem é maior que o Templo…. o Filho do Homem tem autoridade sobre o sábado (Mt 12,5-8).
· Para os cristãos, o fato de a ressurreição de Cristo ter ocorrido no domingo era visto como o dia “oito” em sentido espiritual. (Ver “Carta de Barnabé”, ano 80). Era o dia um: quando Deus, ao ressuscitar Jesus, deu começo à “nova criação” (Jesus é PRIMÍCIA da nova criação, ver 1 Cor 15,20,23); mais o dia sete: porque Deus-Jesus “descansou” de sua obra da redenção (ver o seguinte).
· Domingo é o dia em que com Jesus nós descansamos porque Ele cumpre a lei. Em Mt 11,28 nos diz: vinde a mim todos… e eu vos darei descanso. Nele entramos no repouso do Senhor (Hb 4,1-11). Compare Ap 14,3 com Is 25,6-9.
· Foi num domingo de Pentecostes que desceu o Espírito Santo. Prefigurada no Antigo Testamento, a festa judaica de Pentecostes era a festa das (7) Semanas, uma festa da Colheita (Dt 16,9-10) e relacionada com a saída do Egito (Ex 19), quando Deus deu a lei de guardar o dia do Senhor. Pentecostes começa a Nova Colheita e a nova liberdade da “escravidão” do pecado.
· A Bíblia saiu da Igreja Católica, e não a Igreja da Bíblia. Existia a Igreja em Corinto antes de Paulo lhe escrever sua carta. Foi a Igreja que canonizou a Bíblia ao escolher os livros que ela conteria (nos Concílios de Hipona e Cartago, 393 e 397 d.C.). Tudo isto DEPOIS do imperador Constantino, apesar do que diz Ellen White: O imperador Constantino, em 321, foi o primeiro que ordenou uma rigorosa observância do domingo… (White, V, 739). E ANTES de Constantino? A verdade é que Inácio de Antioquia (ano 107 depois de Cristo), discípulo de João, em sua Carta aos Magnésios disse: Os que aceitam Jesus caminham em uma nova esperança, não mais nos dias de repouso do sábado, mas fazem sua vida segundo o Dia do Senhor, sobre o qual também nossa vida ressuscitou, para que sejamos encontrados como discípulos de Jesus Cristo, nosso único Mestre.
· Segundo João 2,1, as bodas de Caná aconteceram no terceiro dia desde Jo 1,19, quando começa a narração de João Batista, mas ao mesmo tempo, de maneira espiritual, é o sétimo dia desde o começo do Evangelho (Jo 1,29). O dia seguinte, “dia dois”, mais (Jo 1,35) “dia três”, mais (Jo 1,43) “dia quatro”, mais (“ao terceiro dia”) soma sete. Isto é, o milagre de mudar a água em seis talhas representa o batismo (incompleto) dos judeus. Biblicamente seis é número incompleto, sete é número perfeito. Jesus, para representar a perfeição da Nova Aliança, muda a água no “dia três”. Mas ao mesmo tempo é o dia sete quando contamos desde João 1,19. As bodas, além disso, predizem as bodas do Cordeiro no Apocalipse (19,9; 21,2,9-10; 22,17), onde descansaremos como a esposa ali mencionada. Jesus é a primícia da nova criação.
Os primeiros cristãos (já vimos o que disse Inácio de Antioquia):
A Didaqué, livro escrito no ano 90 depois de Cristo (P. 14): O dia do Senhor é domingo, quando celebramos a missa.
Justino Mártir (I, cap. 67): No dia de Domingo celebramos o dia do Senhor.
Barnabé, o companheiro de Paulo, escreveu: De maneira que nós observamos o oitavo dia com regozijo, o dia em que Jesus ressuscitou dos mortos (Carta de Barnabé, Col. Padres Apostólicos II, pág. 106).
Dionísio de Corinto escreveu em 170 d.C.: Hoje observamos o dia santo do Senhor em que lemos sua carta.
Victorino (300 d.C.) disse: No dia do Senhor acudimos a tomar nosso pão dando graças, para que não se creia que observamos o sábado com os judeus, o qual Cristo mesmo, o Senhor do sábado, aboliu em seu corpo.
Em resumo:
Se a Igreja, unida no Concílio de Jerusalém (At 15,24-29), pôde mudar a lei da circuncisão, apesar de ser uma lei perpétua: E estabelecerei minha aliança entre mim e ti, e tua descendência depois de ti em suas gerações, por aliança perpétua, para ser teu Deus e o de tua descendência depois de ti… Esta é minha aliança, que guardareis entre mim e vós e tua descendência depois de ti: será circuncidado por sinal todo varão entre vós… Deve ser circuncidado o nascido em tua casa… e estará minha aliança em vossa carne por aliança perpétua (Gn 17,7.10.13), não pôde fazer o mesmo com o sábado depois de refletir sobre o que aconteceu com Jesus? Jesus havia dito que o Espírito Santo levaria a Igreja à plenitude da verdade (Jo 16,13). Por isso a Igreja em Corinto celebrava a fração do pão no primeiro dia e, nessa liturgia, Paulo pediu que se fizesse uma coleta (1 Cor 16,2), como se faz em todas as missas.
Diálogo com um irmão adventista
Há algum tempo estávamos conversando com um irmão adventista (AD) sobre a salvação pela fé.
-Você é cristão? Perguntei-lhe.
AD: Sim, claro que sou cristão.
-Quer dizer que você crê que Jesus Cristo é nosso Salvador?
AD: Claro, respondeu.
-Então, o que você pensa de uma religião cujo profeta andou ensinando que Deus não ama todas as crianças? O que você diria?
AD: Que está muito mal.
-Depois lhe mostrei algumas coisas que Ellen White escreveu.
AD: Nunca pensei que fosse assim…
Conclusão
Não é blasfêmia que essas mensagens sejam vistas como revelação de Deus à humanidade? O que significam a Cruz e o Sangue de Cristo se são aplicados somente SÉCULOS DEPOIS? Não são Boas-Novas se temos que nos apresentar diante de Deus sem mediador por 1800 anos. E talvez o pior seja dizer que Deus não ama igualmente todas as crianças, mas somente as boas. A Bíblia nos alerta contra os falsos profetas que, com suas revelações, sufocam a Boa-Nova de Jesus Cristo. Nada tem mais sentido e é mais urgente na fé religiosa que o conhecimento de que em Cristo a salvação está disponível para todos e que seu Pai Celestial ama igualmente a todos, porque é amor (1 Jo 4). Este é o ENFOQUE CENTRAL DA MENSAGEM cristã através dos séculos. A triste verdade é que os adventistas não podem ser classificados como cristãos enquanto continuarem sustentando doutrinas contra tão grandes verdades. (Os adventistas ensinam que Jesus é Miguel Arcanjo). Convidamos o irmão sabatista a repensar, e assim apreciar mais todo o significado importantíssimo do domingo como dia do Senhor, como o viu a Igreja Primitiva.
No mundo que professa ser cristão, muitos se afastam dos claros ensinos da Sagrada Escritura e constroem um credo fundado em especulações humanas e fábulas agradáveis (White, I, 116).
Por fim, terminamos com os adventistas do sétimo dia com uma observação. Os adventistas dividem-se em: os tradicionalistas, que seguem fielmente (até o fanatismo) as obras de Ellen White, e os que se situam mais próximos dos evangelhos e não fazem muito caso de Ellen.
Um estudo da Bíblia feito com oração mostraria aos protestantes o verdadeiro caráter do papado e os faria aborrecê-lo e evitá-lo…(White, V, 629).
Um estudo da Bíblia com oração — isto é o que pedimos aos adventistas do sétimo dia!
Autor: José María Revuelta
Notas
(1) As citações vêm das obras de Ellen G. White em 5 tomos sob o título Tesoros de la Vida publicado por Ediciones Interamericanas. Os subtítulos dos tomos são número I: Patriarcas e Profetas; II: Profetas e Reis; III:O Desejado de Todas as Nações; IV: Os Atos dos Apóstolos; V: O Grande Conflito. Citamos somente o tomo e a página. Quando citamos Conselhos vem do livro: Conselhos sobre Mordomia Cristã por Ellen G. White, Publicaciones Interamericanas, ca. 1970.
(2) Disse ela: “não haveria de anular o pecado; este fica registrado no Santuário do Céu até a expiação final; … No grande dia do juízo final, os mortos hão de ser julgados… Então, em virtude do sangue expiatório de Cristo, os pecados de todos os que se tenham arrependido sinceramente serão apagados… Assim como na expiação final os pecados dos arrependidos hão de ser apagados dos registros celestiais” (White, I, 371-372). Mas a Bíblia diz que o sangue de Cristo nos limpa e apaga tudo de uma vez: 1 Jo 1,7, Ap 5,9; Mt 26,28, Ef 1,7 e 2,13; Rm 5,9 e 1 Pe 2,24.
(3) “The White Lie”, por Walter Rea, M & R Publications, Turlock, Ca. 95381. Judged by the Gospel, por Robert Brimsead, Verdict Publications, Fallbrook, Ca. 92028. “Are Seventh-Day Adventists False Prophets?”, por Wallace Slattery (Presbyterian and Reformed Publishing Compañy, New Jersey, 1990). O sr. Slattery foi pastor adventista por 25 anos. Ele e sua esposa, cujo pai foi membro do conselho dos 100 da Conferência Geral, deixaram esta igreja há alguns anos depois de receberem permissão da corte federal para ler os escritos de Ellen White que antes foram proibidos pela igreja.
(4) Igual fizeram com a lei da circuncisão, que era lei perpétua (Gn 17,7,10 e 13); foi substituída pelo batismo, que para os cristãos é a circuncisão espiritual (Cl 2,11-12).
(5) O Dia do Senhor neste versículo é o domingo, como todos os estudiosos da Bíblia fora dessas igrejas admitem. Ellen White diz que o dia do Senhor é o sábado. Infelizmente para ela, nenhum estudioso bíblico de qualquer denominação cristã (não adventista) dirá isto. É claro que o Senhor de Apocalipse 1 se refere a Jesus (vv. 13-18) e não a Deus Pai. Ellen White (III, 714) diz que Jesus descansou no túmulo no Sábado Santo, respeitando assim o sábado. Mas, como vemos, seu verdadeiro descanso era o dia da ressurreição. O domingo.