A história e a pré-história do ser humano são capazes de demonstrar a existência das mais variadas visões do mundo. O folclore, a arte e a religião de cada povo são o resultado da interação de diversos fatores e influências que determinam, portanto, uma síntese de conhecimentos e de práticas, que são transmitidos de geração em geração, como um testemunho da necessidade humana de deixar algo de valor para o benefício das gerações futuras.

Infelizmente, nem tudo o que foi transmitido de antigamente é necessariamente benéfico para as gerações presentes, e nem tudo o que se faz no presente será útil ou será valorizado pelo futuro.

Desde os albores da humanidade, o homem tentou encontrar respostas que lhe transmitissem segurança e tranquilidade sobre a sua existência. Como consequência disso, foram-se criando diversas escolas de pensamento. Isso ocorreu porque nenhuma delas oferecia todas as respostas. No seu afã de encontrar a verdade e o caminho definitivo a percorrer, o homem foi descartando alternativas e criando outras.

Repetidas vezes ao longo da história o homem sonhou com a chegada de uma ‘idade de ouro’ para a humanidade, de um mundo feliz e perfeito no qual não houvesse nem doença, nem pobreza, nem guerra, nem fome, nem limitações, nem divisões.

Gostaria de ver o universo inteiro transformar-se diante de seus olhos magicamente e converter-se em algo radicalmente novo. Gostaria de livrar-se definitivamente da problemática mundial da qual ele mesmo é a causa.

Esse sonho continua vivo e se faz sentir com mais vigor do que nunca em nossos dias, à medida que se aproxima o fim do milênio. Nosso mundo, tecnicamente avançado, mas espiritualmente faminto, experimenta uma profunda desilusão diante do bem-estar que não apaga sua pobreza, da liberdade que não tira sua escravidão e da ciência que não dissipa sua profunda incerteza.

Há cerca de trinta anos vem se formando uma onda cultural/filosófica/religiosa que pretende reagir contra o presente estado da humanidade e empurrá-la para uma nova consciência, para uma nova forma de ser espiritual. Chamamo-la a Nova Era, e hoje em dia não há nenhum aspecto da nossa vida que não tenha sentido seus efeitos de alguma forma.

As ideias e os objetivos da Nova Era recolhem elementos das religiões orientais, do espiritismo, das terapias alternativas, da psicologia transpessoal, da ecologia profunda, da astrologia, do gnosticismo e de outras correntes. Mistura-os e comercializa-os de mil formas, proclamando o início de uma nova época para a humanidade.

Mas, no fundo, não parece ser mais do que outra tentativa vã do homem de salvar-se a si mesmo, fazendo promessas que não pode cumprir e atribuindo-se poderes que não possui. E, embora a fantasia da Nova Era nunca venha a ser mais do que fantasia, conseguiu semear confusão nos corações de muitos fiéis.

Aqui só espero esclarecer as dúvidas iniciais que surgem em torno do assunto e estender um convite a todos a aprofundar no fenômeno da Nova Era e compreender a ameaça que representa para a integridade da nossa fé, e mostrar quem é a Verdade.

A Nova Era: fé ou fantasia?

Isso lhe soa familiar?

Marilú estava preocupada. Ultimamente tinha fortes brigas com o marido, desesperava-se facilmente com os filhos, passava por momentos de depressão. Viu a promoção de uma organização que prometia devolver-lhe as rédeas da própria vida. Fizeram-lhe uma entrevista, detectaram nela uma quantidade de forças negativas e a lançaram num programa que lhe assegurava a eliminação de tudo o que a incomodava… e depois outro programa, e outro e outro… Marilú acabou meio convencida de que era a dona absoluta do seu mundo e de que a verdade era só o que ela via e pensava. Não é que os seus problemas tenham desaparecido, mas que já não se dá conta deles.

Yolanda adorava aquele senhor simpático da TV que falava de puras coisas da magia, da energia e das forças secretas da mente. Não acreditava em tudo, mas de certa forma era muito bonito imaginá-lo assim. Um domingo apresentou-se no programa uma senhora que diz que via o anjo da guarda das pessoas e que podia dizer-lhe como se chamava e de que cor era. Em seguida Yolanda foi consultá-la e, por apenas 80 pesos (!), a senhora contou-lhe que o seu anjo era alto, bonito e de cor verde claro. Agora Yola anda por aí conversando com ele e até crê vê-lo e sentir a sua presença. A sua família está preocupada e teme que se lhe tenha fundido um chip.

Ulisses está perdido graças ao seu professor de história. O professor é ‘metafísico’ e traz uns discursos alucinantes. Segundo ele, todas aquelas figuras da história — Alexandre Magno, César Augusto, Napoleão, Benito Juárez e Gorbachov — não são mais do que o mesmo ‘ser iluminado’ que volta uma e outra vez a dirigir os homens. Ulisses surpreendeu-se quando ele disse que os grandes homens da religião (Buda, Quetzalcóatl, Jesus, Gandhi, etc.…) eram o mesmo e ensinavam a mesma doutrina. Isso abalou Ulisses bastante. Mas como ninguém soube esclarecer a sua dúvida, lá a leva arrastando ainda. Agora, sempre que se vê no espelho, ocorre-lhe uma pergunta: será que eu também sou matéria reciclada?

O que é que Marilú, Yolanda, Ulisses e muitos outros crentes têm em comum? Depararam-se com a Nova Era e estavam desprevenidos.

A seguir vamos repassar alguns dos aspectos mais perigosos da Nova Era para os crentes.

Um engano com mil máscaras

A Nova Era fala de muitas coisas que tocam a nossa fé: Deus, a criação, a vida, a morte, a meditação, o sentido da nossa existência, etc.… mas não é uma religião. Toma diversos aspectos de muitas religiões e também das ciências e da literatura e os mistura com certa originalidade para dar respostas fantásticas às perguntas mais importantes da vida humana. Às vezes chega inclusive a usar uma linguagem cristã para expressar ideias muito contrárias ao cristianismo.

A Nova Era é um conjunto de crenças e ideias que se vai estendendo por todo o mundo como aquela fumacinha do incenso que deixava Damião tonto. Não a vês, mas lá vai ela lentamente enchendo toda a casa até que não há nada que não tenha ficado impregnado do seu cheiro.

A Nova Era não tem nenhum chefe e não segue regras de nenhum tipo. São muitas pessoas e organizações (seitas, também) que pensam da mesma forma e que têm as mesmas crenças sobre Deus, sobre o homem, sobre a vida e a morte e sobre o mundo. Essas pessoas e organizações trabalham de mil maneiras para convencer os demais das suas ideias. Julgam-se uns ‘iluminados’ ou ‘sábios’ que têm conhecimentos novos que vão mudar o mundo. Prometem um futuro sem guerras, sem doenças, sem pobreza, sem contaminação e sem nenhuma insatisfação pessoal.

Quem não quereria um mundo assim? O problema é que prometem o que não podem cumprir.

Dás-te conta da quantidade de livrarias que vendem apenas livros de magia, de hipnose, de como interpretar os sonhos, de como ser médium e comunicar-se com os espíritos? Essas livrarias promovem a Nova Era.

Reparaste em todas essas feiras que vendem amuletos da sorte, cristais ou pedras energéticas, pozinhos e mezinhas para curas, pirâmides para aproveitar as forças do cosmos, pequenas estátuas de buda, dos deuzinhos orientais e milhares de bugigangas mágicas? Essas, à sua maneira, também participam da Nova Era.

Nunca te convidaram para um curso de controle mental, de ioga, de meditação transcendental, de dianética, de auto-hipnose, de zen ou de tai chi? Muitas vezes a Nova Era alcança os seus fins através dessas atividades.

Ouviste alguma conferência sobre os óvnis, sobre o sentido ‘secreto’ da Bíblia, sobre os poderes paranormais, sobre os mestres espirituais que supostamente nos guiam, sobre a era de aquário ou a importância da astrologia para as nossas vidas? Essas palestras costumam expressar ideias muito típicas da Nova Era.

A Nova Era ensina que é o cosmos que nos dá vida e energia.

Como podes ver, estamos falando de algo bastante complicado que tem muitas formas de se manifestar. Claro, nem tudo o que a Nova Era promove é mau, e até alguma coisa boa podes tirar daí. Mas muitas das suas ideias são falsas, enganosas e contraditórias da tua fé. Por isso tens de entendê-la e estar bem prevenido.

Origens e história da Nova Era

As ideias e práticas que constituem a Nova Era são muito difíceis de enumerar, pois a Nova Era não tem uma identidade definida, mas muitas fachadas; fachadas variáveis e confusas. Dá a impressão de não constituir um movimento unido, organizado, estruturado. Apresenta-se como uma série de ideias, crenças e práticas aparentemente isoladas e desconexas, sem um fim e uma organização definidos… simplesmente como uma moda. Além disso, tem uma capacidade de mutação realmente assombrosa e uma grande variabilidade: tem vindo a surgir a cada passo com coisas novas, ideias novas — ou ideias velhas convertidas em novas.

Daí a dificuldade em decifrá-la, dividi-la, decompô-la, defini-la. No entanto, defini-la-emos desta maneira:

A Nova Era é um movimento pseudoespiritual de índole esotérica e ocultista, pagão, que inclui teorias errôneas e heresias condenadas pela Igreja que contradizem verdades fundamentais da fé cristã, e que busca levar o homem a crer que pode chegar a ser como Deus.

A sua finalidade, encoberta sob um pretenso respeito a todas as crenças, é a destruição da fé cristã, com o que tenta acabar com a Igreja Católica e com toda denominação cristã.

O termo “New Age” foi traduzido para o espanhol como “Nueva Era” (“Nova Era”), mas na realidade a tradução de “New Age” seria “Nueva Edad” (“Nova Idade”). Os seguidores desta corrente também o chamam de “Era de Aquário” e “Idade de Ouro”. Pelos fins que persegue, outros o chamam de “Configuração de Aquário” ou “Conspiração Aquariana”.

Origem

A Nova Era tem as suas raízes na “Sociedade Teosófica” fundada em 1875 em Nova York por uma russa, Helena Blavatsky, basicamente espírita, que diz ter recebido os seus ensinamentos de uns “seres espirituais especiais” ou “mestres ascensionados”.

Para saber o que é a “Sociedade Teosófica”, precisamos conhecer o que é a Teosofia.

A Teosofia é a crença ou pretensão de ter conhecimento místico direto da “divindade”, sobre esta e o mundo, mediante doutrinas e práticas secretas, esotéricas, ocultistas.

A Blavatsky funda em 1875 a “Sociedade Teosófica”, que é uma mistura de ocultismo e misticismo oriental (basicamente o que é hoje a Nova Era). Sucede-a como presidente Annie Besant, que tentou em 1929 apresentar um novo “messias” ao mundo: um hindu que rejeitou o status que lhe atribuiu e se separou do movimento.

Mas é Alice Bailey (1880-1949), terceira presidente, inglesa radicada também nos E.U.A., quem é considerada a “suma sacerdotisa” da “Sociedade Teosófica”. Ela funda o “Trust de Lúcifer” (hoje “Lucis Trust”) e, como médium espírita, dizia receber mensagens de um certo “mestre de sabedoria” morto, um tibetano. (Não é mera casualidade que seja oriental, como veremos mais adiante.)

Em numerosos escritos desta “Sociedade Teosófica” aparecem as mensagens do espírito demoníaco que lhe ditava em “escrita automática”, isto é, em estado de transe mediúnico, durante o qual a mão do médium escreve automaticamente, sem que este tenha controle algum do que se escreve.

Estes escritos formam uma espécie de “Plano” ao qual se deu caráter secreto entre os seguidores. Este “plano”, que é o “Plano da Nova Era”, inclui um governo mundial e uma só religião mundial. O Plano da Nova Era devia permanecer oculto até 1975, ano em que seria trazido à luz pública.

De onde surge a “Sociedade Teosófica” que a Blavatsky funda em 1875?

“A Teosofia começou com os maçons e no meio deles”, diz uma publicação, “Seitas na

América Latina”, no capítulo intitulado “Movimentos Pseudo-espirituais”, escrito pelo franciscano Frei Buenaventura Kloppenburg.

Que fins persegue a Maçonaria? Em que consiste a conspiração maçônica?

A Maçonaria, que é uma sociedade secreta de índole esotérica e ocultista condenada pela Igreja, embora simule o contrário, persegue a destruição da civilização cristã, começando primeiro pela Igreja Católica e continuando com outras crenças cristãs; assim como também de toda norma, princípio ou instituição baseados no cristianismo, para substituí-los por uma civilização pagã e uma pseudo-religião também pagã. Isto é importante conhecer para poder continuar analisando o processo histórico de conformação da Nova Era, a partir da “Sociedade Teosófica”.

Helena Blavatsky transforma-se em médium espírita um pouco antes de fundar a “Sociedade Teosófica”. É durante uma estada em Paris (1867-1870) que entra no grupo de Allan Kardec, maçom e codificador do Espiritismo.

No seu regresso aos E.U.A. funda a “Sociedade Teosófica” em Nova York no dia 20 de novembro de 1875 junto com outros maçons: Charles Sotheran (um dos chefes da Maçonaria nos E.U.A.), Henry Steele Olcott (maçom), George Felt (da Irmandade Hermética de Luxor, também maçônica) e William Judge.

Em 1871, Albert Pike, grão-mestre de um dos ramos da Maçonaria, o Rito Escocês, escreve um livro básico da filosofia maçônica: “Moral e Dogma da Maçonaria”. Pike, embora não pertença formalmente à diretoria da “Sociedade Teosófica”, está em contato com ela.

Outra evidência da conexão da Maçonaria e da Nova Era é este dado curiosíssimo: o boletim que os maçons distribuem por todo o mundo aos “irmãos maçons” chama-se — “New Age”!!! Há constância de que se chama assim, pelo menos desde 1921, mas este nome poderia ter sido usado anteriormente a esta data.

Além das evidências históricas da origem e da relação da Nova Era com a Maçonaria, há outra determinante: o Plano da Nova Era coincide com os fins da Maçonaria: uma religião mundial e um governo mundial. Ou seja: as metas da Nova Era e as da Maçonaria são as mesmas.

Talvez por isso o Papa Leão XIII em 1884, na sua Encíclica “Humanum Genus” (#7), diz o seguinte: “Há vários corpos organizados os quais, embora diferindo em nome, em cerimonial, em forma e origem, são contudo tão unidos por comunhão de propósito e pela similaridade de suas principais opiniões, de modo a formar de fato uma só coisa com a seita dos Maçons, a qual é um tipo de centro ao qual todos eles se dirigem, e do qual todos eles retornam.”

Qual é a relação da “Sociedade Teosófica” com o Misticismo Oriental?

O espírito diabólico que dita a Alice Bailey o Plano da Nova Era é tibetano. Mas a relação da “Sociedade Teosófica” com o Oriente é anterior: em 1879 a Blavatsky e Olcott viajam à Índia, instalam-se em Adyar, perto de Madras, e 6 anos depois ela escreve a sua obra “A Doutrina Secreta”, na qual começa a configurar-se o “Plano da Nova Era”.

Depois desta sucinta análise histórica podemos concluir o seguinte: a Maçonaria dá origem à Sociedade Teosófica por meio do Espiritismo e em contato com o Paganismo Oriental.

Estes são os quatro pilares básicos da Nova Era:

Maçonaria – Espiritismo – Teosofia ou Gnosticismo – Paganismo Oriental.

Ao ter em conta esta base de sustentação da Nova Era poderemos decifrá-la e analisá-la melhor.

A Nova Era origina-se, então, na Maçonaria, por meio de instruções e ditados dados por espíritos demoníacos.

Diz Paulo: “Mas o Espírito diz claramente que, nos últimos tempos, alguns apostatarão da fé, dando ouvidos a espíritos enganadores e a doutrinas de demônios” (1 Timóteo 4,1).

O processo de penetração da Nova Era

Já em 1986 uma reportagem do New York Times diz que tudo foi influenciado pela Nova Era: a educação, a saúde, a arte, a economia, a gerência, o governo, a ciência, o entretenimento e… a religião.

Na área religiosa há gente muito comprometida, muito cristã, que inocentemente foi “anexando” (assim começa a participação: acrescentando) às suas crenças e práticas de sempre, teorias e práticas da Nova Era… e já sabemos de onde vêm estas “novas” crenças e práticas. (!!!). Por exemplo, uma muito difundida e anexada por muitos é a crença na reencarnação, que analisaremos mais adiante.

Os propulsores da Nova Era não vão diretamente contra as crenças cristãs; “aparentemente” as aceitam. Mostram-se muito abertos, no princípio. Propõem estes erros heréticos como algo compatível com o Cristianismo. Todas as religiões são aceitas. Claro! Pois a Teosofia baseia-se na igualdade das religiões para depois tentar estabelecer a religião única.

Os que estão promovendo a Nova Era usam terminologia da Bíblia, do cristianismo e até mencionam atividades da Igreja, para confundir, enganar e atrair os crentes.

Como tem sido o processo de penetração da Nova Era?

Ao passar a humanidade de uma concepção teocêntrica do mundo, na qual Deus era o centro, a uma concepção antropocêntrica, na qual o homem se converte no centro, foram-se introduzindo mudanças nos conceitos da fé, nas normas morais, nas atitudes e valores, nas formas de vida e costumes das pessoas. Embora estas mudanças se tenham vindo sucedendo paulatinamente desde o Renascimento, não há dúvida de que é neste século que se vão dando as condições que tornam possível a penetração franca e mais generalizada dos erros da Nova Era.

Penetração literária

Em 1976 sai o best-seller “Fernão Capelo Gaivota” de Richard Bach, publicação que é ditada por um espírito. Este foi o lançamento da literatura “canalizada” por espíritos. Este relato aparentemente inócuo e idealista trazia a semente da Nova Era. Venderam-se em pouco tempo 25 milhões de exemplares.

Posteriormente sai “Os Ensinamentos de Don Juan” de Carlos Castañeda, o maior expoente da feitiçaria.

Hoje em dia a literatura Nova Era é excessiva; para 1991, só nos E.U.A., havia 2.500 livrarias especializadas, sem contar as seções Nova Era em todas as livrarias, com 25.000 títulos em circulação e crescendo vertiginosamente, convertendo-se este ramo em fonte de “grandes lucros”, segundo relata o jornal “Jornal do Brasil” em janeiro de 1995.

Penetração audiovisual

São evidentes em filmes, vídeos, jogos de vídeo, música e também em livros e revistas as seguintes influências: gosto pelo terror, pelo imaginário e fantasioso, pelo cósmico-mágico, o feio e monstruoso, experiências extrassensoriais, poderes parapsicológicos como a telepatia, comunicação com espíritos através de jogos como a Ouija; viagens ao além, talismãs, bruxaria, feitiçaria, etc. … e até o expressamente satânico. Os filmes satânicos abundam e transmitem-se frequentemente pela televisão.

Penetração por símbolos

A simbologia satânica pode ver-se abundantemente em jornais, revistas, artes, publicidade, TV, cinema, roupa, etc.

Penetração na música

A chamada “Música Nova Era”, com a repetição de sons em sequências alternadas, está feita para criar atmosferas que levem o ouvinte a um estado de relaxamento que favoreça a alteração dos estados de consciência.

A música ‘nova era’ chama-se assim porque se inspira em alguns temas de grande interesse para a Nova Era: a natureza, as religiões dos povos antigos, as culturas orientais, etc.… Costuma ser música instrumental, misturada com sons naturais, às vezes muito repetitiva, outras vezes sem melodia nenhuma

A música ‘nova era’ é como qualquer outra música: uma combinação de sons mais ou menos agradável ao ouvido. O que poderia torná-la ‘má’ seria algum conteúdo nocivo (a letra) ou algum uso irresponsável da música (p. ex. para ajudar a induzir um estado alterado de consciência; para provocar sentimentos negativos, etc.).

Drogas

Na Nova Era as drogas são usadas, mais que tudo, como um meio para alcançar, através da alteração dos estados de consciência e da manipulação do sistema nervoso, supostas experiências divinizantes.

Descrédito progressivo da moral e da lei de Deus

Esta é uma forma de penetração evidente em todos os setores da sociedade, através dos meios de comunicação, tanto em programas de ficção (romances, filmes) como nos de não-ficção (programas de opinião, científicos, etc.).

A ideologia da Nova Era e as fachadas com que se apresenta

Aparente aceitação de todas as religiões: não vai contra nenhuma, mas também não aceita nenhuma que não seja das pagãs: Hinduísmo, Budismo, Zen, Taoísmo. Vai introduzindo crenças pagãs (por exemplo, a reencarnação). Desta forma, ao irem os cristãos e especialmente os católicos “anexando” estas falsas doutrinas e crenças à nossa fé, terminamos perdendo a verdadeira Fé. Assim, ao ficar debilitada e destruída a Fé cristã, alcança-se um dos fins da Nova Era: integrar todas as religiões numa só.

Busca da saúde: Um caso típico é o das curas por “energia universal”; também a “Meditação Transcendental”, para alcançar o equilíbrio emocional e psíquico.

Busca do Ecologismo: O verdadeiro ecologismo busca conservar o planeta e respeitar todas as formas de vida, especialmente a vida humana, que tem um valor muito superior a todas as demais, já que o homem foi feito ‘à imagem e semelhança de Deus’. O ecologismo exagerado da Nova Era diz que o homem vale o mesmo que uma baleia, um monte ou uma árvore. Chega a considerar o homem como o pior inimigo do planeta em vez de vê-lo como o seu guardião e o seu dono.

Uso de linguagem e termos cristãos para enganar e confundir os cristãos. Podem declarar-se rosa-cruzes, propulsores da metafísica e simultaneamente utilizar passagens da Bíblia, terminologia cristã e até mencionar atividades da Igreja.

Dar aparência de científico ao ocultista: Por exemplo, a Parapsicologia como ciência para estudar fenômenos ocultos. Outro exemplo: o espiritualismo hindu convertido em aparente ciência como técnica de relaxamento na “Meditação Transcendental”.

Pilares que sustentam a Nova Era

A melhor forma de decifrar a Nova Era é estudando a ideologia que a sustenta. Assim vemos que, ante a dificuldade de decompô-la, de defini-la — pois reúne por soma ou confusão velhas e novas heresias e filosofias — ao revisar estas heresias presentes ao longo da história da Igreja, podemos dar-nos conta de como está conformada a Nova Era. É interessante observar que todas estão interconectadas entre si e se apoiam umas às outras.

Espiritismo: Já vimos como a Nova Era provém principalmente do espiritismo, isto é, da comunicação com espíritos malignos e das instruções recebidas destes. Não está constituída por meras descobertas feitas pelos homens. ALERTA!!! São ditados e pareceres provenientes do demônio.

A Nova Era provém do Espiritismo mas também o inclui e o fomenta.

O Espiritismo, agora chamado “canalização” e até “espiritualismo”, é a prática de contatar espíritos malignos, ou seja, anjos caídos e/ou almas condenadas.

Crê-se — erroneamente — que o Espiritismo é a prática de contatar espíritos bons e inofensivos. Mas… de onde vêm estes espíritos?

As atividades espíritas estão expressamente proibidas na Bíblia (Deuteronômio 18,9-12) “Quando tiveres entrado na terra que o Senhor teu Deus te dá, não aprenderás a imitar as abominações daquelas nações. Não se ache no meio de ti quem faça passar pelo fogo seu filho ou sua filha, nem quem pratique a adivinhação, nem agoureiro, nem quem interprete sortilégios, nem feiticeiro, nem encantador, nem quem consulte os espíritos, nem adivinho, nem mago, nem quem pergunte a verdade aos mortos. Porque o Senhor abomina todo aquele que faz estas coisas, e por causa destas abominações o Senhor teu Deus expulsa essas nações de diante de ti.”

Pode-se concluir, então, que o Espiritismo é a prática de contatar espíritos malignos: anjos caídos (demônios) e almas condenadas.

O que sucede é que os ditados dos espíritos malignos aparentam ser ensinamentos iluminados, porque os anjos caídos e os seus sequazes são enganadores tal como o chefe dos demônios: a antiga serpente.

Usam princípios psicológicos e linguagem espiritual para poder enganar melhor: “Se comerdes do fruto da árvore da ciência do bem e do mal sereis como Deus”, foi o engano da Serpente a Adão e Eva. E hoje Satanás continua enganando-nos com a “árvore da ciência do bem e do mal”: saberão como deus — serão como deus — conhecerão como deus… curarão como deus — farão milagres como deus…

Panteísmo: Tudo é Deus. O homem é parte de Deus. Deus e o mundo são — em última instância — idênticos. Deus é a energia do universo. Deus não é um ser com personalidade, não é um Deus pessoal, não é um Deus Pessoa:

Se tudo é deus, eu também sou deus.

Os gurus sustentam que eles são deuses.

Deus inclui tudo, tanto o Bem como o Mal.

Monismo: Tudo é uno, tudo é uma mesma coisa. Relaciona-se com o Panteísmo em que não existe uma distinção final entre Deus e o homem, entre o Criador e a criação.

Sincretismo: Igualação de todas as religiões. Pretende que todas as religiões possam ser uma só:

· A Bíblia é apenas mais um entre muitos livros “sagrados”.

· Jesus é apenas mais um “profeta”, igualado a Buda, Maomé ou Lao Tsé.

Gnosticismo ou Teosofia: Heresia do século I, que persistiu e volta a apresentar-se fortemente nos nossos dias formando parte do que hoje é a Nova Era.

É um conjunto de ensinamentos e práticas secretas, mediante as quais a pessoa pretende chegar ao conhecimento da própria essência da divindade, conhecimento que se procura alcançar mediante práticas “mágicas” e ocultas.

Relativismo moral: Negação das premissas sobre as quais repousa a lei moral, chegando-se ao extremo de afirmar-se que Deus inclui tanto o bem como o mal. Não há diferença entre o bem e o mal, entre o vício e a virtude. Tudo depende da opinião de cada pessoa. É bom o que a cada um lhe apraz.

· Se a pessoa aceita a sua própria bondade, tudo o que faça é bom, ainda que seja mau.

Relativismo prático e subjetivismo: O relativismo, que é a negação da realidade (tudo é aparência ou uma impressão da realidade), na Nova Era amplia-se unindo-se ao Subjetivismo. Assim se propõe: crê você na sua própria realidade? Não há uma verdade; cada qual tem a sua. Daí o grande auge do fantasioso e do imaginário.

Exemplo: No livro “Out on a Limb”, de Shirley MacLaine, expoente importantíssima da Nova Era e uma das suas sacerdotisas mais relevantes, escreve que, tomando um banho quente, chegou a crer”. “Aos poucos converti-me em água… senti uma conexão interior da minha respiração com o pulso da energia ao meu redor. De fato, eu era o ar, a água, a escuridão, as paredes, a espuma, as rochas molhadas submersas na água e ainda o som do rio que corria lá fora”. (!!!)

A McLaine, que tentou com o seu canto (“eu sou deus, eu sou deus, eu sou deus”) aplicar o Panteísmo (tudo é deus… eu sou deus), neste tenta aplicar o Monismo (tudo é uno, tudo é a mesma coisa), através do subjetivismo.

Além disso, este tipo de práticas tão insanas pode levar a situações depressivas graves. Assim é a tática do Demônio: elevar alguém, dar-lhe uma série de poderes ou fazer-lhe crer que os tem, para depois afundá-lo irremediavelmente no abismo.

Esoterismo e Ocultismo: Conjunto de práticas escondidas ou secretas mediante as quais se pretende chegar à divinização de si mesmo.

Idolatria: A Idolatria tem estado a introduzir-se na Venezuela e também em outros países, de diversas maneiras; entre outras, pela via das curas por contato através da chamada “energia universal”.

Quietismo: A busca de uma extrema passividade espiritual que tende à destruição do ser humano através de uma suposta absorção na divindade. É a raiz do Budismo, cujo ideal é o estado de “nirvana”, no qual o homem já não tem desejo, nem paixão, nem a “ilusão” do mundo exterior.

A reencarnação: é a crença numa cadeia de retornos a esta vida sob diverso aspecto corporal. Se fosse verdade, a minha liberdade seria inútil e as minhas decisões, lutas, esforços, sacrifícios e sofrimentos na vida não teriam nenhum valor, pois no fim das contas teria de fazer tudo de novo, uma e outra vez. Se a reencarnação fosse verdade, a paixão e morte de Cristo não teriam sentido e a sua ressurreição não nos asseguraria a redenção. A ressurreição é a transformação definitiva do ser humano e a entrada na eternidade. Morre-se uma só vez e à morte segue-se a ressurreição e o juízo. Como diz São Paulo: “Se a nossa esperança em Cristo se limita a esta vida, somos os mais dignos de compaixão de todos os homens” (1Cor 15,19)

No entanto, além de a chamada “reencarnação” ser algo inconveniente e negativo, e além de estar expressamente negada na Bíblia (“…está estabelecido que os homens morram uma só vez” (Heb 9,27)), contradiz verdades básicas da nossa fé cristã e poder-se-ia dizer que termina negando toda essa fé. Analisemos apenas duas destas verdades:

Jesus Cristo Salvador e Redentor: Só Deus pode salvar (Is 43,3 e 12,2). Só o Filho de Deus feito Homem nos salva e redime (Lc 19,12 – Jo 10,19 – Rm 5,12-19). Na teoria da Nova Era, o homem que crê que vai reencarnar pretende auto-redimir-se, negando assim a única salvação possível: a que nos veio trazer Jesus Cristo, Salvador e Redentor de todos os seres humanos e de cada ser humano em particular (Lc 1,31 – Mt 1,21).

A Ressurreição: Assim como Jesus Cristo já ressuscitou, nós também ressuscitaremos para viver eternamente (Jo 6,40), não sem antes passar pelo Juízo.

Essa é a nossa esperança; o saber que ressuscitaremos em corpo e alma gloriosos como Jesus Cristo já ressuscitou, para desfrutar do Céu que nos foi prometido, esse lugar inexplicável em termos humanos.

Além de ser esta esperança da nossa futura imortalidade em corpo e alma gloriosos ressuscitados por Jesus Cristo uma verdade da nossa fé cristã, não é além disso uma esperança muito mais desejável do que a vã ilusão de morrer para voltar a “nascer” dentro de um corpo que não é o meu?

Ioga: A ioga é, na sua essência, um exercício espiritual e corporal nascido da espiritualidade hindu. As posturas e exercícios, embora se apresentem como um simples método, são inseparáveis do seu sentido próprio no contexto do hinduísmo. A ioga é uma introdução a uma tradição religiosa muito alheia ao cristianismo. A palavra ‘ioga’ significa ‘união’. Haveria que nos perguntar: união com quê?

Budismo: É uma nova forma de religiosidade pagã oriental proveniente do Hinduísmo, pois segundo a lenda, Buda, antes de chegar à iluminação, foi um errante monge hindu.

Própria do Budismo é a teoria reencarnacionista de que a existência é um contínuo ciclo de morte e reencarnação e que, enquanto a pessoa se mantém nesse ciclo, não pode livrar-se do sofrimento, para o qual há que buscar o estado de felicidade e paz total (nirvana).

Taoísmo/Zen: O Zen é uma forma de Budismo, cuja meta é chegar a um estado de consciência no qual “tudo é uno” (Monismo). Diz um zenista: “Tudo é uno, uno é nada, tudo é nada…”

Materialismo e Hedonismo: Embora as metas e métodos da Nova Era pareçam ser muito espiritualistas, o móvel subjacente é eminentemente materialista (não de Deus) e hedonista (busca do prazer), pois considera-se que a meta suprema do homem é a satisfação pessoal e o êxito.

Integracionismo ou Holismo: “Holos”, do grego “total”. Tudo está interconectado. Todas as coisas são interdependentes e devem ser consideradas “integralmente” ou “holisticamente”.

Outras manifestações e métodos da Nova Era

Poder Mental – Metafísica:

Nesta manifestação da Nova Era existe um leque bastante amplo que vai desde o Controle Mental e a Sofrologia, até o desenvolvimento de “poderes mentais”, passando pela “Metafísica” da venezuelana Conny Méndez, que nada tem a ver com esse ramo da Filosofia chamado Metafísica, que estuda a ciência ou natureza das coisas.

No Controle Mental Silva e em alguns cursos de “Sofrologia”, por exemplo, há coisas que se ensinam que são inócuas e ao mesmo tempo úteis, como podem ser as regras mnemotécnicas para aumentar a capacidade de memória, exercícios para aumentar a inteligência ou para facilitar a aprendizagem. O problema é que estes cursos não ficam por aí, mas pretendem desenvolver outras faculdades, como pode ser, por exemplo, a telepatia.

No livro pró-Nova Era intitulado “Nova Era” (Eileen Campbell e J.H. Brennan), o qual pretende ser um manual guia para tudo o que concerne à próxima “Era de Aquário”, diz-se isto do Controle Mental Silva: “o seu sistema… guarda semelhanças com algumas técnicas esotéricas… mas apresentam-se com naturalidade, de uma maneira não mística, o que lhes merece uma grande consideração por parte do público”.

É o mesmo engano da “Meditação Transcendental” e dos Cursos de Cura pela chamada “Energia Universal”: apresentar um método esotérico ou religioso pagão disfarçado de científico para que tenha aceitação.

Quanto ao “Poder Mental” propriamente, este pretende ser uma faculdade da mente humana para desenvolver no homem a possibilidade de alcançar o que anseia com tão somente desejá-lo, propor-se a isso e decretá-lo. Utilizam-se técnicas desenvolvidas expressamente para isso, com o perigo de que o homem volta a acariciar o seu desejo mais antigo (ter poderes), caindo na mesma tentação de Adão e Eva (ser como deuses).

Quando se promove a ideia de que tentamos desenvolver esses poderes que supostamente temos dentro, está-se confundindo um dom de Deus, que é a vontade dotada de liberdade, com um tal “poder” que realmente não temos dentro, mas que é um engano do Demônio.

Assim, Satanás tenta o homem, pretendendo fazer dele um ser autossuficiente e poderoso, entre outras coisas, através de técnicas de desenvolvimento de supostos “poderes mentais”, práticas conducentes a confundir o homem e a tentar levá-lo a “ser como deus”.

O homem que cede a esta tentação de adquirir “poder” ou “poderes” mediante cursos e técnicas, alcançando assim o que deseje, pode chegar a crer que não tem limites. O homem nessa atitude — pode ir esquecendo que é criatura dependente de Deus, seu Pai e Criador, e de que o seu caminho na terra é buscar a Vontade de Deus para si, descobrir os desejos de Deus para a sua existência, especialmente através da oração, para assim chegar à sua meta final: o Céu prometido por nosso Pai Deus.

Esta atitude de dependência de Deus e da busca da Sua Vontade, essencial na vida espiritual do cristão, é muito diferente do que lhe propõe Satanás através desses supostos “poderes” da mente: buscar os seus próprios desejos, buscar o que crê merecer, propor-se a isso e decretá-lo.

Além de todas estas considerações, corre-se outro grave risco com o uso desse suposto “poder mental”: sucumbir à tentação de pretender dominar a liberdade de ação dos demais. E isto tenta-se fazer!

Curas por contato através da “Energia Universal”. Este é um movimento com raízes pagãs orientais, propagado em alguns países do mundo, que sustenta que pessoas treinadas com este “método” de cura podem efetuar curas da seguinte forma: dão-se certas técnicas para absorver uma “energia” (essa que segundo a ideologia da Nova Era vibra em todo o universo) e para estimular uns centros de energia que há no corpo humano.

O que é o KUNDALINI YOGA? É importante entender esta técnica do Kundalini Yoga, pois embora não seja mencionada como tal nos variados cursos que surgiram enquadrados dentro da Nova Era, mas se ensina sem nomeá-la, é o fundamento de muitas das teorias e técnicas que nos estão invadindo.

É o Yoga da “salvação através da serpente”. O Hinduísmo ensina que na base da coluna vertebral existe um triângulo onde repousa o “Kundalini Shakti” (Poder da Serpente) que usualmente se encontra adormecido, mas que quando se desperta flui através da coluna até a cabeça, passando por seis centros de energia denominados “chakras”. Enquanto passa por cada “chakra”, supostamente se recebe uma experiência psíquica e de poderes. Quando se chega ao “chakra” superior, supostamente se tem o “poder de realizar milagres”.

É bom acrescentar que na realidade todos os exercícios Yoga estão baseados no tentar despertar o Kundalini, que se diz ser a serpente enroscada ou adormecida na base da coluna e é a Serpente a que vai despertando os “chakras” e o poder que está em cada um desses “centros de energia”, alcançando assim a iluminação do sujeito no último “chakra”. Kundalini, segundo o Hinduísmo, é a “Shakti”, o Poder Universal.

Não foi isto o que a “Serpente” vendeu a Adão e Eva? É também perigosa a prática desta técnica pagã: “Quando esse fogo sobe demasiado rápido ao longo da coluna vertebral, o sujeito pode enlouquecer …”

“Quando este fogo sobe com demasiada facilidade corre-se o risco de ser possuído por outro espírito!!”

Astrologia: É uma pseudociência que pretende decifrar a influência determinante que supostamente têm os astros sobre os seres humanos.

A Astrologia está proibida na Bíblia (Dt 18,10). Além disso, as predições baseadas nas influências astrais negam a liberdade do homem e pretendem limitar a Providência de Deus, que é o único que conhece o futuro.

Adivinhação: Nesta manifestação da Nova Era incluem-se agora formas hinduístas como o I Ching e o Tarô, além das Runas viquingues.

Bruxaria – Feitiçaria – Fetichismo – Santería, etc: Sempre presentes na América Latina e agora revitalizadas e mais difundidas através da Nova Era.

A Bruxaria e a Feitiçaria incluem ritos pagãos para tentar controlar o futuro e a vida dos demais, vingar-se dos inimigos ou proteger-se de feitiços, intimidar pessoas, conseguir poder sobre outros, etc., e nisto pode chegar-se a infligir doenças, perigo físico e, em geral, circunstâncias muito adversas para as vítimas. Nesses meios fala-se da magia branca, que supostamente se faz para conseguir um bem pessoal, e da magia negra que se faz para causar dano. É assim como feitiço é às vezes sinônimo de dano. No entanto, esta diferença é meramente formal, já que embora com a chamada magia branca se persiga um suposto bem, o trabalho ou feitiço que se faz pode prejudicar outro. Por isso deve ficar claro que toda magia é maligna e está igualmente condenada por Deus. “Nos países desenvolvidos, a Bruxaria (Witchcraft) é similar à dos países latino-americanos: uma prática ocultista na qual se usa a magia para adquirir conhecimento e ter o poder de controlar vidas, destinos, e ainda o mundo. Há inclusive uma variante da Bruxaria (Witchcraft) original que floresceu nos EUA desde os anos 70, com o nome de Wicca, que contempla, além das práticas e crenças da Bruxaria tradicional, a promoção de poderes mentais (psychic powers) e o culto a uma suposta “deusa interior”, com o que se conjuga uma espécie de panteísmo feminista: troca-se o Deus Único e Verdadeiro diferenciado da criatura por uma deidade feminina com a qual o ser humano estaria fundido.

A Bruxaria é maligna ainda que com ela se busque conseguir um suposto bem, e faz dano às pessoas que fazem uso dela e àquelas contra quem se dirige.”

A santería pretende fingir um culto católico, mas é uma forma oculta de idolatria. A santería inclui rituais pagãos como sacrifícios de animais, sessões adivinatórias, transes por possessão de espíritos malignos, etc. “A Santería, muito difundida em toda a América Latina, nos EUA e até na Europa, tem equivalentes com ligeiras variantes: o Voodoo, a Macumba, o Xangô, todas as quais se derivam de ritos tribais africanos.

Surge a santería ao serem transplantados para a América os escravos negros provenientes da cultura “iorubá”, que trazem consigo os seus cultos a divindades da magia africana. Ao não quererem submeter-se ao cristianismo, camuflaram os seus ídolos buscando nas imagens e estátuas cristãs algumas que se pudessem adequar ao seu culto.

Na realidade os santeros continuam fazendo o mesmo que os seus antecessores iorubás: fingindo um culto católico, mas na realidade estão rendendo cultos a ídolos.

Comunicação com “anjos”: Os anjos bons, os que permaneceram fiéis a Deus, são criaturas puramente espirituais, seres imortais, que acatam somente a Vontade Divina, e a sua missão de serem emissários de Deus e cumprir só as Suas ordens vemo-la em abundantes exemplos na Bíblia. (cf. Lc 1,26-37 – Mt 1,18-24 – Mt 2,13-15).

O conceito cristão do que são os Anjos de Deus e as suas funções é muito distinto do que se tenta fomentar com os cursos de comunicação com “anjos”, que é a manifestação de um movimento “angeológico” mundial claramente enquadrado dentro da Nova Era.

Segundo este movimento, os “anjos” são “esferas de luz”, “energia pura”, dispostos a tomar contato conosco através de técnicas especiais, tais como meditações pagãs, repetição de “mantras” (dados por ditos “anjos”), abertura de “chakras”, entre outras, para poder entrar na “taxa de vibração angélica”, etc., etc.

Nós, cristãos, sabemos que Satanás e os seus demônios continuam sendo “anjos”: anjos caídos, superiores em inteligência e poderes a nós, seres humanos, com uma capacidade de engano digna da sua astúcia com a qual buscam enganar sem descanso (cf. Jo 8,44), disfarçando-se de “anjo de luz” (2 Cor 11,14).

Satanismo: Culto e consagrações ao próprio Satanás. A finalidade costuma ser obter poder e riquezas, as quais Satanás promete para depois ir afundando o consagrado.

Guruísmo e Espiritualismo Oriental: Em 1966 os Gurus hindus convieram em exportar o Paganismo Oriental para o ocidente e traçaram a estratégia para consegui-lo.

O Maharishi Mahesh Yogui (Meditação Transcendental), por exemplo, converteu a partir dessa época o seu movimento chamado de “Regeneração Espiritual” no da “Ciência da Inteligência Criativa”, e assim vendeu a “Meditação Transcendental” no Ocidente como se fosse não religiosa, mas científica. No entanto, o ritual de iniciação é abertamente pagão-idolátrico, pois se rende culto a uma divindade hindu e o “mantra” que se dá ao aluno é o nome de uma dessas divindades.

Iluminismo e falso misticismo: Uso de técnicas ocultas para chegar à autodivinização.

Teorias e técnicas psicológicas como as de C.G. JUNG e outras que promovem o desenvolvimento ilimitado das potencialidades do ser humano.

Técnicas psicológicas de origem oculta: Expoente importante desta manifestação da Nova Era é o Eneagrama, com o qual se pretende sintetizar e analisar 9 tipos de personalidades, através de símbolos provenientes do ocultismo.

Cientologia-Dianética: Adaptação de técnicas ocultistas provenientes do Paganismo Oriental ao ocidente, especialmente promovidas mediante cursos no ambiente empresarial e no da Pastoral Católica. Incluem o “Erhard Seminar Training”, “Lifespring”, “Centro de Aprendizagem Kino”

A Dianética está chegando a muitos países sob esse mesmo nome e pretende estabelecer-se como uma religião entre empresários. Utiliza cruzeiros de navio para promover as suas metas.

Feminismo extremista: a Nova Era é “uma fusão de três tendências importantes: ecologia, espiritualidade e feminismo”. Este último aspecto é preferido na Nova Era em contraposição ao masculino. Assim, por exemplo, Ferguson diz que: “Em toda parte onde a Conspiração de Aquário se encontra em marcha, com a sua luta em favor da saúde holística, da ciência criativa e da psicologia transpessoal, os efetivos femininos são muito superiores aos que se dão no establishment”. “O poder das mulheres é um barril de pólvora da nossa época. Na Nova Era podem-se encontrar uma série de grupos feministas, desde os mais equânimes até os mais extremistas.

Autor: Javier Farias

Fonte: Monografias.com

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https://apologeticacatolica.org/NuevaEra/NEra011.htm