As ideias e práticas que constituem o New Age são muito difíceis de constatar, de enumerar, pois o New Age não tem uma identidade definida, mas sim muitas fachadas—fachadas variáveis e confusas. Dá a impressão de não constituir um movimento unido, organizado, estruturado. Apresenta-se como uma série de ideias, crenças e práticas aparentemente isoladas e desconexas, sem um fim e uma organização definidos … simplesmente como uma moda. Além disso, tem uma capacidade de mutação realmente assombrosa e uma grande variabilidade: foi surgindo a cada passo com coisas novas, ideias novas—ou ideias velhas convertidas em novas.
O New Age é um movimento pseudoespiritual de índole esotérica e ocultista, pagã, que inclui teorias errôneas e heresias que contradizem verdades fundamentais da fé cristã, e que busca levar o homem a crer que pode chegar a ser como Deus.
Sua finalidade, encoberta sob um pretenso respeito a todas as crenças, é a destruição da fé cristã, com o que tenta acabar com a Igreja Católica e com toda denominação cristã.
O “New Age” foi traduzido em espanhol como “Nueva Era”, mas na realidade a tradução de “New Age” seria “Nueva Edad” (Nova Idade). Os seguidores desta corrente também o chamam de “Era de Aquário” e “Idade de Ouro”. Pelos fins que persegue, outros o chamam de “Configuração de Aquário” ou “Conspiração Aquariana”.
Origem
O New Age tem suas raízes na “Sociedade Teosófica”, fundada em 1875 em Nova York por uma russa, Helena Blavatsky, basicamente espírita, que diz ter recebido seus ensinamentos de uns “seres espirituais especiais” ou “mestres ascensos”.
Para saber o que é a “Sociedade Teosófica”, precisamos conhecer o que é a Teosofia.
A Teosofia é a crença ou pretensão de ter conhecimento místico direto da “divindade”, sobre ela e sobre o mundo, mediante doutrinas e práticas secretas, esotéricas, ocultistas.
Blavatsky funda em 1875 a “Sociedade Teosófica”, que é uma mistura de ocultismo e misticismo oriental (basicamente o que é hoje o New Age). Sucede-a como presidente Annie Besant, que tentou em 1929 apresentar um novo “messias” ao mundo: um hindu que rejeitou o status que ela lhe atribuiu e se separou do movimento.
Mas é Alice Bailey (1880-1949), terceira presidente—inglesa radicada também nos E.U.A.—quem é considerada a “suma sacerdotisa” da “Sociedade Teosófica”. Ela funda o “Trust de Lúcifer” (hoje “Lucis Trust”) e, como médium espírita, dizia receber mensagens de um certo “mestre de sabedoria” morto, um tibetano. (Não é mera casualidade que seja oriental, como veremos mais adiante.)
Em numerosos escritos desta “Sociedade Teosófica” aparecem as mensagens do espírito demoníaco que lhe ditava em “escrita automática”, isto é, em estado de transe mediúnico, durante o qual a mão do médium escreve automaticamente, sem que este tenha controle algum sobre o que se escreve.
Estes escritos formam uma espécie de “Plano” ao qual se deu caráter secreto entre os seguidores. Este “plano”, que é o “Plano do New Age”, inclui um governo mundial e uma única religião mundial. O Plano do New Age devia permanecer oculto até 1975, ano em que seria trazido à luz pública.
De onde surge a “Sociedade Teosófica” que Blavatsky funda em 1875?
“A Teosofia começou com os maçons e no meio deles”, diz uma publicação do CELAM (Conferência Episcopal Latino-Americana) intitulada “Seitas na América Latina”, no capítulo intitulado “Movimentos Pseudoespirituais”, escrito pelo franciscano Frei Boaventura Kloppenburg.
Que fins persegue a Maçonaria? Em que consiste a conspiração maçônica?
A Maçonaria, que é uma sociedade secreta de índole esotérica e ocultista condenada pela Igreja, embora simule o contrário, persegue a destruição da civilização cristã, começando primeiro pela Igreja Católica e continuando com outras crenças cristãs; assim como também de toda norma, princípio ou instituição baseados no cristianismo, para substituí-los por uma civilização pagã e uma pseudorreligião também pagã. É importante conhecer isto para poder continuar analisando o processo histórico de formação do New Age, a partir da “Sociedade Teosófica”.
Helena Blavatsky transforma-se em médium espírita um pouco antes de fundar a “Sociedade Teosófica”. É durante uma estada em Paris (1867-1870) que entra no grupo de Allan Kardec, maçom e codificador do Espiritismo.
Em seu regresso aos EUA, funda a “Sociedade Teosófica” em Nova York em 20 de novembro de 1875 junto com outros maçons: Charles Sotheran (um dos chefes da Maçonaria nos E.U.A.), Henry Steele Olcott (maçom), George Felt (da Irmandade Hermética de Luxor, também maçônica) e William Judge.
Em 1871, Albert Pike, grão-mestre de um dos ramos da Maçonaria, o Rito Escocês, escreve um livro básico da filosofia maçônica: “Moral e Dogma da Maçonaria”. Pike, embora não pertença formalmente à diretoria da “Sociedade Teosófica”, está em contato com ela.
Outra evidência da conexão entre a Maçonaria e o New Age é este dado curiosíssimo: o boletim que os maçons distribuem por todo o mundo aos “irmãos maçons” chama-se “New Age”! Há constância de que assim se chama, ao menos desde 1921, mas este nome poderia ter sido usado anteriormente a esta data.
Além das evidências históricas da origem e da relação da Nova Era com a Maçonaria, há outra determinante: o Plano do New Age coincide com os fins da Maçonaria: uma religião mundial e um governo mundial. Isto é: as metas do New Age e as da Maçonaria são as mesmas.
Talvez por isso o Papa Leão XIII, em 1884, em sua Encíclica “Humanum Genus” (#7), diz o seguinte: “Existem várias seitas que, embora diferentes no nome, no rito, na forma e na origem, são contudo tão ligadas entre si pela comunidade de propósitos e pela semelhança dos seus princípios fundamentais que, na realidade, se identificam com a Maçonaria, a qual é como que o ponto de partida e o centro de referência de todas elas.”
Qual é a relação da “Sociedade Teosófica” com o Misticismo Oriental?
O espírito diabólico que dita a Alice Bailey o Plano New Age é tibetano. Mas a relação da “Sociedade Teosófica” com o Oriente é anterior: em 1879 Blavatsky e Olcott viajam à Índia, instalam-se em Adyar, perto de Madras, e 6 anos depois ela escreve sua obra “Doutrina Secreta”, na qual começa a configurar-se o “Plano do New Age”.
Conclusão
Após esta sucinta análise histórica podemos concluir o seguinte: a Maçonaria dá origem à Sociedade Teosófica por meio do Espiritismo e em contato com o Paganismo Oriental.
Estes são os quatro pilares básicos do New Age:
Maçonaria – Espiritismo – Teosofia ou Gnosticismo – Paganismo Oriental.
Ao ter em conta esta base de sustentação do New Age, poderemos decifrá-lo e analisá-lo melhor.
O New Age origina-se, então, na Maçonaria, por meio de instruções e ditados dados por espíritos demoníacos.
O processo de penetração da Nova Era
Já em 1986 uma reportagem do New York Times diz que tudo foi influenciado pelo New Age: a educação, a saúde, a arte, a economia, a gerência, o governo, a ciência, o entretenimento e … a religião.
Na área religiosa há gente muito comprometida, muito cristã, católica praticante… até sacerdotes e religiosas! que inocentemente foram “anexando” (assim começa a participação: acrescentando) às suas crenças e práticas de sempre teorias e práticas do New Age… e já sabemos de onde vêm estas “novas” crenças e práticas. (!!!). Por exemplo, uma muito difundida e anexada por muitos cristãos é a crença na reencarnação, que analisaremos mais adiante.
Os propulsores do New Age não vão diretamente contra as crenças cristãs; “aparentemente” as aceitam. Mostram-se muito abertos, no princípio. Propõem estes erros heréticos como algo compatível com o Cristianismo. Todas as religiões são aceitas. Claro! Pois a Teosofia baseia-se na igualdade das religiões—para assim acabar com todas, em particular a católica—para depois tentar estabelecer a religião única.
Os que estão promovendo o New Age usam terminologia da Bíblia, do cristianismo e até mencionam atividades da Igreja Católica, para confundir, enganar e atrair os católicos.
Como tem sido o processo de penetração do New Age?
Ao passar a humanidade de uma concepção teocêntrica do mundo, na qual Deus era o centro, a uma concepção antropocêntrica, na qual o homem se converte no centro, foram-se introduzindo mudanças nos conceitos da fé, nas normas morais, nas atitudes e valores, nas formas de vida e costumes das pessoas. Embora estas mudanças venham ocorrendo paulatinamente desde o Renascimento, não há dúvida de que é neste século que se vão dando as condições que tornam possível a penetração franca e mais generalizada dos erros do New Age.
Para ver como tem sido a mudança na sociedade e nos indivíduos que a integram desde fins do século passado, pode ver-se na Encíclica “Humanum Genus” do Papa Leão XIII e um extrato de outra Encíclica sua, “Praeclara Gratulationis”. Além disso, houve uma mudança de mentalidade que se produziu de forma intensa e acelerada durante a segunda metade deste século, e que Massimo Introvigne, Diretor do Centro de Estudos de Novas Religiões de Roma, resume da seguinte maneira:
1ª Etapa: Igreja NÃO – Cristo SIM: Etapa de penetração das seitas de origem cristã e, em nossos países, etapa de descrédito da Igreja e dos sacerdotes: “Eu creio em Cristo, mas não nos padres” foi um comentário que começou a difundir-se e a ouvir-se então, convertendo-se quase em “slogan”.
2ª Etapa: Cristo NÃO – Deus SIM: Etapa de invasão da religiosidade oriental e dos Gurus orientais rumo ao Ocidente cristão.
3ª Etapa: Deus NÃO – Religião SIM: Etapa em que assuntos seculares se convertem em quase-religiosos. Na política, o Marxismo; na ciência, o Freudismo e o começo dos movimentos do “desenvolvimento do potencial ilimitado do ser humano”.
4ª Etapa: Religião NÃO – Sacralidade SIM: Etapa de promoção de crenças e práticas do ocultismo que se promovem como sagradas: é já a Etapa da Nova Era.
Este tem sido um processo de penetração despercebido e dissimulado, lento e paulatino, mas efetivo e certeiro. Têm sido fases de afastamento da verdade que foram se sucedendo uma após outra no mundo inteiro.
Penetração literária
Em 1976 sai o best-seller “Fernão Capelo Gaivota” de Richard Bach, publicação ditada por um espírito. Este foi o lançamento da literatura “canalizada” por espíritos. Este relato aparentemente inócuo e idealista trazia a semente do New Age. Venderam-se em pouco tempo 25 milhões de exemplares.
Posteriormente sai “Os Ensinamentos de Don Juan” de Carlos Castañeda, o maior expoente da feitiçaria.
Hoje em dia a literatura New Age é excessiva; em 1991, só nos EUA, havia 2.500 livrarias especializadas, sem contar as seções New Age em todas as livrarias, com 25.000 títulos em circulação e crescendo vertiginosamente, convertendo-se este ramo em fonte de “grandes lucros”, segundo relata o diário “Jornal do Brasil” em janeiro de 1995.
Penetração audiovisual
São evidentes em filmes, vídeos, jogos de vídeo, música e também em livros e revistas as seguintes influências: gosto pelo terror, pelo imaginário e fantasioso, pelo cósmico-mágico, o feio e monstruoso, experiências extrassensoriais, poderes parapsicológicos como a telepatia, comunicação com espíritos por meio de jogos como o Ouija; viagens ao além, talismãs, bruxaria, feitiçaria, etc. … e até o expressamente satânico. Os filmes satânicos abundam e são transmitidos frequentemente pela televisão.
Penetração por símbolos
A simbologia satânica pode ver-se abundantemente em jornais, revistas, artes, publicidade, TV, cinema, roupas, etc.
Penetração na música
A chamada “Música New Age”, com a repetição de sons em sequências alternadas, é feita para criar atmosferas que levem o ouvinte a um estado de relaxamento que favoreça a alteração dos estados de consciência.
Na música rock, as letras com louvores, antes escondidos e agora expressos, ao próprio Satanás são cada vez mais frequentes.
Drogas
No New Age, as drogas são usadas, acima de tudo, como um meio para alcançar, através da alteração dos estados de consciência e da manipulação do sistema nervoso, supostas experiências divinizantes.
Descrédito progressivo da moral e da lei de Deus
Esta é uma forma de penetração evidente em todos os setores da sociedade, através dos meios de comunicação, tanto em programas de ficção (novelas, filmes) como nos de não-ficção (programas de opinião, científicos, etc.).
Por isso S.S. João Paulo II, em sua Encíclica “Veritatis Splendor” (#35), escreve: “Estamos invadidos de uma orientação ética que tem seu centro em um pretenso conflito entre a liberdade e a Lei de Deus … chegando a tal grau de autonomia moral que é quase uma soberania absoluta.”
A ideologia da Nova Era e as fachadas com que se apresenta
Aparente aceitação de todas as religiões: não vai contra nenhuma, mas tampouco aceita nenhuma que não seja das pagãs: Hinduísmo, Budismo, Zen, Taoísmo. Vai introduzindo crenças pagãs (por exemplo, a reencarnação). Desta forma, ao irem os cristãos e especialmente os católicos “anexando” estas falsas doutrinas e crenças à nossa fé, terminamos perdendo a verdadeira Fé. Assim, ao ficar debilitada e destruída a Fé cristã, alcança-se um dos fins do New Age: integrar todas as religiões em uma só.
Busca da saúde: Um caso típico é o das curas por “energia universal”; também a “Meditação Transcendental”, para alcançar o equilíbrio emocional e psíquico.
Busca do Ecologismo, da proteção ambiental: fim bom—como é o da saúde—mas que às vezes se usa como fachada ou disfarce para introduzir teorias e práticas do New Age.
Uso de linguagem e termos cristãos para enganar e confundir os cristãos e católicos. Podem declarar-se rosa-cruzes, propulsores da metafísica e simultaneamente utilizar passagens da Bíblia, terminologia cristã e até mencionar atividades da Igreja Católica.
Dar aparência de científico ao ocultista: Por exemplo, a Parapsicologia como ciência para estudar fenômenos ocultos. Outro exemplo: o espiritualismo hindu convertido em aparente ciência como técnica de relaxamento na “Meditação Transcendental”.
Uso de disfarces para os demônios, espíritos malignos e almas condenadas que atuam no Espiritismo ou “canalização”: chamam-nos de “anjos” ou faz-se crer que são “extraterrestres”. (Há testemunhos de pessoas que escaparam do New Age e às quais se havia dito que viriam uns “extraterrestres” para tomar posse delas.) Também se chamam estes espíritos malignos de “mestres ascensos”, “seres espirituais especiais”, como chamou Blavatsky àquele que lhe deu o ditado por “escrita automática”. Também os denominam “espíritos da natureza”. Há um, inclusive, a que chamam “espírito do Natal”, muito promovido, divulgado e invocado, ao qual se pedem os presentes desejados para essa época.
Pilares que sustentam a Nova Era
A melhor forma de decifrar a Nova Era é estudando a ideologia que a sustenta. Assim vemos que, diante da dificuldade de decompô-la, de defini-la—pois reúne, por soma ou confusão, velhas e novas heresias e filosofias—ao revisar estas heresias presentes ao longo da história da Igreja, podemos perceber como está formada a Nova Era. É interessante observar que todas estão interconectadas entre si e se apoiam umas às outras.
Espiritismo: Já vimos como a Nova Era provém principalmente do espiritismo, isto é, da comunicação com espíritos malignos e das instruções recebidas destes. Não está constituída por meras descobertas feitas pelos homens.
O New Age provém do Espiritismo mas também o inclui e o fomenta.
O Espiritismo, agora chamado de “canalização” e até de “espiritualismo”, é a prática de contatar espíritos malignos, ou seja, anjos caídos e/ou almas condenadas.
Crê-se—erroneamente—que o Espiritismo é a prática de contatar espíritos bons e inofensivos. Mas … de onde vêm estes espíritos?
As atividades espíritas estão expressamente proibidas na Bíblia (Deuteronômio 18,9-12). A Igreja Católica também as proíbe. Por isso podemos afirmar que a informação recebida mediante práticas espíritas—sejam verídicas ou não—não vêm do Espírito de Deus, nem de Seus Anjos, nem das almas da Igreja Triunfante (as dos santos que estão no Céu), nem sequer das almas da Igreja Padecente (almas que se encontram em estado de purificação no Purgatório que, embora não gozem ainda da Visão Beatífica—da Visão de Deus—são almas já salvas que fazem parte da Comunhão dos Santos).
Pode-se concluir, então, que o Espiritismo é a prática de contatar espíritos malignos: anjos caídos (demônios) e almas condenadas.
Usam princípios psicológicos e linguagem espiritual para poder enganar melhor: “Se comerem do fruto da árvore da ciência do bem e do mal, serão como Deus”—foi o engano da Serpente a Adão e Eva. E hoje Satanás continua nos enganando com a “árvore da ciência do bem e do mal”: saberão como deus – serão como deus – conhecerão como deus … curarão como deus – farão milagres como deus …
Panteísmo: Tudo é Deus. O homem é parte de Deus. Deus e o mundo são—em última instância—idênticos. Deus é a energia do universo. Deus não é um ser com personalidade, não é um Deus pessoal, não é um Deus Pessoa. Entre outras consequências desta crença temos:
Se tudo é deus, eu também sou deus—ou posso chegar a ser deus.
Shirley MacLaine, expoente importantíssima do New Age, aparece em uma filmagem diante do mar cantando: “Eu sou deus, eu sou deus, eu sou deus”.
Os gurus sustentam que eles são deuses.
Deus inclui tudo, tanto o Bem como o Mal. (Esta é uma doutrina pagã oriental fundamental.)
Monismo: Tudo é um, tudo é uma mesma coisa. Relaciona-se com o Panteísmo em que não existe uma distinção final entre Deus e o homem, entre o Criador e a criação.
Sincretismo: Fusão de diferentes formas de crença e prática. Igualação de todas as religiões. Pretende que todas as religiões podem ser uma só. Como consequências do sincretismo temos, por exemplo:
A Bíblia é apenas mais um entre muitos livros “sagrados”.
Jesus é apenas mais um “profeta”, igualado a Buda, Maomé ou Lao Tsé.
Gnosticismo ou Teosofia: Heresia do século I, que persistiu e volta a apresentar-se fortemente em nossos dias formando parte do que hoje é o New Age.
É um conjunto de ensinamentos e práticas secretas, mediante os quais a pessoa pretende chegar ao conhecimento (“gnose”) da própria essência da divindade, conhecimento que se procura alcançar mediante práticas “mágicas” e ocultas.
Rosacrucianismo: Princípios em que se baseiam as Sociedades Rosacruzes muito antigas (século XVII), apresentando evidentes semelhanças ou inter-relação com a Maçonaria. Também panteísta: “Cremos em um ser supremo de quem todos somos parte”, começa a declaração de princípios dos Rosacruzes.
Relativismo moral: Negação das premissas sobre as quais repousa a lei moral, chegando-se ao extremo de afirmar que Deus inclui tanto o bem como o mal. Não há diferença entre o bem e o mal, entre o vício e a virtude. Tudo depende da opinião de cada pessoa. É bom aquilo que a cada um agrade.
Se a pessoa aceita sua própria bondade, tudo o que faça é bom, ainda que seja mau. Eis alguns exemplos práticos de conhecidos gurus e outros expoentes do New Age, consequências do relativismo moral:
“O bem e o mal são um e são a mesma coisa” (Swami Vivekananda).
“Meu ashram (comunidade de seguidores de um guru) não faz distinção entre o demoníaco e o divino… Enfatizar a moralidade é degradante, é desumano, é prejudicial” (Rajneesh).
Shirley MacLaine diz em um de seus livros (“Out on a Limb”) que “encontrou o caminho, o método para eventualmente eliminar os conceitos artificiais do bem e do mal”.
Relativismo prático e subjetivismo: O relativismo, que é a negação da realidade (tudo é aparência ou uma impressão da realidade), no New Age amplia-se unindo-se ao Subjetivismo. Assim se propõe: você cria a sua própria realidade? Não há uma verdade; cada um tem a sua. Daí o grande auge do fantasioso e do imaginário.
Exemplo: No mesmo livro “Out on a Limb”, Shirley MacLaine, expoente importantíssima do New Age e uma de suas sacerdotisas mais relevantes, escreve que, tomando um banho quente, chegou a crer: “Pouco a pouco converti-me em água… senti uma conexão interior da minha respiração com o pulso da energia ao meu redor. De fato, eu era o ar, a água, a escuridão, as paredes, a espuma, as rochas molhadas submersas na água e até o som do rio que corria lá fora.” (!!!)
MacLaine, que tentou com seu canto (“eu sou deus, eu sou deus, eu sou deus”) aplicar o Panteísmo (tudo é deus … eu sou deus), aqui tenta aplicar o Monismo (tudo é um, tudo é a mesma coisa), através do subjetivismo.
Além disso, este tipo de práticas tão insanas pode levar a situações depressivas graves. Assim é a tática do Demônio: elevar a pessoa, dar-lhe uma série de poderes ou fazê-la crer que os tem, para depois afundá-la irremediavelmente no abismo.
Esoterismo e Ocultismo: Conjunto de práticas escondidas ou secretas mediante as quais se pretende chegar à divinização de si mesmo.
Neopaganismo: Revalorização e incorporação de numerosas doutrinas pagãs, nas quais principalmente se considera Deus como uma Força Superior imanente (inerente) à criação, fazendo parte dela e não independente dela: não como o Criador, o Ser Supremo.
Esta Força Divina inclui seu aspecto masculino e feminino, sendo a parte feminina a mais poderosa e importante (Gaia ou a Mãe Terra).
Idolatria: Como consequência da revitalização do Paganismo, reapareceram velhas deidades e surgiram novas divindades, às quais se rende o culto que se deve apenas ao Deus Uno e Trino: Pai, Filho e Espírito Santo.
A Idolatria vem sendo introduzida na Venezuela e também em outros países de diversas maneiras; entre outras, pela via das curas por contato através da chamada “energia universal”. No Nível 4 destes cursos “estudam-se junto ao ‘mestre’ os códigos secretos que se encontram em uns gráficos trazidos por ele do Egito … um representa Nut, a figura de uma mulher elástica … que teria vindo com uma importante missão para aliviar o sofrimento da humanidade e ajudar a estabelecer a harmonia sobre a terra” (cf. Revista Pandora – Reportagem sobre o Guru vietnamita Dang, Desira Narada III e seus cursos).
Quietismo: A busca de uma extrema passividade espiritual que tende à destruição do ser humano através de uma suposta absorção na divindade. É a raiz do Budismo, cujo ideal é o estado de “nirvana”, no qual o homem já não tem desejo, nem paixão, nem a “ilusão” do mundo exterior. O Quietismo conecta-se com o Relativismo ao considerar o mundo exterior uma ilusão ou aparência.
Reencarnacionismo: O desejo da eterna felicidade—que é um anseio que o próprio Deus colocou em Suas criaturas para que, buscando-O, cheguemos a Ele—explica-se no Paganismo Oriental mediante a crença de que a alma de cada ser humano regressa à terra e começa a viver de novo em outro corpo. E crê-se, além disso, que este processo chamado “reencarnação” acontece não uma vez, mas muitíssimas vezes: quantas vezes forem necessárias até romper este ciclo reencarnatório que é causado pelo “karma”, isto é, pelo efeito que têm os atos maus da pessoa e pelos quais inexoravelmente há que pagar, seja na vida dessa mesma pessoa ou na vida das sucessivas pessoas nas quais supostamente se reencarna essa alma.
Segundo o Paganismo Oriental, este ciclo reencarnatório chamado “samsara” pode concluir-se quando, ainda permanecendo no mundo físico, se chega ao desprendimento total dele, crendo-se que assim se alcança a autodivinização.
Mas esta crença em um prolongado e desagradável suposto ciclo de sucessivas mortes e nascimentos—que no Paganismo Oriental é considerado algo negativo do qual é preciso sair—estamos nós, os homens e mulheres de hoje, adotando ingenuamente como algo possível, bom, conveniente … e até agradável e esperançoso, e a estamos “anexando” às verdades que constituem a nossa fé cristã.
Contudo, além de ser a chamada “reencarnação” algo inconveniente e negativo, e além de estar expressamente negada na Bíblia (“Porquanto o destino dos homens é morrer uma só vez”, Hb 9,27), contradiz verdades básicas da nossa fé cristã, e poder-se-ia dizer que termina negando toda essa fé. Analisemos apenas duas destas verdades:
Jesus Cristo Salvador e Redentor: Só Deus pode salvar (Is 43,3 e 12,2). Só o Filho de Deus feito Homem nos salva e redime (Lc 19,12 – Jo 10,19 – Rm 5,12-19). Mas na teoria pagã da “reencarnação” o homem pretende por si mesmo chegar à própria divinização, “purificando-se” mediante técnicas e práticas esotéricas. Isto é, o homem que crê que vai reencarnar pretende autorredimir-se, negando assim a única salvação possível: a que nos veio trazer Jesus Cristo, Salvador e Redentor de todos os seres humanos e de cada ser humano em particular (Lc 1,31 – Mt 1,21).
A Ressurreição: Assim como Jesus Cristo já ressuscitou, nós também ressuscitaremos para viver eternamente (Jo 6,40), não sem antes passar pelo Juízo (Jo 5,25-27): “os que fizeram o bem sairão e ressuscitarão para a vida, mas os que praticaram o mal ressuscitarão para a condenação” (Jo 5,28-29).
Essa é a nossa esperança: saber que ressuscitaremos em corpo e alma gloriosos, como Jesus Cristo já ressuscitou, para desfrutar do Céu que nos foi prometido, esse lugar inexplicável em termos humanos, pois “nem os olhos viram, nem os ouvidos ouviram, nem o coração humano imaginou o que Deus tem preparado para os que O amam” (1Cor 2,9).
Além de ser esta esperança da nossa futura imortalidade em corpo e alma gloriosos, ressuscitados por Jesus Cristo, uma verdade da nossa fé cristã, não é também uma esperança muito mais desejável do que a vã ilusão de morrer para voltar a “nascer” dentro de um corpo que não é o meu?
Religiosidade pagã oriental
a. Hinduísmo: Politeísta, panteísta, monista, quietista, relativista. A única realidade no universo é a divindade (Brahman); todo o resto é ilusão (maya) e realmente não existe. Chega-se à iluminação, à autodivinização, mediante o Yoga (ao alcançar a experiência “samadhi”).
Segundo o filósofo hindu Vishal Mangalwadi, o Yoga tem como finalidade alterar a consciência para obter níveis mais elevados de consciência através de certas técnicas para manipular o sistema nervoso.
Todos os tipos de exercícios de yoga estão desenhados para chegar, mediante um vazio interior, à consciência da própria divinização. (Tudo é deus … eu sou deus.)
Seja o Jnana Yoga (do conhecimento), o Bhakti Yoga (do amor e da devoção), o Karma Yoga (do trabalho e do esforço), o Hatha Yoga (de exercícios), o Japa Yoga (da repetição de palavras—mantras—que invocam divindades hindus ou inclusive espíritos malignos (cf. Johnette Benkovic em “The New Age Counterfeit”)), seja o Kundalini ou Laya Yoga (o utilizado nos cursos de curas por “energia universal” e nos de comunicação com “anjos”), seja o Tantra Yoga (de magia sexual), etc. …, todos os tipos de yoga procuram levar os que os praticam a um conceito e a uma prática pagã, que é a busca do vazio interior para chegar à consciência da própria divindade, isto é, à autodivinização: fazer-se deus.
Erro comum é pretender equiparar estas práticas à Mística Cristã, já que o vazio interior que se busca no Paganismo Oriental é muito diferente do abandono que, na oração contemplativa da Mística Cristã, a pessoa faz quando se abre a Deus e se entrega a Ele, que habita em seu interior, já que o homem é “templo vivo do Espírito Santo” (1Cor 3,16).
b. Budismo: É uma nova forma de religiosidade pagã oriental proveniente do Hinduísmo, pois, segundo a lenda, Buda, antes de chegar à iluminação, foi um errante monge hindu.
Própria do Budismo é a teoria reencarnacionista de que a existência é um contínuo ciclo de morte e reencarnação e que, enquanto a pessoa se mantém nesse ciclo, não pode livrar-se do sofrimento (karma), para o que é preciso buscar o estado de felicidade e paz total (nirvana).
c. Taoísmo/Zen: O Zen é uma forma de Budismo, cuja meta é chegar a um estado de consciência no qual “tudo é um” (Monismo). Diz um zenista: “Tudo é um, um é nada, tudo é nada…”
O Zen foi influenciado pelo Taoísmo (religião da China), do qual toma o princípio e o símbolo chinês do “yin e yang”, ou conciliação de contrários: bem–mal, passivo–ativo, positivo–negativo, luz–escuridão, masculino–feminino, etc., pois os opostos são símbolos da unidade final (tao).
Materialismo e Hedonismo: Embora as metas e os métodos do New Age pareçam ser muito espiritualistas, o móvel subjacente é eminentemente materialista (não de Deus) e hedonista (busca do prazer), pois considera-se que a meta suprema do homem é a satisfação pessoal e o sucesso.
Integracionismo ou Holismo: “Holos”, do grego, “total”. Tudo está interconectado. Todas as coisas são interdependentes e devem ser consideradas “integralmente” ou “holisticamente”. Isto aplica-se atualmente à saúde.
Através desta teoria busca-se a reconciliação de contrários, como no Taoísmo: a ciência e o ocultismo, o positivo e o negativo.
Busca-se também, por meio disto, a integração de todas as religiões e, naturalmente, a integração de todas estas doutrinas falsas, pagãs, heréticas que revisamos, para o NEW AGE.
Fonte: Conoze.com