Acabo de ver o filme A Bússola de Ouro (The Golden Compass em inglês), estrelado por Dakota Blue Richards, Daniel Craig e Nicole Kidman, e que é uma adaptação cinematográfica de Luzes do Norte, primeiro livro da trilogia A matéria escura, de Philip Pullman (ateu militante). O filme contou com um orçamento de 205 milhões de dólares, o que o torna uma das produções mais caras da produtora New Line Cinema.
Sem saber nada disso (eu não tinha nenhum antecedente sobre o filme), ele chamou minha atenção porque estava entre a lista de filmes oferecidos pelo meu provedor local de TV a cabo e, como estou de férias, animei-me a comprá-lo.
O filme se passa em um universo paralelo onde as pessoas levam a alma separada de si mesmas sob a forma de um animal, ao qual chamam daemon. A forma desse animal pode variar enquanto são crianças, mas, ao crescerem, acaba definindo-se como cão, puma, gato, macaco etc.
O universo é governado por um organismo religioso chamado “O Magistério”, que, entre seus planos macabros, pretende aperfeiçoar uma série de experiências cruéis em crianças para conseguir realizar com êxito uma espécie de operação cirúrgica (cisão) nelas, separando-as definitivamente de seus daemons. Isso lhes tirará o livre-arbítrio e as impedirá de desobedecer à sua autoridade e de se tornar “hereges” (ficando “dóceis” ou como uma espécie de “descerebrados”). Assim poderão impor seu domínio sobre todos, e as pessoas só poderão crer no que eles disserem que devem crer.
Não pude deixar de ver em tudo isso uma mensagem subliminar (dirigida evidentemente às crianças), na qual se compara a Igreja a um organismo corrupto e maligno, de caráter inquisitorial, e na qual o lado dos bons é o de “aqueles” que rejeitam a autoridade e o magistério.
Depois que a curiosidade me tomou e comecei a investigar, pude constatar que minha impressão não era isolada, mas que a Liga Católica dos Estados Unidos havia organizado um boicote contra o filme por promover o ateísmo entre as crianças.
Segundo comenta o presidente da Liga Católica, cada um dos livros da trilogia é cada vez mais agressivo em suas tentativas de denegrir o cristianismo; e, embora o filme tenha sido “suavizado” em suas partes mais ofensivas ao cristianismo (ainda que, evidentemente, não o bastante para que eu não percebesse), pode promover os livros, cujo anticatolicismo e anticristianismo se tornam cada vez mais evidentes.
Pullman se defendeu negando que em seu livro haja uma crítica à Igreja, mas sua maneira de se defender é literalmente uma confissão:
“Não falo deste mundo, mas de outro, fantástico, no qual a autoridade está nas mãos de uma Igreja corrupta. Se as pessoas quiserem traçar paralelos, estão no seu direito”
Em outras de suas declarações, sua intenção se torna ainda mais evidente:
“A religião nunca deve dizer às pessoas o que elas têm de pensar”
O autor do livro também expressou que esse tipo de polêmica apenas aumentará as vendas do livro: “Toda esta polêmica servirá para que se fale mais de A Bússola de Ouro, de modo que lhes sou muito agradecido”. A mesma atitude foi tomada por Chris Weitz, diretor do filme, que afirmou não se preocupar com essas ações e recordou que a Liga Católica também havia boicotado a estreia de O Código Da Vinci, e, apesar disso, ele se tornou um sucesso de bilheteria. “Fará com que mais gente veja o filme”. O certo é que, ao que parece, ou o boicote funcionou, ou o filme não conseguiu despertar interesse suficiente nos espectadores, pois arrecadou apenas vinte e seis milhões de dólares em seu primeiro fim de semana, bastante longe dos quarenta milhões que seus produtores esperavam. (Talvez um pouco de ambos, porque, deixando de lado por enquanto o aspecto anticristão, o filme, em minha opinião, não é “grande coisa”; até minha esposa concluiu que era aborrecido e nada extraordinário. Muito orçamento e pouca qualidade.)
Animo todos os pais católicos a se unirem a esse boicote; definitivamente, é a melhor forma de ensinar a esses produtores ávidos por dinheiro que busquem dinheiro em outro lugar, e não promovendo porcarias anticatólicas.
Para finalizar, algumas notícias relacionadas:
Promove ateísmo
Católicos nos EUA boicotariam filme infantil “A Bússola de Ouro”
WASHINGTON D.C., 05 dez. 07 / 05:52 am (ACI).- Os promotores do filme infantil “A Bússola de Ouro” (The Golden Compass) — baseado em uma trilogia de livros que difunde o ateísmo entre as crianças — estão fazendo de tudo para minimizar o impacto do eventual boicote que católicos e evangélicos protagonizarão a partir de sua estreia.
A agência responsável pela publicidade do filme enviou inclusive uma comunicação aos 50 jornais católicos mais importantes dos Estados Unidos para comprar páginas e anunciar a fita.
A produção da New Line Cinema e da Scholastic Entertainment é estrelada por Nicole Kidman, Daniel Craig e Eva Green. Sua estreia mundial está programada para esta semana. Apresenta a história de uma menina que, ao tentar salvar uma amiga, acaba salvando o mundo.
Segundo Bill Donohue, da Liga Católica, os livros do ateu militante britânico Philip Pullman — nos quais se baseia a fita — foram deliberadamente escritos “para promover o ateísmo e denegrir o cristianismo, especialmente o catolicismo”.
“Ateísmo para crianças. É isso que Philip Pullman vende. Ele tem a esperança de que The Golden Compass leve os pais a comprar a trilogia como presente de Natal. Nossa esperança é que o filme fracasse na bilheteria e que seus livros atraiam pouquíssimos compradores”, indicou.
Atenção, pais
Reforçam campanha contra “A Bússola de Ouro”, filme que promove o ateísmo entre crianças
WASHINGTON D.C., 30 nov. 07 / 01:21 pm (ACI).- A Liga Católica dos Estados Unidos lançou uma campanha para advertir sobre os perigos do novo filme “A Bússola de Ouro” (The Golden Compass), que estreia na próxima semana e pretende “conduzir as crianças ao ateísmo”.
O filme, estrelado por Nicole Kidman e Daniel Craig, é a adaptação do primeiro de três livros intitulado Luzes do Norte, no qual o poder está nas mãos do “Magisterium” (clara alusão ao Magistério da Igreja), que viria a ser uma espécie de “ordem religiosa que sufoca a individualidade e controla as almas das crianças, atitude contra a qual se ergue a menina Lyra Belacqua, possuidora da bússola dourada”, que contém a verdade suprema.
Segundo explica o presidente da Liga Católica dos Estados Unidos, Bill Donohue, Pullman promove assim o ateísmo e procura “denegrir a cristandade aos olhos das crianças” com sua trilogia intitulada A matéria escura. Por essa razão, exorta os cristãos a “afastar-se deste filme, porque sabe que o filme incitará à leitura dos livros: pais ingênuos que levam seus filhos para ver o filme podem ser levados a comprar os três livros como presente de Natal”.
O segundo livro, A Faca Sutil, é mais “explícito em seu ódio ao cristianismo que o primeiro, e a terceira entrega (A Luneta Âmbar) é, se possível, ainda mais flagrante”, destaca Donohue, que também explica que o filme é baseado na menos ofensiva das três obras.
Diante dessa agressão à fé católica, a Liga põe à disposição dos fiéis o informe “A Bússola de Ouro: propósitos desmascarados”, que pode ser adquirido na Internet.
Agressão cinematográfica
Organização católica norte-americana denuncia mensagem do filme “The Golden Compass”
WASHINGTON D.C., 12 out. 07 / 12:04 pm (ACI).- A Liga Católica norte-americana, presidida por Bill Donohue, advertiu os crentes sobre a mensagem ateia e anticristã do próximo filme The Golden Compass (A Bússola de Ouro).
A produção da New Line Cinema e da Scholastic Entertainment, estrelada por Nicole Kidman, Daniel Craig e Eva Green, e que estreia nos Estados Unidos em 7 de dezembro, consiste em uma fantasia infantil sobre uma menina que, ao tentar salvar uma amiga, acaba salvando o mundo.
Donohue, no entanto, adverte que o filme é a encenação do primeiro livro de uma trilogia escrita pelo ateu militante britânico Philip Pullman.
“A trilogia foi deliberadamente escrita para promover o ateísmo e denegrir o cristianismo, especialmente o catolicismo”, adverte o presidente da Liga Católica.
“O público ao qual o filme se dirige é de crianças e adolescentes, e cada livro é progressivamente mais agressivo em sua denegrição do cristianismo e na promoção do ateísmo: o segundo livro, The Subtle Knife, é mais explícito que The Golden Compass; e The Amber Spyglass é o ataque mais descarado às sensibilidades cristãs dos três volumes”.
Donohue é taxativo: “Ateísmo para crianças. É isso que Philip Pullman vende. Ele tem a esperança de que The Golden Compass leve os pais a comprar a trilogia como presente de Natal. Nossa esperança é que o filme fracasse na bilheteria e que seus livros atraiam pouquíssimos compradores”.
O presidente da Liga Católica assinalou que “estamos fazendo mais do que apenas esperar: estamos iniciando uma campanha nacional para protestar contra o filme e, para esse fim, preparamos o folheto ‘The Golden Compass: uma agenda desmascarada’”.
Donohue assinala que o filme se baseia no menos ofensivo dos livros e que os produtores diluíram as partes mais ofensivas da obra; mas explica que “realizamos o protesto porque continua sendo um fato que o filme é uma isca para os livros”.
“Estamos, portanto, combatendo uma campanha furtiva e enganosa por parte dos produtores do filme. Nosso objetivo é educar os cristãos para que saibam exatamente qual é a perniciosa agenda do filme”, conclui Donohue.
Autor: José Miguel Arráiz