Os menonitas são uma denominação protestante da Europa e da América do Norte, nascida na Suíça no século XVI. Seu nome deriva de Menno Simons, seu líder holandês.

Menno Simons nasceu em Witmarsum, na Frísia, em 1492. Em 1515 ou 1516 foi ordenado sacerdote católico e em 1532 foi designado pároco de seu lugar de nascimento. Mas em 12 de janeiro de 1536 renunciou ao cargo e tornou-se anabatista. O resto de sua vida dedicou-o aos interesses da nova seita à qual se havia unido.

Apesar de não ter uma personalidade imponente, exerceu considerável influência como pregador e particularmente como escritor entre os defensores mais moderados dos pontos de vista anabatistas.

Morreu em 13 de janeiro de 1559, em Wustenfelde, em Holstein.

Em 1525, Grebel e Manz fundaram uma comunidade anabatista em Zurique. Foram perseguidos em várias partes da Suíça desde os começos da fundação da nova seita até 1710. Mas não conseguiram suprimi-los, e há comunidades que existem até os dias de hoje. Em 1620, os menonitas suíços dividiram-se em Amish, ou Menonitas das Terras Altas, e Menonitas das Terras Baixas. O primeiro ramo difere do último pela crença de que a excomunhão dissolve o matrimônio e por outras práticas mais secundárias.

Durante a vida de Menno, seus seguidores dividiram-se na Holanda (1554) em “Flemings” e “Waterlanders”, segundo suas divergências sobre a excomunhão. O primeiro grupo posteriormente se dividiu em diferentes partes e foi diminuindo até a insignificância, restando atualmente apenas três congregações na Holanda. A divisão também fragmentou os “Waterlanders” até que, em 1811, se uniram, abandonaram o nome de Menonitas e passaram a chamar-se “Doopsgezinde” (persuasão batista), que é sua designação atual na Holanda.

Menno fundou comunidades exclusivamente na Holanda e no noroeste da Alemanha.

Certo número de menonitas emigrou para o sul da Rússia em 1788, por causa das ofertas de terras e da promessa de liberdade religiosa. Essa emigração continuou até 1824, fundando importantes colônias menonitas. Na América do Norte, a primeira congregação foi fundada em 1683 em Germantown, Pensilvânia. Seguiu-se depois um grande número de emigrações provenientes da Alemanha, Holanda, Suíça e, desde 1870, da Rússia. Há doze ramos diferentes da seita nos Estados Unidos, em alguns dos quais os membros não chegam a 1.000.

Entre as principais crenças da seita encontramos a rejeição do batismo das crianças, dos juramentos, dos processos judiciais, do serviço militar e do uso de armas. Aceitam o batismo de adultos e a Ceia do Senhor, na qual ensinam que Jesus Cristo não se torna realmente presente. Contudo, estes dois (batismo e ceia) não são propriamente sacramentos. Um princípio importante é a não resistência à violência. De todo modo, nem todos sustentam hoje essas doutrinas, e atualmente alguns menonitas aceitam exercer ofícios seculares. A estrutura da seita é congregacional, com bispos, presbíteros e diáconos. Calcula-se que os menonitas sejam cerca de 250.000.

Bibliografia: CRAMER, Bibliotheca Reformatoria Neerlandica, II e V (Haia, 1903, sqq.); CARROLL, Religious Forces of the United States (Nova York, 1896), 206-220; WEDEL, Geschichte der Mennoniten (Newton, Kansas, 1900-1904); SMITH, The Mennonites of America (Goshen, Indiana, 1909); CRAMER e HORSCH em New Schaff-Herzog Encycl. s.v. (Nova York, 1910). N.A. WEBER, Mennonites, em The Catholic Encyclopedia, Volume X, 1911, Robert Appleton Company.

Fonte: El Teólogo responde