1. Existe um ensinamento comum entre as diversas denominações protestantes: o de que o homem se justifica diante de Deus pela só fé. Os protestantes pretendem que o homem deve simplesmente crer que Cristo fez tudo o que se requer para a justificação. E, uma vez que o homem crê em Cristo, está salvo para sempre. Consequentemente, os protestantes entendem que as boas obras são meramente o fruto do estado justificado, mas não que sejam meritórias para a justificação. Do mesmo modo, as más obras não ameaçam o estado justificado. Já foram perdoadas.
  2. A Igreja Católica ensina que, embora a importância da fé seja crítica, a fé apenas inicia o processo de justificação, um processo que tem as suas etapas e um final. Nem a justificação é um acontecimento singular de só fé, nem as obras são meramente o fruto de semelhante fé, mas um processo pelo qual o indivíduo cresce em justificação por sua fé e boas obras, um crescimento que pode ser retardado, ou inclusive interrompido, pela infidelidade e as más obras, e terminar na perdição.
  3. Para ambas as partes, convém previamente esclarecer o que entendemos pela palavra “justificação”. Basicamente, “justificação” é o termo teológico usado para referir-se à base sobre a qual o homem pode “entrar na vida eterna”. É o meio pelo qual um pecador é “justificado” ou “feito justo diante de Deus”. Como Deus é perfeito, transcendente e santo, e o homem imperfeito, mortal e pecador, deve haver uma razão “justificável” pela qual Deus permita a tão baixa criatura viver com Ele para sempre. Como Deus tem de preservar a sua honra e santidade, não pode aceitar sem mais os homens no céu sem uma boa e “justificável” razão para fazê-lo, pois, de outra maneira, estaria comprometendo o seu próprio caráter divino. Para justificar a nossa entrada no céu, Deus deve permanecer também justo, honrado e santo (Romanos 3,26).
  4. “Fé” e “somente”
  5. Pois bem, comecemos formulando uma pergunta importante: o apóstolo Paulo ensinou a justificação pela fé somente? E, se assim foi, por que Paulo não usou a expressão específica “fé somente” em nenhuma parte dos seus escritos neotestamentários? São Paulo usou a palavra “fé” mais de duzentas vezes no Novo Testamento, mas nem uma só vez a juntou com as palavras “somente” ou “só”. O que o teria impedido de fazer tão importante união, se a “solidão” da fé para a justificação estava em primeiro plano em sua mente?
  6. A segunda razão que nos leva a sugerir tão importante pergunta é que Paulo usou as palavras “somente”, “só” ou “o único” (na tradução Ave-Maria, por exemplo) muito frequentemente. Em muitos destes casos aparece justo ao lado dos mesmos textos que contêm ensinamentos sobre a fé e a justificação (Romanos 3,29; 4,12; Gálatas 2,10; 3,2; 4,18; 5,13). Portanto, justo quando Paulo estava ensinando acerca da natureza da justificação, devia estar vivamente consciente da palavra “somente” e das suas propriedades qualificativas. A sua união com a palavra “fé” teria deixado esta questão indiscutivelmente resolvida.
  7. E, apesar de que o Espírito Santo não consentiu, ao que parece, que Paulo usasse a expressão “fé somente” ou outra equivalente, permitiu-o sim a Tiago, e, além disso, de forma clara e enérgica, ao declarar que “…o homem é justificado pelas obras e NÃO somente pela fé” (Tiago 2,24, Ave-Maria). Esta negação aparece justo quando Tiago se coloca na epístola a questão de se a fé, por si só, é suficiente para a justificação. Só podemos concluir que a inspiração pelo Espírito Santo da igualmente importante expressão “não… por” demonstra claramente que Deus estava preocupado com que alguém pudesse interpretar erroneamente que a ênfase da Escritura na fé frente às obras equivalia à “fé somente”. Mas, dito isto…, por acaso não disse São Paulo que a fé estava “à parte” das obras?
  8. Se Paulo não pretendeu ensinar a “fé somente”, então, como explicamos a sua afirmação em Romanos 3,28 de “…que o homem é justificado pela fé, à parte das obras da lei”? Não se poderia argumentar que a expressão “à parte de” é muito parecida com a palavra “somente”, e assim concluir que S. Paulo realmente ensinou que a fé está só na justificação?
  9. Para responder a isto, devemos dar-nos conta de que “justificado pela fé somente” não significa o mesmo que “justificado pela fé à parte das obras da lei”. Gramaticalmente, a expressão “fé somente” significa que a fé é o ÚNICO instrumento de justificação, ao passo que a afirmação “fé à parte das obras da lei” meramente significa que “as obras da lei” — seja lá o que for que S. Paulo quer dizer com isto — são a única coisa que não pode juntar-se à fé para a justificação. Em outras palavras, “fé somente” exclui que se acrescente qualquer coisa à fé, ao passo que “fé à parte das obras da lei” impede apenas que à fé se acrescentem as “obras da lei”. Isto deixa aberta a possibilidade de que haja algo que não seja considerado “obra da lei” que talvez possa ser acrescentado à fé, ou de que possamos entender a “fé” associada a outras virtudes que não estejam tecnicamente relacionadas com as “obras da lei” (cf. Concílio de Trento, Sessão 6, Capítulo 7).
  10. Daí que, embora devamos dar a devida justiça ao dito de Paulo de que a fé deve estar à parte das obras da lei, isto não quer dizer necessariamente que a fé esteja completamente só, especialmente à parte de outras virtudes como o amor e a obediência (Gálatas 5,6; Romanos 1,5; 16,26). Segundo certas Escrituras, algo se passa com as “obras da lei” que força Paulo a separá-las do seu conceito de fé; no entanto, outras passagens autorizam, inclusive exigem, a adição de outras obras virtuosas, que não estão necessariamente associadas às obras da lei, para procurar a justificação.

III. A chave: o princípio da “obrigação” de São Paulo

  1. Para começar a descobrir a verdadeira relação entre fé e obras, precisamos entender um dos mais fundamentais princípios na teologia de Paulo — o princípio de obrigação legal ou dívida. Vemos este princípio estabelecido naquela passagem tão conhecida, Romanos 4,4: “Ora, ao que trabalha, o salário não lhe é atribuído como favor, mas como dívida” (Ave-Maria).
  2. Para ajudar-nos a entender este princípio, Paulo usa o exemplo do empregador que está obrigado a pagar ao seu empregado pelo seu trabalho. “Obrigação” refere-se a uma compensação proporcional que é legalmente devida pelo empregador ao empregado. Como entendemos o trabalho como algo que requer o árduo uso das nossas faculdades, o trabalhador é alguém que deve ser remunerado, de alguma maneira, de forma igual aos seus esforços. Falando vulgarmente, por um trabalho de uma hora, deve ser pago um salário de uma hora. A menos que o empregador queira transgredir a lei, está legalmente obrigado a pagar ao trabalhador o que lhe é devido. Não importa se o empregador ama ou odeia o empregado, ou se gosta ou não gosta dele. Está sob a obrigação legal de pagar-lhe.
  3. Estabelecendo este princípio de obrigação legal, Paulo introduz a regra fundamental para qualquer um que tente “trabalhar” o seu caminho até Deus. Se o apelo a Deus está baseado na obrigação, então a relação entre Deus e o homem torna-se uma em que a parte que trabalha (o homem) está legalmente obrigando a parte para a qual o trabalho é feito (Deus) a pagar-lhe pela obra realizada.
  4. Por isso, no que à justificação se refere, um homem que se aproxime de Deus esperando ser remunerado legalmente pelos seus esforços coloca Deus na posição de ser “obrigado” a reputá-lo reto e aceitável, merecedor de viver com Deus e de ser abençoado por Ele por toda a eternidade. Como nesta situação Deus seria forçado a dever uma dívida legal ao homem que trabalha, a relação basear-se-ia na lei, isto é, num contrato legal. Se se baseasse na lei, então não poderia basear-se na benevolência pessoal de Deus, também chamada graça.
  5. Este é precisamente o motivo pelo qual Paulo, em Romanos 3,28, diz: “…que o homem é justificado pela fé, à parte das obras da lei”. Numa perspectiva mais ampla, “as obras da lei” consistem em “obras feitas somente sob contrato legal” que exigem pagamento pelo seu cumprimento, sem levar em conta se a pessoa que faz a obra crê ou não, nem se ama ou não o seu benfeitor.
  6. Ao inverso, se o homem apela à graça de Deus, Deus paga-lhe da sua benevolência, sem estar legalmente obrigado a fazê-lo assim. Esta é a distinção primária entre graça e obras. São Paulo reitera este princípio em Romanos 11,6, quando diz: “se é por graça, já não é à base de obras; de outra maneira, a graça já não seria graça” (Concílio de Trento, Sessão 6, Capítulo 8, Cânon 1).
  7. A fé: o começo da salvação
  8. Em contraste com as obras realizadas numa tentativa de obrigar a Deus, Paulo fala da justificação pela graça de Deus por meio da nossa fé (Romanos 3,22-24). Deus é um ser pessoal que quer que o homem se relacione com Ele pessoalmente. Deus não é um empregador impessoal a quem recorremos pela nossa “paga” espiritual para depois esquecê-lo o resto do dia. Por isso, porque a fé é intrinsecamente pessoal, é a palavra ideal para descrever quem reconhece a verdadeira identidade de Deus; quem se interessa sinceramente pelos propósitos e planos de Deus; quem confia em que Deus é bom e está cuidando dos nossos melhores interesses (Romanos 4,18-22; Hebreus 11,1-40).
  9. Ao inverso, S. Paulo usa muitas vezes “obras” ou “obras da lei” como termos contratuais que conotam um tipo de relação impessoal empregador/empregado: alguém que está sujeito a um contrato para fazer um trabalho, mas que não está interessado numa relação pessoal com o seu empregador. Trabalha ou obra com o único propósito da remuneração, mas não tem autêntico respeito pelas metas e aspirações de quem lhe paga. Vangloria-se dos seus cumprimentos e espera ser pago generosamente pelo seu trabalho. Tais pretensões são um insulto a Deus.
  10. Para S. Paulo, os judeus do seu tempo eram o perfeito exemplo desta tese. Os judeus realizavam as suas obras cerimoniais na presença de Deus e pretendiam que, por tal observância meticulosa do pacto legal que Deus estabeleceu com Abraão, Deus lhes devia a salvação, sem levar em conta o seu estilo de vida (Romanos 2-4). A resposta de S. Paulo é clara: “Ou quem lhe deu primeiro, para que tenha de ser retribuído?” (Romanos 11,35, Ave-Maria).
  11. Mas por acaso justificam as obras?
  12. Apesar de que em muitas passagens da Escritura Paulo se esforça grandemente por distinguir o mais possível entre fé e obras, em outras cria a mais íntima conexão entre fé e obediência à lei de Deus. Esta conexão é tão forte que é verdadeiramente bíblico afirmar que sem obediência à lei é impossível ser justificado e entrar no Reino do Céu. O próprio S. Paulo diz em Romanos 2,13: “Não são os que ouvem a lei os justos diante de Deus, mas os que cumprem a lei serão justificados” (Ave-Maria) (cf. Catecismo da Igreja Católica, número 1963, e Concílio de Trento, Cânon 20).
  13. A alguns pode parecer esta conclusão contraditória, já que parece que estejamos dizendo que a lei é, ao mesmo tempo, condenatória e salvífica. No entanto, uma vez que entendemos a base para a distinção de Paulo entre obras feitas meramente pela remuneração legal, como opostas às obras realizadas sob os auspícios da graça de Deus, a aparente contradição desaparece (cf. Concílio de Trento, Sessão 6, Capítulo 5).
  14. Para ajudar a entender o conceito de obras realizadas sob a graça, ou o que já podemos introduzir como “mérito gracioso”, podemos tomar emprestada a analogia de S. Paulo do empregador/empregado em Romanos 4,4. Já aprendemos que, se o empregado contrata com o empregador o pagamento pela sua obra, este arranjo é formalizado num contrato escrito e é tornado vinculante pela lei, isto é, é um contrato legal.
  15. Se, por outro lado, o empregador pede ao empregado que lhe faça um trabalho pessoal para ele fora do contrato legal – digamos, um trabalho fora do horário – e promete recompensá-lo, tal acordo não está submetido a um contrato legal nem, portanto, o empresário está contratualmente obrigado a pagar ao empregado.
  16. Apesar disso, pela integridade pessoal do empregador, e talvez pela relação pessoal que cultivou com o empregado, aquele pode pagar de bom grado a este o que sente que o trabalho extra merece, mesmo que não esteja legalmente obrigado a fazê-lo. O empregador poderia retratar-se facilmente da sua promessa de pagar pelo trabalho realizado fora do horário, se não fosse porque é honesto e precisamente incapaz de rebaixar-se a uma conduta tão ignóbil.
  17. A relação de Deus com o homem é muito parecida. Apesar de que o homem não pode obrigar legalmente a Deus a pagar-lhe pela sua obra, Deus pode recompensá-lo pela sua obra “fora da lei”. Pela sua integridade pessoal e porque cultivou uma relação pessoal com o indivíduo pela fé, Deus o reembolsará com a sua benignidade. Para Deus, que é reto, justo e compassivo, recompensar graciosamente as boas obras do homem é o mais apropriado.
  18. Não há outra passagem onde este princípio no trato de Deus com o homem esteja mais bem enunciado do que em Hebreus 6,10: “Deus não é injusto para se esquecer da vossa obra e do amor que mostrastes ao seu nome…” (Ave-Maria).
  19. Uma vez que nos esforçamos por ver as nossas obras diante de Deus a partir da perspectiva correta, devemos concluir que Paulo não ensina que as obras da lei, entendidas no sentido apropriado, sejam sempre a antítese da justificação. Devemos sustentar que S. Paulo está condenando a justificação pela fé apenas no que respeita à obrigação legal, isto é, quando se tenta reclamar de Deus o pagamento pelas obras, sem realmente preocupar-se pessoalmente com Deus. Fora do terreno da obrigação contratual, a obediência às leis de Deus, na forma em que se expressa e pratica na virtude, coopera plenamente com a graça na justificação.
  20. Romanos 2,5-10: a recompensa das boas obras é a vida eterna
  21. Observemos como S. Paulo vê a distinção e a oposição entre as obras realizadas sob a graça e as obras realizadas por obrigação legal. Elabora esta distinção quando descreve a bênção de Deus pelas boas obras e o juízo de Deus pelas más obras. Uma das primeiras expressões de Paulo do ponto de vista positivo sobre as obras em ordem à salvação é a de Romanos 2,6-8 (Ave-Maria):

“…do justo juízo de Deus, o qual retribuirá a cada um conforme as suas obras: aos que, pela perseverança em fazer o bem, buscam glória, honra e imortalidade: a vida eterna; mas aos que são ambiciosos e não obedecem à verdade, senão que obedecem à injustiça: ira e indignação”.

  1. S. Paulo é claro ao afirmar que Deus salva ou condena baseando-se nas obras realizadas pelo indivíduo. Consequentemente, é também verdade que “ira e indignação” se refere ao contrário da vida eterna, a saber, à condenação eterna. É o mesmo contexto que usa em Romanos 6,23, onde diz: “porque o salário do pecado é a morte, mas o dom de Deus é a vida eterna em Cristo Jesus, Senhor nosso”.
  2. Ao dizer isto, tenha claro o leitor que não estamos dizendo que S. Paulo ensine em Romanos 2 que um homem possa “ganhar” (no sentido estrito, legal, da palavra) a recompensa da vida eterna. Insistimos: Romanos 4,4 deixa inquestionavelmente claro que, quando alguém tenta “ganhar” a sua salvação baseado nas obras, está obrigando a Deus a “pagar-lhe” com a vida eterna, o que é anátema.
  3. Por isso devemos concluir que as obras que Paulo requer em Romanos 2,5-10 não são as que ele considera que colocam Deus numa posição de obrigação de pagar ao indivíduo com a vida eterna. Antes, presume-se que aqueles que “perseveram em fazer o bem” e que “buscam glória, honra e imortalidade” estão fazendo-o sob o impulso da graça e misericórdia de Deus.
  4. A graça de Deus é introduzida justo um versículo antes, em Romanos 2,4, onde Paulo diz: “Ou desprezas as riquezas da sua bondade, tolerância e paciência, ignorando que a bondade de Deus te conduz ao arrependimento?” As qualidades divinas de “bondade”, “tolerância” e “paciência” são virtudes de Deus que fluem da sua graça (Efésios 2,7; Tito 3,4; Romanos 11,22). Se Deus não estivesse mostrando a graça, a sua resposta seria não mostrar misericórdia para com os homens e, assim, destruí-los ao menor sinal de desobediência. Ainda mais, Deus não está obrigado a “conduzi-los ao arrependimento”, ou a tolerar-lhes o seu pecado. É a graça de Deus a que dá aos homens a oportunidade e os conduz a arrepender-se e fazer boas obras.
  5. Como Paulo fala de “arrependimento” em Romanos 2,4, e continua com Deus dando “vida eterna” aos que se arrependeram e “perseveram em fazer o bem”, e “ira e indignação” aos que não se arrependeram, todos os elementos do evangelho do Novo Testamento estão presentes nesta passagem.
  6. A esta luz, as boas obras de Romanos 2,6-8, feitas no contexto do arrependimento do pecado, são obras que pressupõem a fé em Deus, assim como um reconhecimento do pecado pessoal. Não se pode arrepender-se diante de Deus e fazer boas obras (isto é, obras que são feitas com o propósito de “honrar a Deus e buscar a imortalidade”) sem crer verdadeiramente em Deus. Por isso, as obras de Romanos 2,6-8, acompanhadas pela fé e pelo arrependimento, NÃO são obras feitas sob o princípio de dívida ou obrigação que Paulo repudia em Romanos 4,4, mas obras feitas com uma atitude devota e que buscam o reconhecimento e a recompensa a partir do interior da graça de Deus.
  7. Se Paulo eleva o fazer obras para obter a vida eterna à altura a que o faz em Romanos 2,6-10, que podemos então concluir sobre o entendimento de Paulo das obras em relação à justificação? A conclusão deve ser que as obras são necessárias para a justificação e, de fato, são um dos fundamentais fatores determinantes para obter ou não a salvação. Dizemos isto com a ressalva de que Paulo condena taxativamente as obras feitas com jactância, com a intenção de obrigar a Deus a pagar ao trabalhador com a salvação (Efésios 2,8-9; Tito 3,5).
  8. A única forma em que Deus pode aceitar as nossas obras é pela Sua graça, do mesmo modo em que aceita a nossa fé pela Sua graça. As obras feitas sob os auspícios da graça de Deus, isto é, as obras que não reclamam pagamento de Deus, mas que são recompensadas apenas devido à bondade e misericórdia de Deus, são as obras que Paulo exige para a salvação. Estas obras devem continuar ao longo das nossas vidas para que sejamos justificados (Romanos 2,13; Tiago 2,1-26).

Autor: Robert Sungenis

Fonte: Apologetica.org

Tradutor: Antonio Ramos, Espanha