A seguir, uma série de artigos deste renomado teólogo e sacerdote em que trata o problema do lefebvrismo e do seu filo-lefebvrismo. Um verdadeiro clássico que recomendamos plenamente.

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Parte I

-Os lefebvrianos consideram Dom Lefebvre como o Santo Atanásio do nosso tempo, e a Fraternidade Sacerdotal São Pio X (FSSPX) como garantia imprescindível da ortodoxia doutrinal e litúrgica da Igreja. -Os antilefebvrianos distam extremamente, em doutrina e espírito, de Dom Lefebvre e da FSSPX, e sentem por eles grande aversão. -Nós, obviamente, sentimo-nos muito mais próximos dos lefebvrianos do que daqueles numerosos pastores e teólogos “católicos” que perderam a fé. -Os filo-lefebvrianos compartilham, em maior ou menor medida, as posições dos lefebvrianos, e de modo algum reconhecem tal condição. -Afirmam que Dom Lefebvre agiu sempre com uma consciência boa e reta, também ao ordenar Bispos. -Mas contrapor a lei da Igreja e a consciência bem formada é uma das causas hoje mais frequentes da degradação doutrinal e pastoral. -Ordenar Bispos sem permissão da Santa Sé é um ato gravemente mau, que a Igreja sanciona com a excomunhão. -É um ato gravemente cismático. -O primeiro erro-pecado de Lefebvre e dos lefebvrianos esteve e está no discernimento condenatório da Igreja presente. -E o segundo esteve e está em crer que eles são necessários para impedir que a Igreja se desmorone na heresia e no sacrilégio. -São falsas as premissas maiores que levaram a FSSPX ao cisma. O Senhor não precisa de ninguém para salvar a Igreja. É a Igreja que nos salva a nós.

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Parte II

-Principais argumentos dos lefebvrianos em sua defesa. -1. O princípio do mal menor justifica Dom Lefebvre. -2. Graças a ele e à FSSPX existe a Comissão Pontifícia Ecclesia Dei, existem os grupos a ela acolhidos e salvou-se a Missa antiga. -3. A decisão de João Paulo II de excomungar os Bispos lefebvrianos foi uma opção pastoral e, portanto, não infalível. -4. Foi uma excomunhão injusta e, portanto, inválida. E revogável. -5. Lefebvre reconhecia o Primado romano e, justamente por isso, não deu missão canônica alguma a seus Bispos auxiliares. -6. A obediência cega pode ser moralmente má em certas circunstâncias extremas. -7. Dom Lefebvre errou ao ordenar Bispos, mas o fez por amor à Igreja. Sua intenção era boa e sua consciência reta. -8. Santo Atanásio, por defender a fé católica contra o arianismo, também foi excomungado pelo Papa. -Pelo contrário, todos os santos que buscaram a reforma da Igreja a procuraram sempre pelo caminho da obediência. -São muitas as comunidades católicas tradicionais que hoje estão em plena comunhão com o Papa, aceitam o Vaticano II e celebram a Liturgia antiga, respeitando a nova. -São comunidades estabelecidas precisamente “à parte” de Dom Lefebvre e da FSSPX, como a Fraternidade Sacerdotal São Pedro, a Fraternidade São Vicente Ferrer, o Mosteiro beneditino de Le Barroux e o de Fontgombault. -Peçamos ao Senhor a plena reintegração da FSSPX na unidade da Igreja.

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Parte III

-Os filolefebvrianos sentem-se muito magoados. -Houve muitos comentários favoráveis a Filolefebvrianos I e II. -Mas também foram muitos os que, em seus comentários, combateram fortemente estes artigos. -Convido-os a explorar aqueles sítios da internet que combateram meus artigos sobre o filo-lefebvrismo: Don Ángel David Martín Rubio, In diebus illis, infoCaótica, Martin Ellingham, Ex-Orbe, algum fórum do Catholic.net, Asando la Manteca, Coronel Kurtz.

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Parte IV

-O sagrado Concílio Vaticano II. -É promulgado finalmente com um grande acordo dos Padres. -A falsificação de suas doutrinas começou durante a sua própria celebração e multiplicou-se grandemente no pós-concílio. -É certo que os erros e horrores havidos dentro da Igreja depois do Concílio, sobretudo no Ocidente descristianizado, foram e são inumeráveis. -Mas acusar o Vaticano II desses enormes males é uma grande falsidade, uma calúnia e uma ofensa ao Espírito Santo. -Os erros modernos dos últimos cinquenta anos nunca derivaram dos textos conciliares. -Credo in Ecclesia. A Igreja católica, congregada por seus Bispos unidos ao Papa, guarda sempre a verdade e os meios de santificação, sem que para isso necessite de atos cismáticos. -Depois do Vaticano II os erros e abusos foram denunciados a partir de dentro da própria Igreja católica. -E foram sempre os Papas do pós-concílio as testemunhas mais firmes da verdade católica, e os que combateram com mais força os erros e males da Igreja presente. -Os diagnósticos mais graves e autorizados dos males da Igreja atual sempre os encontramos nos Papas. -“Tu es Petrus et super hanc petram ædificabo Ecclesiam meam et portæ inferi non prævalebunt adversus eam”. -A Igreja católica, também depois do Vaticano II, floresceu em maravilhas de graça e santidade. -Jamais se deve contrapor uma “Roma eterna” e uma “Roma temporal”, a de hoje. -Dom Lefebvre, pelo contrário, no tempo dos erros e horrores pós-conciliares, foi se escandalizando cada vez mais do Concílio, dos Papas, da Liturgia renovada.

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Parte V

-O diagnóstico exato de uma enfermidade é a chave para conseguir a sua cura. -1970. Dom Lefebvre funda a Fraternidade Sacerdotal São Pio X. -1974. Faz finalmente em Écône uma declaração solene de sua rejeição da “Igreja conciliar”. -1975. A rejeição absoluta da nova Missa é a causa principal da supressão da FSSPX. -1976. Dom Lefebvre é suspenso a divinis. -1987. Passam os anos e o enfrentamento da FSSPX com a Igreja vai chegando a uma fase máxima. -A Fraternidade Sacerdotal São Pio X e Roma, uma importante conferência de Dom Lefebvre. -1988. As ordenações cismáticas de quatro Bispos da FSSPX. -Há que reconhecer que, vendo a Igreja como Dom Lefebvre a via, era lógico que ordenasse Bispos. -O sermão de Dom Lefebvre nas ordenações episcopais de 1988. Qual é a situação atual da FSSPX. -O motu proprio Summorum Pontificum (2007). -O levantamento das excomunhões dos Bispos da FSSPX (2009). -Colaboremos com o Papa de todo o coração em seu intento de conseguir que a FSSPX retorne à plena unidade da Igreja.

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Parte VI

-1. Não existe outra Igreja além da Igreja atual e visível, presidida pelo Papa e pelos demais sucessores dos Apóstolos. Quem não crê “nesta Igreja” não crê em nenhuma, porque não existe outra. -2. Credo in Ecclesiam. É “a fé na Igreja”, Mater et Magistra, que nos abre a mente a todas “as verdades de fé” que ela ensina. -3. O ensino pessoal do Papa e o do episcopado universal que permanece unido a ele, disperso pelo mundo ou reunido em concílio, é infalível quando, em matéria de fé e costumes, propõe aos fiéis verdades para que as sustentem como de fé. -4. É contrário à Tradição católica rejeitar publicamente os ensinamentos e normas estabelecidos pelos Concílios, especialmente pelos Concílios ecumênicos, ainda que estes tenham tratado predominantemente de assuntos pastorais e disciplinares. -5. O lefebvrismo conduz ao sedevacantismo. -6. O lefebvrismo aproxima-se também, em algumas questões, do “livre exame”. -A Missa pós-conciliar do Novus Ordo (1970), promulgada por Paulo VI e recebida por todos os Bispos católicos, é verdadeira, santa e santificante. -A Missa antiga e a Missa nova, lamentavelmente, viram-se duramente contrapostas. -O novo rito da Missa, celebrado com fidelidade, sentido do sagrado e desenvolvimento de todas as modalidades que oferece, é grandioso e cheio de majestade e beleza. -Também não é certo –embora haja nisso algo de verdade– que o Missal antigo deixasse menos margem à má celebração do que o novo. -Colaboremos com Bento XVI para alcançar a Pax liturgica. -As duas formas da Missa romana devem ser aceitas por uns e por outros.

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Parte VII

-Situação atual da FSSPX. -1988. João Paulo II, carta apostólica Ecclesia Dei. -1999. Pontifícia Comissão Ecclesia Dei (PCED). -2008. Esclarecimento da PCED sobre a condição cismática da FSSPX. -2009. Levantamento da excomunhão dos Bispos da FSSPX. -2009. Vinculação da PCED à Congregação para a Doutrina da Fé. -2011. Entrevista concedida pelo Superior Geral da FSSPX. -A Fraternidade lefebvriana vai crescendo e sente-se forte em sua posição atual. -A situação cismática da grande Comunidade lefebvriana torna-se patente. -À medida que perduram na Igreja Católica os erros e abusos, a Fraternidade se autojustifica e se desenvolve. -Reservas sobre a autoridade do Papa. -Reservas sobre a autoridade do Concílio Ecumênico Vaticano II. -A má interpretação lefebvriana do Concílio Vaticano II em não poucas questões muito graves é patente. -1. O teocentrismo do Decálogo é substituído, na Igreja conciliar, pelo antropocentrismo dos Direitos do homem. -2. Uma falsa igualdade ecumênica entre todas as religiões pretende chegar a “uma espécie de sincretismo que consiga reunir todas as religiões”. -3. A negação do Senhorio de Cristo sobre as nações é a causa da laicização dos Estados. -Certos “gestos” de João Paulo II causaram profundo desagrado a não poucos católicos. -A reunião de Assis foi o gesto pontifício mais abominado por Dom Lefebvre. -A reintegração da FSSPX na Igreja Católica não parece possível por ora.

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Autor: Pe. José María Iraburu