Pergunta um leitor:

Prezado Padre:

Tenho 2 filhos e há 5 meses estou grávida novamente; meu esposo insiste que eu aborte. Sei que é errado e que, além do pecado, o aborto tem graves consequências; o senhor poderia recordá-las para que eu possa explicá-las ao meu marido? Obrigada.

Resposta:

Prezada Senhora:

A respeito das consequências psicológicas do aborto, a senhora pode ler a resposta que já demos ao falar da “Síndrome pós-aborto

Além disso, pode ser interessante ler o seguinte comentário, de grande atualidade, intitulado: “Estudo confirma que o aborto tem efeitos mais graves do que os já conhecidos”. Diz o seguinte:

Câncer de mama, infecção pélvica, infertilidade, gravidezes ectópicas com risco de morte e os consequentes partos prematuros —com um alto índice de crianças que nascem com paralisia cerebral— são alguns dos graves efeitos desconhecidos pelas mulheres que decidem abortar.

Um estudo do Instituto de Bioética de Veber, do Canadá, revelou que as complicações dos abortos costumam não ser relatadas e permite-se que milhares de mulheres se submetam a esses procedimentos sem conhecer os riscos físicos e psicológicos que enfrentam.

O Instituto, sediado em Toronto, publicou um relatório intitulado “A saúde da mulher após o aborto: as evidências médicas e psicológicas”, no qual resume mais de 500 estudos realizados nos últimos 20 anos.

Segundo o estudo, as complicações do aborto não são apenas sanitárias; pelo contrário, embora seja apresentado como alívio para uma depressão, estresse ou crise por causa da gravidez, as mulheres que se submetem à prática são mais propensas a cometer suicídio depois de um aborto do que depois de ter dado à luz.

“Sem conhecer tudo isso, como é que uma mulher pode dar seu consentimento informado a um aborto?”, pergunta Ian Gentles, professor de história da Universidade de York, em Toronto, e um dos autores do estudo.

Elizabeth Fox-Genovese, professora de humanidades e estudos sobre a mulher da Universidade de Emory, considerou que o estudo “é esmagadoramente claro ao assinalar que as mulheres que buscam abortos nos Estados Unidos e no Canadá não conhecem os riscos que correm” (ACI Prensa, 2 de abril de 2002).

Autor: Pe. Miguel Ángel Fuentes

Fonte: O teólogo responde